Bate-volta :: Paraty (RJ)

PARATY

O plano era ir para Ubatuba fotografar uma corrida com meu namorado. Só que com ele é assim: uma vez na estrada, sempre na estrada. Parece que tem um ímã que vai puxando a gente para outros caminhos.

Uma hora ele falou: estamos bem pertinho de Paraty, vamos lá comer alguma coisa e voltar? E assim fomos, com todas as malas e equipamentos no carro, aproveitar o fim do dia por lá.

Admito, com vergonha, que nunca tinha ido. E até então tinha uma “coisa” por Paraty, era tipo um sonho que nunca dava certo de realizar. Flips e Paratys em Foco passaram, idas e idas até o Rio também e nada. Como diz minha mãe, “de pensar morreu um burro”, e nada fiz. A primeira vez teve que ser assim, de supetão mesmo – e foi muito mais legal!

Achei tudo tão bonito quanto imaginava e via nas fotos mesmo. Mas só estando lá para saber como o charmoso chão de pedras dificulta a caminhada, te obrigando a entrar no ritmo da cidade e andar devagar.

As poças d’água refletindo o casario eram outra expectativa. Tava louca para brincar de fotografar isso. E mais uma surpresa boa: a maré estava alta e a rua mais próxima ao mar virou um rio. Vejam aí as fotos (nem tudo saiu lindo como eu vi, as imagens foram feitas só com o celular).

Carrinhos que vendem bolos são super tradicionais, tem um em cada esquina do centro histórico

Pátio da Casa da Cultura de Paraty, onde tem café, auditório e várias exposições

Fusquinha dos noivos que casavam na igreja ❤

O legal de ir à noite é que o centro histórico e seus casarões ficam todos iluminados

No início do passeio, toda e qualquer poça pareciam já dar um super efeito

Mas aí encontramos essa igreja e a rua parecia um rio!

Mas aí encontramos essa igreja e a rua parecia um rio!

E a rua ao lado estava ainda mais impressionante, por conta das cores das casas e lojas

No fim andamos muito, conhecemos a Casa da Cultura da cidade que é linda, tomamos um mate e fomos embora. Foi como ter dado uma espiada rapidinho, só para sentir o gostinho, e pronto. Bate-volta tem dessas, parece que entramos em uma cápsula do tempo e vem até uma sensação de que estávamos sonhando.

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Roteiro musical em NY :: Jazz

Fila para entrar no Village Vanguard, em NY (Foto: Débora Costa e Silva)

Fila para entrar no Village Vanguard, em NY (Foto: Débora Costa e Silva)

Não teria como não ir assistir a um show de jazz em Nova York, o clássico dos clássicos. Os empecilhos: eram muitas as opções, pouco tempo para conseguir pesquisar o melhor custo x benefício x banda mais legal e, confesso, pouco conhecimento do estilo musical.

Acabei indo no Village Vanguard na recomendação da Julia Cauby, do CineRango, e do Daniel Daibem, músico e radialista expert em jazz, que fazia até um programa dedicado ao assunto, o Sala dos Professores na Rádio Eldorado FM. Ele já tinha comentado dessa casa também, então pronto, fui lá e assisti o Joe Lovano and Dave Douglas Quintet.

Foi o único lugar que me “dei mal” em NY por não ter feito reserva, e ainda assim só foi um tempinho de espera de meia hora e tudo bem, nada grave. Foi meio estranho estar sozinha na fila junto com um monte de casais, mas depois vi mais gente avulsa por lá e fiquei numa boa. Sem contar que apreciar música, ainda mais jazz, é uma piração meio solitária. Pelo menos pra mim sempre foi.

O lugar fica no subsolo, acho que cabiam umas 60 pessoas, se muito, então o clima intimista prevalecia. E que diferença das casas/bares que têm por aqui: o público fica mesmo em silêncio. O foco é a música e acabou, sem burburinho, nem luzes das telas de celular. Eu fiquei até sem graça de ir ao banheiro tamanha a discrição da galera, mas aproveitei a deixa da mulher que estava ao meu lado. Ela levantou e eu fui também logo em seguida, até para atrapalhar o pessoal da plateia de uma vez só. Não era pra tanto né? Agora que passou que vejo que eu tava meio tensa.

Eu era obrigada a consumir alguma coisa na casa, se não me engano de até 20 dólares, então pedi uma taça de vinho, depois outra e fiquei no balcão encostada na parede curtindo o som. Foi incrível, voltei no tempo e me deliciei. No vídeo abaixo, veja uