Nova York :: Empire State Building

Um dos símbolos de Nova York, o Empire State Building foi por décadas o mais alto arranha céu do mundo até a chegada das torres gêmeas em 1970. A altura do telhado é de 381 metros, mas com a torre de antena, o edifício chega a 443 m de altura Após o atentado de 11 de setembro, ele voltou a ser o maior edifício da cidade, até a inauguração da torre One Wolrd Trade Center, em 2012. Ele apareceu em filmes clássicos, como “King Kong”, virou título de música (“Empire State of Mind”) e é uma das atrações mais visitadas da cidade.

Empire State Building, ao lado do hotel New Yorker, compondo uma cena clássica de NYC. Foto: Débora Costa e Silva

Empire State Building, ao lado do hotel New Yorker. Foto: Débora Costa e Silva

O primeiro momento em vi o Empire State, nas duas vezes em que vim para Nova York, foi quando caiu a ficha de que estava mesmo aqui. Na primeira, dei de cara com o edifício assim que abri a cortina do quarto do hotel. Não tinha muita noção em qual região eu estava e foi um susto delicioso. Dessa segunda vez, eu vi da calçada chegando na residência onde estou morando. Estava caminhando na direção contrária do prédio e quando virei para trás, lá estava ele, lindo, majestoso, me dando boas vindas 🙂

Há quem diga que seu topo oferece a melhor vista da cidade. Há quem diga, no entanto, que o melhor observatório é o do Rockfeller Center (Top of the Rock), pois de lá é possível fazer fotos que incluem o próprio Empire no horizonte. Eu ainda não testei essa segunda opção, mas não acho que uma visita invalide a outra, pois conhecer um pouco da história e o interior do Empire State vale a pena.

Veja abaixo as fotos que fiz durante a visita. Fiz com o celular mesmo, estava sem minha câmera. Mas não vacilem como eu: levem a câmera! 😉

Vista de Manhattan do alto do Empire State Building. Foto: Débora Costa e Silva

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Fotos do post: Débora Costa e Silva

Sobre a visita

O melhor horário para visitar é durante o pôr do sol, assim você consegue ver Nova York do alto em três momentos diferentes: com o céu azul (se o tempo tiver bom), colorido durante o entardecer, e escuro, com a cidade iluminada. Tente ir uma hora antes, porque as chances de encarar uma longa fila e perder o cair da tarde são grandes.

Há duas opções principais para os visitantes: ir até o 86º andar (valor: US$ 32) ou ir até o 102º (valor: US$ 52). Eu só fui até o 86º porque muita gente me disse que de lá a vista já é impressionante o suficiente e não muda muita coisa do 102º. Você vai de elevador até o 80º, onde há uma exposição com fotos, gráficos e desenhos antigos da época da construção do edifício, em uma sala ampla cercada de janelas com vista para a cidade.

Depois sobe até o 86º, onde há o observatório aberto e a disputa por um lugar na grade para ver Nova York de cima. Eu recomendo que não pare em um lugar só porque conseguiu espaço, mas vá revezando para ver um pouquinho de cada parte da ilha de Manhattan. No final da visita, é claro, tem uma lojinha com diversos itens do Empire, inclusive king kongs de pelúcia ❤

Vai lá!
350 5th Ave, New York
https://www.esbnyc.com/pt

Nova York :: Coney Island

Praia de Coney Island, com a roda gigante clássica ao fundo. Foto: Débora Costa e Silva

Praia de Coney Island, com a roda gigante clássica ao fundo. Foto: Débora Costa e Silva

Ao chegar em Coney Island, a sensação é de ter saído de um túnel do tempo e desembarcado na década de 50, vendo todas as fachadas de lojas vintages, tudo muito colorido em harmonia com o céu azul e a maresia. Não fossem os carros novos e as pessoas tirando fotos com smartphones nas ruas, a fantasia poderia ser ainda mais verossímil, porque até a trilha sonora era retrô, com rocks e baladas dos anos 60 tocando nos auto-falantes de uma das lanchonetes.

Primeira fachada que vemos ao sair do metrô de Coney Island. Foto: Débora Costa e Silva

Primeira fachada que vemos ao sair do metrô de Coney Island. Foto: Débora Costa e Silva

Localizada no Brooklyn, a cerca de uma hora do centro da ilha de Manhattan, a praia é famosa por abrigar parques de diversões desde o século 19 e se tornou um destino bastante popular para os americanos. Foi lá onde fizeram os primeiros testes para desenvolver montanhas russas e ainda hoje pode-se ver as históricas Thunderbol (inaugurada em 1925, chegou a aparecer no filme “Annie Hall”, do Woody Allen, foi demolida e depois reconstruída) e a Cyclone, que data de 1927, é feita de madeira e brilhou no clip “XO” da Beyoncé.

Soarin Eagle, um dos brinquedos radicais de Coney Island. Foto: Débora Costa e Silva

Soarin Eagle, um dos brinquedos radicais de Coney Island. Foto: Débora Costa e Silva

O destino também ficou famoso pelas atrações bizarras do Dreamland Circus Sideshow, considerado o primeiro circo de horrores do país, com anões, índios e outros personagens. Pra ter uma ideia de como era Coney Island durante seu auge, fica a dica de um filme bem fofo, “O Pequeno Fugitivo”, dos anos 50, que mostra o lugar do ponto de vista de um garotinho que passa o dia no parque se deliciando com os brinquedos e doces (trailer abaixo).

Após um incêndio nos anos 60 e a inauguração da Disneylândia, iniciou-se um período de decadência do destino. Nos últimos anos, passou por revitalizações, que se intensificaram após a passagem desoladora do furacão Sandy em 2012, e agora conta com atrações mais modernas mas que mantêm seu charme vintage.

O que fazer por lá

Antes de contar um pouquinho do meu passeio, a primeira dica é: vá durante a semana. Tive uma experiência incrível, bem tranquila e curti bastante o lugar e imagino que aos sábados e domingos seja completamente diferente. Nada de filas abarrotadas de gente para os restaurantes e os brinquedos e até na praia tinha espaço suficiente para estender a canga.

Fachada do principal parque de diversões, o Luna Park, e a oda gigante Wonder Wheel. Foto: Débora Costa e Silva

Fachada do Luna Park, e a roda gigante Wonder Wheel. Foto: Débora Costa e Silva

A primeira parada que fiz foi em um dos patrimônios de Coney Island, o Nathan’s Famous, inaugurado em 1916, há exatos 100 anos. Dizem que foi por lá que batizaram o lanche composto por pão e salsinha de hot dog. Pedi um combo clássico: cachorro quente com queijo, batata frita e refrigerante, no melhor estilo americano, e estava mesmo uma delícia. Para os que curtem incrementar o lanche, há diversas opções – eu confesso que me segurei pra não colocar queijo e bacon também na batata, mas fiquei aguando quando vi um desses na mesa ao lado.

Meu almoço no Nathan's Famous: hot dog com queijo, fritas e refri, mais clássico impossível. Foto: Débora Costa e Silva

Meu almoço no Nathan’s Famous: hot dog com queijo, fritas e refrigerante, mais clássico impossível. Foto: Débora Costa e Silva

Apesar de não ser grande fã de montanhas russas e brinquedos radicais, adorei conhecer o Luna Park! Foi mais uma visita ao passado, dessa vez à minha própria infância, pois me lembrei um pouco do Playcenter, mas principalmente dos parques que tinham no interior de São Paulo, com barraquinhas de tiro ao alvo, carrossel, palhaços e atrações menos sofisticadas em comparação ao que existe nos grandes complexos de hoje. O bacana é que é aberto ao público, você circula à vontade e só paga se for em algum dos brinquedos.

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Brinquedos e barraquinhas diversas pelo parque de diversões. Fotos: Débora Costa e Silva

O calçadão é frequentado por famílias com crianças, idosos, casais, turmas de jovens e artistas de rua. Ficar por ali tomando um sorvete e contemplando a paisagem é uma delícia, mas vale sujar o pé na areia pra explorar a praia também. Passei a tarde lá tomando sol, observando as pessoas e curtindo a calmaria, sendo interrompida eventualmente por bandos de gaivotas que embelezavam ainda mais a tarde.

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As gaivotas embelezam ainda mais a paisagem de Coney Island. Fotos: Débora Costa e Silva

Por fim, fui ao Ford Amphithreatre at Coney Island Boardwalk para ver dois shows: a banda australiana Hiatus Kaiyote e a musa Erikah Badu (vídeo tosco que fiz logo abaixo, só pra ter uma ideia da vibe). O teatro não é totalmente aberto, é coberto por uma espécie de lona e permite a entrada de luz, o que dá um clima ainda mais “verão” ao evento. Pra mim, foi a chave de ouro que encerrou um dia delicioso na praia, ao mesmo tempo em que abriu as portas em alto estilo para o início da temporada em Nova York.

Como chegar – Basta pegar as linhas D e F (laranja) ou N e Q (amarelo) sentido Downtown – Brooklyn, se está saindo de Manhattan. Assim que sair do metrô você já vai encontrar o Nathan’s e ver alguma das rodas gigantes, é tudo muito pertinho.

PS: Há ainda muitas outras atrações, como a queima de fogos às sextas-feiras à noite, o show burlesco, a máquina do Zoltar… Fico devendo uma nova visita e mais um post 😉

Nova York :: Nova temporada

Empire State Building ao lado do letreiro New Yorker. Foto: Débora Costa e Silva

Empire State Building ao lado do letreiro New Yorker. Foto: Débora Costa e Silva

Depois de muito tempo pensando, sonhando, planejando e reunindo coragem (e dinheiro) finalmente decidi vir passar três meses em Nova York! A aventura começou agora, no início de agosto, e já tenho abastecido bastante o Instagram (me segue lá: @dregola). Em breve teremos posts com muitas dicas, relatos e histórias dessa passagem pela minha cidade do coração! ❤

Não sei bem explicar o que me fascinou tanto em Nova York na primeira visita para me fazer querer vir de novo e ficar mais tempo. Acho que a forma como nos encantamos por um lugar é muito parecida com a sensação de se apaixonar por alguém. Se por um lado vemos mil razões para gostarmos de determinada cidade/pessoa, por outro não há nada que explique completamente. É porque bateu e pronto. Pode ser por afinidade ou por serem opostos, questão de sintonia, momento, sei lá: é quase surreal.

Nova York é uma das cidades mais visitadas do mundo e eu não costumo me apaixonar pelo “garoto popular” da turma.  Antes de trabalhar com turismo, eu não via a menor graça nos Estados Unidos a ponto de querer visitar algum destino do país – inclusive fiz questão de ir pra Cuba nas minhas primeiras férias remuneradas, tamanho era meu apreço pelos States :P.

Prédio em construção, linha de trem, carros e vegetação: esse é o visual em uma das pontas do High Line. Foto: Débora Costa e Silva

Prédio em construção, linha de trem, carros e vegetação: esse é o visual em uma das pontas do High Line. Foto: Débora Costa e Silva

Mas paguei a língua e, quando me dei conta, já tinha caído nas graças da tal Big Apple na primeira vez que visitei a cidade a trabalho. Seria injusto dizer que me apaixonei apenas pelo seu lado alternativo só pra posar de cool. Não, eu admito: eu também amei seus clichês, sua breguice, seu trânsito caótico, a sujeira no metrô, a muvuca… É amor sincero, amor verdadeiro.

Infelizmente, esse relacionamento não é lá muito promissor: é a cidade mais cara do mundo e, bem, eu não estou nem entre as mais rycas do meu prédio haha. Até para os americanos NYC é considerado um destino dos sonhos, é extremamente concorrido, o que me fez repensar milhares de vezes se era isso mesmo o que eu queria. E, bom, todas as vezes que cogitei viver uma espécie de período sabático em outros lugar, só para economizar, eu concluía o pensamento com: “ok, mas depois eu irei pra Nova York”. Daí vi que era mesmo uma cisma, uma fissura, uma paixão, e que uma hora ou outra eu teria que ir.

Eu não poderia estar mais satisfeita com essa decisão. Completei nesta terça uma semana por aqui e já vivi tantas coisas que parece ter sido até mais. Passei um dia na fofíssima praia de Coney Island; fui ao show da minha banda favorita (Hiatus Kaiyote) com a musa Erikah Badu; encontrei amigos queridos (uns de longa data, outros recém conhecidos); tietei dois ídolos (o baterista da Hiatus e o David Schwimmer, que faz o Ross em “Friends“); dancei salsa com cubanos em uma praça; saí correndo na chuva com meu irmão e a minha cunhada, num dos dias mais legais da vida, cheio de emoções e comilança; e a lista segue crescendo.

Praia de Coney Island, com a roda gigante clássica ao fundo. Foto: Débora Costa e Silva

Praia de Coney Island, com a roda gigante clássica ao fundo. Foto: Débora Costa e Silva

Há ainda muito a fazer e a aprender. Por ora, a missão é tentar equilibrar as atividades para não ficar maluca. É muita coisa para ver, há infinita possibilidades e é difícil parar para descansar sem ficar com um pinguinho de culpa de que poderia estar fazendo alguma coisa mais legal do que apenas sentar para tomar um café e ouvir música. Mas acredito que são nesses momentos em que é possível absorver e digerir cada uma das experiências.

Li esses dias um artigo sobre como é viver em Nova York, escrito por Matt d’Silva para uma revista local, a W42ST, que traduz exatamente essa sensação:

“Uma das primeiras coisas que eu reparei assim que mudei para Nova York foi o barulho. É constante. Nunca é quieto. Há sempre uma sirene, pessoas conversando em voz alta na rua, ou um táxi buzinando. É um eterno lembrete que a vida está seguindo seu curso ao seu redor!”

Nos vemos nos próximos posts! Se tiverem sugestões de lugares para visitar, passeios, histórias para dividir etc etc, deixe um comentário 🙂

São Paulo :: Paulista Aberta

Avenida Paulista aos domingos recebe ciclistas, artistas e cada vez mais moradores que curtem o dia ao ar livre. Foto: Débora Costa e Silva

Avenida Paulista aos domingos recebe ciclistas, artistas e cada vez mais moradores que curtem o dia ao ar livre. Foto: Débora Costa e Silva

Desde que me entendo por gente, a avenida Paulista já era um polo cultural fascinante. Nos anos 2000, durante a adolescência, ia a shows gratuitos na hora do almoço na Fiesp, ver filmes nos cinemas Belas Artes e Unibanco (hoje Itaú), visitava o MASP, o Itaú Cultural e a Casa das Rosas. Mas não era um ponto ou outro que me atraía especialmente, era o seu movimento. A Paulista sempre teve vida própria.

Eis que em junho de 2015, a prefeitura inaugurou sua ciclovia e no mesmo dia abriu a avenida para os pedestres aos domingos (anota aí: é das 10h às 18h) e transformou ainda mais a experiência de quem circula por lá. Se antes já era vibrante, imagine agora? Todo domingo a via recebe gente de todos os estilos, idades e classes sociais para fazerem inúmeras atividades, na melhor tradução do termo “diversidade”.

O pessoal vai caminhar, correr, pedalar, patinar, tirar fotos, visitar um museu, a feira de antiguidades do MASP, participar de aulas de dança, de oficinas de artesanato, tomar um café, almoçar, levar o cachorro pra passear, assistir a um (ou vários) show ou simplesmente ficar zanzando e acompanhar o fluxo.

Feirinha de artesanato é um plus para quem visita a de antiguidades do Masp. Foto: Débora Costa e Silva

Feirinha de artesanato é um plus para quem visita a de antiguidades do Masp. Foto: Débora Costa e Silva

Tenho ido com frequência e virou meu ritual de fim de semana desde novembro, muito por conta da bike também – aliás, não sei dizer se a paixão por pedalar me levou à Paulista ou se foi a Paulista que acabou me incentivando a pedalar, mas ok, isso é outra história rs. Foi bonito observar ao longo dos meses a rua ser tomada e encher mais e mais a cada semana, ganhando novos adeptos e atrações. Sempre me surpreendo com algo novo e chego até a ficar aflita de não dar conta de ver tudo.

Para turistas é um prato cheio, porque em um só passeio já têm uma amostra da variedade de culturas, tribos e loucuras de São Paulo. Para quem é paulistano, vive de saco cheio do trânsito, metrô lotado, falta de segurança, stress do trabalho, preços que não param de subir, dê uma chance para curtir a cidade como turista também, vai!

É uma cidade difícil, que muitas vezes não te ganha de primeira – ok, às vezes nem de segunda – mas eu duvido que alguém não encontre um lugarzinho no meio de toda essa diversidade da Paulista pra se aconchegar e curtir o dia. E é aí que mora a graça do negócio: é uma contravenção e tanto essa avenida, tão comercial, tão imponente, tão símbolo de todo o caos, estar agora livre, leve e solta quase como um parque, apenas com a função de ser um espaço público de convivência democrática.

Ciclovia, ciclofaixa e cia

Ciclovia + ciclofaixa na avenida Paulista. Foto: Débora Costa e Silva

Ciclovia + ciclofaixa na avenida Paulista. Foto: Débora Costa e Silva

Além da ciclovia que já existe na avenida e é utilizada diariamente, aos domingos e feriados os ciclistas ganham mais espaço com a CicloFaixa de Lazer, patrocinada pelo Bradesco Seguros e realizada em diversas regiões da cidade. Ué, mas se já tem ciclovia, pra quê mais uma faixa ali? Bom, é só dar um pulinho lá para perceber que ambas ficam bastante carregadas aos domingos, até porque não é só bike que tem por ali, tem gente de patins, skate, hovertrax, patinete e por aí vai. Se quer praticar mesmo, a dica é ir cedo, pelo menos antes das 11h, porque depois começa a ficar difícil de circular e o pessoal começa a tomar conta também da ciclofaixa para assistir shows. Dá para andar, mas com muito cuidado, atenção e algumas paradas para desviar da galera.

SOS Bike na Praça do Ciclista, com serviços gratuitos. Foto: Movimento Conviva

SOS Bike na Praça do Ciclista, com serviços gratuitos. Foto: Movimento Conviva

Outro benefício incrível é a assistência gratuita aos ciclistas dada também pelo Bradesco: ao longo da extensão da ciclofaixa (já desde a avenida Jabaquara, com início na estação São Judas, passando pela Vila Mariana), há profissionais circulando com ferramentas para auxiliar o público com algum problema na bike (pneu murcho ou furado, ajustes no selim, reforço no breque, entre outros), além de uma estação SOS Bike na Praça dos Ciclistas, com ainda mais possibilidades de reparos mecânicos. Tudo de graça, basta preencher uma ficha na hora.

Shows

Banda Picanha de Chernobil toca covers e músicas próprias de rock e blues. Foto: Débora Costa e Silva

Banda Picanha de Chernobil toca covers e músicas próprias de rock e blues. Foto: Débora Costa e Silva

Entre na Paulista, tire os fones de ouvido e aproveite! Dá para curtir vários shows em um mesmo domingo e tem muita banda boa fazendo um som por ali. A minha favorita é a The Leprechaun, que toca geralmente entre as estações Trianon e Brigadeiro. A formação inclui banjo, violão, baixo, percussão, violino e conta com os vocais da Fabiana Santos. Eles fazem uma mistura de bluegrass e folk e intercalam músicas próprias e covers bem originais de músicas como “Redemption Song” e “Do You Remember Rock N Roll Radio”.

Pra fãs de rock e blues, a dica é a banda Picanha de Chernobill, com formação clássica de guitarra, baixo e bateria e repertório de altíssima. Pra relaxar e diminuir o ritmo, dê uma paradinha para ouvir a Carolina Zingler na Esquina do Jazz, com um som acústico de violão e cajon, às vezes acompanhado de outros instrumentos, o som é uma delícia. Com sopros, banjo e baixo acústico, a Cuca Monga é outra que eu adoro. O grupo é bastante divertido e toca músicas tradicionais brasileiras rearranjadas para o jazz.

Tem muitas outras bandas, de diferentes estilos, e sempre aparece um ou outro artista novo por lá, sem deixar de mencionar umas figuras pitorescas , como o cover do Elvis Presley, do Roberto Carlos e do Michael Jackson, que estão sempre por lá.

Feirinhas

Se hoje a Paulista é esse fervo todo aos domingos, isso se deve muito a feirinha de antiguidades que rola no vão do MASP há mais de 25 anos. É um dos eventos mais tradicionais da região e da própria cidade, e que com certeza incentivou o fluxo de pessoas que vão para lá com o intuito de passear e ponto. Como toda boa feira, essa tem uma variedade de produtos como câmeras fotográficas, miniaturas, relógios, artigos náuticos, objetos de porcelana, broches, livros e até obras de arte.

Feirinha do vão do Masp acontece já há mais de 25 anos aos domingos. Foto: Débora Costa e Silva

Feirinha do vão do MASP acontece já há mais de 25 anos aos domingos. Foto: Débora Costa e Silva

Do outro lado da avenida, em frente ao Parque Trianon, há uma espécie de sessão extra, com barraquinhas informais que vendem artesanato, bijuterias e roupas para quem já curte um estilo ligeiramente mais hippie. Pra fechar o circuito, dentro do shopping Center 3 há todo domingo uma outra feira, a Como Assim?!, essa mais alternativa e moderna, com vestidos, bottons, pôsteres e artigos de decoração.

Comidinhas

Feirinha gastronômica na Praça Oswaldo Cruz. Foto: Débora Costa e Silva

Feirinha gastronômica na Praça Oswaldo Cruz. Foto: Débora Costa e Silva

Mesmo antes de ser aberta, a Paulista já era um destino gastronômico aos domingos por causa das já existentes feirinhas de artesanato e antiguidades. Comer yakisoba por ali era um clássico, mas agora as opções se proliferaram, ainda mais com a presença massiva de foodtrucks. Há dois pontos principais: na praça Oswaldo Cruz, no comecinho da Paulista, e no calçadão em frente ao prédio da Fiesp.

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Além dos food trucks, tem ambulantes em bikes retrôs vendendo docinhos. Foto: Débora Costa e Silva

Em ambos há banquinhos para sentar e um pouco de tudo para comer: pastel, hambúrguer, massa, churros, sushi, taco e por aí vai. Circulando pela avenida também é comum encontrar um pessoal vendendo doces, café e outras delícias em bikes retrôs ou em barraquinhas estilosas.

Dança e atividades

Grupo de dança afro atrai sempre uma plateia enorme na Paulista. Foto: Débora Costa e Silva

Grupo de dança afro atrai sempre uma plateia enorme na Paulista. Foto: Débora Costa e Silva

Não importa o horário que você passar por lá, com certeza vai encontrar pelo menos um grupo fazendo alguma atividade mais inusitada. Tem o pessoal do bambolê, do samba rock, da dança afro (com direito a música ao vivo também, uns batuques incríveis) e até de lamba aeróbica (ainda é esse nome que dá pra quem dança axé e faz ginástica, né?).

Para as crianças também tem bastante opção, com grupos de contação de histórias, fantoches e oficinas diversas. O Parque Mário Covas e seus arredores concentram muitas das atividades bacanas para os pequenos. E claro, vira e mexe você encontra cenas engraçadas, mágicos, estátuas vivas, artistas e malucos de todos os tipos, como essa interação que flagrei uma vez:

Sei que o texto saiu super apaixonado, mas é difícil não se envolver e não celebrar essa conquista da cidade, que está mais aberta e mais humana. Claro que tem vezes que chego a me irritar com a muvuca toda, com o Elvis cover atrapalhando outro show ao lado, com pessoas que não respeitam a ciclovia, mas ainda assim, acho tudo muito válido e até essa bagunça pode ser bonita. A rua tem que ter espaço para todos!

Pra fechar, deixo aqui um documentário curtinho sobre a abertura da Paulista, com depoimentos de arquitetos, da prefeitura e do público que frequenta a rua. E aproveitem o domingo ❤

Fotografia :: Manhattanhenge

Foto: @bdspitz

Foto: @bdspitz

O Manhattanhenge, também conhecido como Solstício de Manhattan, é um fenômeno que acontece quando o sol se alinha perfeitamente com as ruas da ilha novaiorquina no sentido leste-oeste. O nome é inspirado no monumento Stonehenge, na Inglaterra, local que abriga rochas enormes, dispostas em círculo provavelmente em homenagem a Apolo, o Deus Sol. Uma galera se reúne por lá para celebrar a chegada dos solstícios de verão e inverno e equinócios de outono e primavera.

As fotos feitas durante o pôr do sol são lindíssimas e pode ter certeza que você já deve ter visto alguma por aí em cartões postais de Nova York. Neste ano, foram quatro dias em que o fenômeno ocorreu: 29 e 30 de maio e 11 e 12 de julho, no caso hoje! As ruas ficaram abarrotadas de gente fotografando e saíram imagens incríveis. Fã de Nova York que sou, ando louca caçando fotos e reuni algumas que mais gostei aqui:

Foto: Xinhua News Agency/REX/Shutterstock

Foto: Xinhua News Agency/REX/Shutterstock

Foto: Drew Angerer/Getty Images

Foto: Drew Angerer/Getty Images

Foto: Chris Desiderio (@desi_photo)

Foto: Chris Desiderio (@desi_photo)

Foto: Christopher (@brooklynveezy)

Foto: Christopher (@brooklynveezy)

Foto: @jnsilva

Foto: @jnsilva

Foto: Max Guliani (@maximusupinnyc)

Foto: Max Guliani (@maximusupinnyc)

Foto: Alba Vigaray/EPA

Foto: Alba Vigaray/EPA

Foto: Inna Shnayder (@inna.shnayder)

Foto: Inna Shnayder (@inna.shnayder)

Foto: Clara Qin (@clara_lang_qin)

Foto: Clara Qin (@clara_lang_qin)

Foto: Zahava Hanuka (@golden2dew)

Foto: Zahava Hanuka (@golden2dew)

Foto: Dio Moreno (@dio.moreno)

Foto: Dio Moreno (@dio.moreno)

Foto: Mike Chiodo (@mikiodo)

Foto: Mike Chiodo (@mikiodo)

Gente que viaja :: Carolina Owsiany, a worldpacker

Carol entre Israel e Jordânia, em viagem de 2014. Foto: Arquivo pessoal

Carol entre Israel e Jordânia, em viagem de 2014. Foto: Arquivo pessoal

Por que não? Essa expressão simples, e bastante desafiadora, foi repetida diversas vezes durante a conversa que tive com a mochileira profissional Carolina Owsiany. Ela viaja o mundo há mais de 10 anos, trabalhando em hostels, restaurantes e bares, e já fez e refez sua vida de diferentes formas desse meio tempo. A história parece sempre ter sido essa: vai para um lugar novo, curte, vive, cansa e resolve mudar. Na dúvida, se pergunta “por que não?”. E a resposta vem tranquilamente.

Conheci a Carol durante um evento corporativo. Ela vestia terninho preto e salto alto e me impressionou com seu inglês fluente e a postura séria e profissional. Dois meses depois, a encontrei num contexto completamente diferente: era uma noite fria de maio, ela estava enrolada em uma coberta sentada em uma poltrona, super à vontade com amigos e colegas do WE Hostel, em São Paulo, onde ela estava vivendo e trabalhando.

As versões corporativa e mochileira coexistem – na verdade, uma não existiria sem a outra. Há mais de um ano ela trabalha em hostels no esquema do Worldpackers, uma plataforma em que viajantes podem encontrar vagas de trabalho em troca de hospedagem. Vale de tudo: há opções para ficar na recepção, fazer faxina e até colocações mais cool, como chef de cozinha, DJ, fotógrafo de eventos ou gerente de redes sociais. É um jeito novo e bastante interessante de viajar, garantir a hospedagem e ter uma troca intensa de cultura e experiências.

La vie en Hostel, em Londres, 2013. Foto: Arquivo pessoal

La vie en Hostel, em Londres, 2013. Foto: Arquivo pessoal

No entanto, a maioria dos trabalhos do Worldpackers não são remunerados. O pagamento é a hospedagem em si, às vezes inclui café da manhã e outros benefícios, mas só. O esquema já ajuda a economizar, mas não dá para viver só disso por muito tempo sem nenhuma reserva. O jeito é fazer como a Carol: aproveitar o tempo livre para fazer outros bicos – daí que surge sua versão corporativa ;-). “Nos próprios hostels às vezes tem oportunidades, como trabalhar em festas promovidas no local. Mas eu faço trabalhos paralelos, como traduções e eventos”.

No caso dela, o Worldpackers só facilitou o processo do que já vinha fazendo há anos: rodar o mundo trabalhando com hospitalidade – seja em albergue, hotel, restaurante, pub ou balada. Depois de se formar em Comunicação, há mais de 10 anos, ela saiu de Minas Gerais e foi passar um tempo na Espanha, em sua primeira viagem internacional. Foi para a região da Galícia, se hospedando na casa de familiares, depois seguiu para Barcelona meio na loucura, sem planejamento nenhum. Chegou em pleno feriado, durante a festa La Mercè, quando a cidade estava lotada, e por pouco não ficou sem lugar para dormir.

Após conseguir a hospedagem, tudo foi acontecendo naturalmente. Logo arrumou um trabalho em uma balada, encontrou um apartamento e assim as coisas foram rolando. “Hoje eu já digo que as coisas dão certo porque me planejo, mas no começo foi sorte e acredito também na proteção divina espiritual. Acho que é essa confiança que me fortalece para encarar desafios e estar segura, por isso tudo sempre fluiu pra mim”, conta. Foi desse jeito leve e fluído que acabou indo pra Bélgica depois: fez amizade com belgas, ouviu falar bem e pronto, resolveu ir pra lá.

Romance 

Olhar apaixonado entre Carol e Anthony, em Barcelona, 2010. Foto: Arquivo Pessoal

Olhar apaixonado entre Carol e Anthony, em Barcelona, 2010. Foto: Arquivo Pessoal

E quando menos esperava, no auge do seu desprendimento, acabou se apaixonando. Conheceu o Anthony, chef de cozinha inglês que, assim como ela, estava dando suas voltas pelo mundo. Logo depois que começaram a ficar, ela embarcou para a Grécia para cumprir um compromisso de trabalho que já tinha sido combinado antes do romance surgir. “Na Grécia eu tive o time of my life, trabalhava em bares, era incrível. Mas a gente continuou se falando e eu não tava afim de ter um relacionamento a distância. Um dia pensei: eu gosto dele, não dá mais. Em um impulso, comprei uma passagem e voltei para Bruxelas”, lembra.

A viagem de volta foi uma loucura, tudo às pressas, quase como se fosse questão de vida ou morte. “Cheguei às 2h da manhã e liguei pra ele do lado de fora do pub onde ele estava. Falei como se estivesse na Grécia ainda, dizendo que estava com saudades. Quando resolvi me declarar, eu que queria fazer uma surpresa, tive uma: ele apareceu na janela e me viu do lado de fora bem na hora que disse ‘te amo”. Foi muito emocionante, ele gritou, ficou louco. Pra mim, foi naquele momento que a gente casou”.

Tudo isso aconteceu há 9 anos. Desde então não se desgrudaram mais e são grandes companheiros de vida, aventuras e viagens. “A gente é muito flexível. Com uma graninha no banco, já nos programamos para cair no mundo e acaba dando certo. Sempre me planejei, mas não precisamos de muito dinheiro. Quando chegamos num país novo conseguimos trabalho fácil”, explica ela.

Casal em estação de esqui em Andorra, país europeu localizado entre o nordeste da Espanha e o sudoeste da França. Foto: Arquivo pessoal

Estação de esqui em Andorra, país localizado entre o nordeste da Espanha e o sudoeste da França. Foto: Arquivo pessoal

A trajetória do casal é inspiradora. Eles moraram 2 anos na Bélgica, depois quase 4 anos na Espanha e mais 3 na Inglaterra, sem contar as viagens para Israel, Jordânia e alguns países da África. A última temporada do casal tem sido no Brasil. Carol não morava aqui desde que saiu de Minas e, junto com o Anthony, tem explorado hostels de diversos cantos do país no esquema Worldpackers. O melhor é que eles conseguem encontrar trabalho para os dois no mesmo estabelecimento. “Assim que entro em contato com o proprietário, já aviso que meu marido é chef e geralmente conseguimos duas vagas”.

É claro que para quem vê de fora, é fácil pensar que esse tipo de vida é encantador e cheio de glamour – afinal, quem é que não sonha em rodar o mundo? Mas só quem vive é que sabe que morar em hostel não é um mar de rosas. “Tem que ter cabeça aberta, ser flexível para dividir o quarto e a vida com outras pessoas. E cada um tem um momento, então eventualmente saem faíscas. Tem que ser maduro o suficiente para pedir desculpas e ser humilde”, alerta Carol.

Desapego

Os viajantes e suas mochilas chegando em Caraíva, na Bahia, em 2016. Foto Arquivo pessoal

Os viajantes e suas mochilas chegando em Caraíva, na Bahia, em 2016. Foto Arquivo pessoal

Estar aberto a mudar de emprego, de cidade e de país mostram um desprendimento em relação a vida, aos lugares e às pessoas. Para passar por tantas transformações radicais é necessário permitir que as mudanças aconteçam e também provocá-las. No caso da Carol e do Anthony, isso também se reflete no estilo de vida deles em relação aos bens materiais. Quando perguntei “onde ficam suas coisas?”, ela falou: “então, não tem coisas“. Oi?

Pois é. Em sua última grande mudança – da Inglaterra para o Brasil – o casal fez uma limpeza pesada e se livrou de tudo – livros, roupas, móveis, acessórios etc. “Com o tempo, fomos acumulando coisas, é claro, mas o que facilita é que na Europa os apartamentos já são mobiliados. É um mundo que faz você ser mais desapegado e a ter flexibilidade”.

O mochilão em que levou suas roupas do Brasil para a Europa em sua primeira viagem é o mesmo que utiliza até hoje – “só que agora está bem mais vazio”, ressalta. “Você aprende, a vida te ensina que você não precisa de muito para viver. Todo o resto ficou pelo caminho. O dia que tiver que recomeçar de novo a gente recomeça, o que vale é o que a gente leva no coração”, conclui.

Carol na janela ao lado de uma estátua "namoradeira" em algum canto do Brasil, em 2007. Foto: Arquivo pessoal

Carol na janela ao lado de uma estátua “namoradeira” em Ouro Preto (MG), em 2007. Foto: Arquivo pessoal

Links na bagagem :: Leituras do mês #2

Como toda boa lista de leitura, a do mês de junho tá bem variada! Podia estar maior? Podia, mas foi um mês puxado e com leituras offline também, que em breve devem virar posts! Bom, se tem algo bacana que você acha que podia estar por aqui e não está, me avisa, comenta, reclama, enfim, dá um toque! 😉

deMilked :: Photographer Points Camera to the Other Side of the Popular Landmarks

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Todo mundo já conhece bem o visual dos cartões-postais mais famosos do mundo, mas o fotógrafo britânico Oliver Curtis resolveu registrar o outro lado de alguns deles. Literalmente: ele fotografa o que está em frente ao monumento. É bem bacana para ampliar um pouco a noção de o que é estar em determinado lugar, afinal, nunca é só o Cristo Redentor ou só a Estátua da Liberdade, tem um entorno e outros elementos que complementam a experiência, né? Adorei essa série de fotos!

Blog do DPH :: Giro pelas avenidas Ipiranga e São João concentra prédios emblemáticos de São Paulo

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O Departamento do Patrimônio Histórico da cidade de São Paulo inaugurou recentemente um blog bem bacana, que conta um pouco da história de cada monumento, como funciona o trabalho do departamento, tem dicas de passeios, enfim. Um dos posts mais legais é esse que reúne construções no eixo das avenidas Ipiranga e São João. É só organizar que dá para ver todos num só passeio!

Viaje na Viagem :: Brexit: o que muda para o turista brasileiro?

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No fim do mês passado, o Reino Unido decidiu por meio de um plebiscito sua saída da União Europeia. As consequências dessa decisão histórica ainda estão sendo analisadas, mas uma das maiores preocupações dos brasileiros foi: e aí, como fica viajar para lá? Nesse texto do Ricardo Freire, tá tudo muito bem explicadinho – spoiler alert: por enquanto não muda nada!

#cool :: Roteiro de 6 dias em Nova York

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A minha amiga Melissa Pio fez uma viagem bem intensa pra Nova York, cheia de passeios e emoções (ganhou até um pedido de casamento do namorado <3).  Tudo o que fez por lá rendeu posts e agora estão todos reunidos neste link acima, com direito a mapa e pdf do roteiro, o que ajuda bastante quem tem pouco tempo e não quer perder as principais atrações 😉

BBC Brasil :: “Ser mulher nos EUA não é tão melhor do que ser mulher no Brasil”

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Da série “textos que gostaria de ter escrito”, esse relato da Nana Queiroz, diretora da revista AzMina e criadora do protesto Eu Não Mereço Ser Estuprada conta que, no quesito machismo, o país norte-americano não está tão melhor do que o nosso, não, infelizmente. No artigo, ela fala sobre sua experiência morando nos EUA e aborda temas como licença maternidade, cantadas, estupro e mercado de trabalho.

Go to Gate :: Aparência, higiene e autodidatismo ao viajar

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Pra quem vai encarar uma viagem longa ou mais roots, os hábitos de higiene, cuidados pessoais e até nossa própria vaidade acabam se adaptando às novas condições. A Bruna Caricati (que já passou por aqui no Travel Tattoo) conta um pouco de como cuida do cabelo, das unhas e das roupas durante uma viagem e dá dicas úteis para deixar todos esses processos mais práticos e fáceis!

UOL Viagem :: Tradada com respeito pela 1ª vez em aeroporto, trans emociona a internet

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Esse é o link “vale a pena ver de novo”, que não é de junho, mas merece muito um destaque por aqui. A matéria foi escrita pela Denise de Almeida, amiga e ex-colega de UOL, que arrasou muito na reportagem, tocando em um assunto pouquíssimo tratado no mundinho do turismo (e também em outras várias esferas) que é a transexualidade – no caso, como viajam as trans? São tantas dificuldades que a gente nem imagina e nessa matéria há diversos relatos tensíssimos, que mostram o quanto há de preconceito e desrespeito. É um belo tapa na cara, reportagem super necessária!

Follow the Colours :: 5 momentos inspiradores com a natureza para experimentar com os filhos

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Achei super bonito esse texto e essa preocupação de uma mãe em proporcionar ao filho um contato mais profundo com a natureza. Parece tão simples, mas às vezes passa batido. Você lembra qual foi o primeiro pôr do sol que você viu? Nós adultos já não nos impressionamos com tanta facilidade, mas para uma criança tudo é novo e fantástico. Sem contar que a contemplação de uma paisagem pode nos ensinar tanto… Leiam, sério, parece óbvio mas te faz pensar em cada experiência ❤

Álbum de fotos :: Inverno

Pra celebrar a chegada do inverno, essa estação polêmica, tão amada  quanto odiada, selecionei algumas fotos que fiz dos destinos mais gelados que já visitei. Eu sou suspeita, pois adoro o frio, especialmente a neve! ❤  Bem-vindo, inverno! ❄️

Heavenly - Lake Tahoe - Nevada e Califórnia - EUA - 2014

Heavenly – Lake Tahoe – Nevada e Califórnia – EUA – 2014

El Calafate - Argentina - 2014

El Calafate – Argentina – 2014

Bariloche - Argentina - 2015

Bariloche – Argentina – 2015

Ilha Madalena - Terra do Fogo - Chile - 2009

Ilha Madalena – Terra do Fogo – Chile – 2009

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Valle Nevado – Chile – 2012

Bariloche - Argentina - 2015

Bariloche – Argentina – 2015

Terra do Fogo - Chile & Argentina - 2009

Terra do Fogo – Chile & Argentina – 2009

Vail - Colorado - EUA - 2012

Vail – Colorado – EUA – 2012

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Torres del Paine – Chile – 2015

Heavenly - Lake Tahoe - Nevada e Califórnia - EUA - 2014

Heavenly – Lake Tahoe – Nevada e Califórnia – EUA – 2014

E aqui uma bonus track – ou como eu me sinto quando estou na neve: uma fofurinha brincando em um festival de esculturas de gelo ❤

Beaver Creek - Colorado - EUA - 2012

Beaver Creek – Colorado – EUA – 2012

Fotos: Débora Costa e Silva

Paraíba :: Litoral sul

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Vista da Praia de Coqueirinho do alto de um mirante. Fotos do post: Débora Costa e Silva

O roteiro que fiz pelo litoral sul da Paraíba, pela Costa do Conde, foi bem mais dedicado à praias do que o do litoral norte e, confesso, gostei bem mais do que vi por lá! Conheci a nudista Tambaba e fiz um passeio bem divertido em um carro 4×4 por mirantes incríveis. Como já contei nos posts anteriores, fechei os roteiros com a Luck Receptivo e no programa deles esse tour é o “Praias da Costa do Conde – Litoral Sul”. Como é difícil descrever com precisão (e sem clichês) toda a beleza que vi, deixei o post bem recheado de fotos para vocês terem uma ideia 😉

:: LITORAL SUL ::

Praia Bela

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A primeira parada do roteiro é na Casa dos Doces, que vende quitutes caseiros típicos da região, como cocadas, rapaduras, doce de leite, de banana etc. Dali seguimos para a Praia Bela, que tem uma faixa de areia entre o rio Mucatu e o mar, ou seja, dá para curtir um pouco de água salgada e doce numa tacada só.

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Além do visual lindíssimo, os turistas que visitam a praia têm à disposição uma estrutura bacana para passar o dia, com direito ao serviço do restaurante instalado ali, que serve bebidas e comidinhas em seus quiosques. E o mar… é apenas maravilhoso!

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Penélope Charmosa

Muita gente já tinha comentado que esse passeio era imperdível, mas superou as minhas expectativas. Em um carro 4×4 cor de rosa, o guia Rodrigo – cujo nome artístico é Rodrigay – encarna a Penélope Charmosa, personagem do desenho animado “Corrida Maluca” (popular aqui no Brasil nos anos 70 e 80) e, também vestido de rosa dos pés à cabeça, leva turistas para mirantes pela Costa do Conde.

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Com oito pessoas a bordo, o guia-motorista percorreu a toda velocidade estradinhas de terra, contando piadas e histórias da região ao som de músicas de filmes e desenhos, como a da própria Corrida Maluca, Indiana Jones, Missão Impossível, entre outros.

Parece brega – e é um pouco mesmo, mas também por isso vale a pena. É pitoresco e um jeito divertido de conhecer o lugar, graças a criatividade do Rodrigo, que antes já fazia esse tour, mas após alguns anos resolveu incrementar a experiência.

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Vista panorâmica da Praia de Coqueirinho

Os mirantes, que são na verdade o ponto alto do passeio, revelam paisagens paradisíacas, dignas de cartão postal, vistas a partir de pontos privilegiados que os tours mais tradicionais não levam.

"Dedo de Deus" é um dos mirantes mais famosos e o nome foi dado por conta dessa formação rochosa de forma pontuda

“Dedo de Deus” é um dos mirantes mais famosos e o nome foi dado por conta dessa formação rochosa de forma pontuda

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O passeio partiu da Praia Bela, mas caso não faça o roteiro com a Luck, recomendo entrar em contato pela página do Facebook, marcar diretamente com ele e garantir seu lugar, porque é bem concorrido.

Tambaba

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Enquanto saímos para fazer o passeio da Penélope, o resto do grupo da excursão seguiu para Tambaba, famosa pela praia de nudismo, a primeira a ser tornar oficial no Nordeste. Lá não tem jeito de entrar só para observar: tem mesmo que tirar a roupa. O negócio é sério e tem até campeonato de surfe, o Tambaba Open de Surf Naturista.

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Mas quando chegamos lá, já estava no final do tour e tivemos pouco tempo para curtir a praia, então não consegui visitar o lado naturista nem mergulhar, mas ainda assim deu para apreciar o visual das piscinas naturais.

Praia de Coqueirinhos

A última e mais longa parada do passeio foi aqui, onde almoçamos no restaurante Tropicália, descansamos nas espreguiçadeiras e curtimos a praia. Rodeada por rochas vulcânicas, falésias e, como o próprio nome diz, coqueiros, a praia é deliciosa, água morna, areia fofa e bem tranquila.

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Só prepare o fôlego, porque para acessá-la é preciso descer um barranco íngreme e na hora de subir de volta, quem tiver exagerado no almoço, na cerveja ou nas caipirinhas vai sofrer um pouquinho :P.

Links na bagagem :: Leituras do mês #1

Sim, sim, sim! A seleção dos favoritos do blog voltou! Só que agora vou fazer a listinha com menos frequência, uma vez por mês, para reunir só o creme de la creme e conseguir cumprir a meta. Afinal, apesar do meu ritmo estar mais lento, as leituras não pararam. Então acho justo que a seção do blog volte aos poucos também. Quem sabe um dia eu volto a fazer toda semana, né?

Já sabe o esquema? Se o texto te interessou, é só clicar no título da matéria em destaque e ler mais 🙂

CNN :: The secret lives of your fellow plane passengers

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O que será que se passa na cabeça dos outros passageiros que dividem o mesmo avião que você? Quem são eles, como vivem, do que se alimentam? Qual história daquela viagem? Toda vez que eu viajava para o Rio de Janeiro para visitar meu pai, passava as seis horas de viagem de ônibus imaginando esse tipo de coisa e com vontade de entrevistar os passageiros. Pois finalmente criaram um projeto para ouvir as pessoas que estão em trânsito: durante um voo, a idealizadora da ação passou de mão em mão um bloquinho com perguntas e coletou inúmeras histórias incríveis!

Razões para acreditar :: Museu da Empatia coloca você no lugar de outras pessoas

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A ideia do museu é simples e genial: colocar os visitantes no lugar do “outro” e tentar promover a empatia. Se isso é realmente possível eu não sei, mas a intenção é essa e eles fazem isso com um ato simbólico: o visitante calça sapatos alheios, para e ouve um áudio com depoimentos do dono do sapato. Mais legal ainda é que montaram uma estrutura para abrigar o museu que simula uma caixa de sapatos.

New York Times :: “Eat, Pray, Love” and Travel

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O best-seller “Comer, Rezar, Amar”, escrito por Elizabeth Gilbert, completa 10 anos e a editora Riverhead Books lança agora uma publicação comemorativa: são 47 histórias de pessoas que se inspiraram na jornada da autora para fazerem suas próprias viagens. Em entrevista ao New York Times, ela fala sobre viagens e faz uma reflexão interessante: talvez a versão mais inocente e verdadeira de nós mesmos é esquecida na vida adulta e viajar é um jeito de revisitar esse nosso lado que foi deixado pra trás. ❤

Diário de Bicicleta

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O jornalista Pedro Sibahi fez uma viagem incrível de bike pela América Latina saindo do Brasil e passando pelo Paraguai, Argentina, Chile e Bolívia. Estive acompanhando suas aventuras na página do Facebook do projeto, além do site em si. Estou andando cada vez mais de bike e foi uma inspiração e tanto ler os relatos dos passeios e perrengues dessa viagem – e começar a sonhar em fazer uma também.

Viaje na Viagem :: Casa particular em Cuba

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A Mariana Amaral fez uma viagem recentemente para Cuba e vem fazendo posts no site Viaje na Viagem. Um dos que mais gostei é esse, sobre as casas particulares de Cuba, talvez por ter sido uma das experiências mais legais que já fiz em viagens. Ela relata como foi a sua busca e o que encontrou nas hospedagens, além de dar dicas preciosas de como reservar e se planejar. “Estar hospedado em uma casa particular é ter o privilégio de poder espiar como é a vida de uma família cubana um pouquinho mais de perto”.

The New Yorker :: The Secret Lives of Amtrak Passengers

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A série “In Search of Great Men” do fotógrafo McNair Evans revela por meio de imagens um pouco da vida – e dos sonhos, dificuldades, anseios, confusões – dos passageiros que atravessam os Estados Unidos de trem. A reportagem conta como foi esse processo e mostra que muitos dos viajantes fotografados passavam por momentos de transição em suas vidas. “Uma viagem pode promover um renascimento ou pode matar um sonho”, disse um dos retratados.

Viagem sem fim :: As viagens de Mia Couto

Mia-Couto©Bel-Pedrosa

Meu amigo Daniel Ribeiro estreou recentemente seu blog Viagem Sem Fim no Estadão e já começou em alto estilo publicando uma entrevista com o escritor moçambicano Mia Couto. A troca de ideias é inspiradora, tem memórias de infância, questionamentos e traz um olhar bem diferente e sensível sobre o assunto. “[As Viagens] só mudam se as pessoas viajarem por dentro. Se elas estiverem disponíveis para o encontro, se estiverem disponíveis a deixarem de ser quem são”. Coisa linda! ❤

360meridianos :: Na natureza selvagem e a síndrome de Alex Supertramp

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Esse texto eu até compartilhei na página do Papetes no Facebook, porque achei incrível essa análise sobre o porquê da saga de Christopher McCandless, que inspirou o livro e o filme “Na Natureza Selvagem”, ter se tornado tão fascinante. O roteiro de sua peregrinação até o Alasca inclusive é feito por centenas de viajantes.

Entre os pontos interessantes que foram levantados pela autora Natália Becattini, gosto deste trecho: “(…) é alentador imaginar que as respostas às nossas preocupações e vazios existenciais estão escondidas em algum lugar no meio da natureza. Ou talvez tenhamos que ir tão longe em nossas jornadas pessoais para chegar à mesma conclusão de Chris McCandless em seus últimos dias: ‘A felicidade só é real quando partilhada'”.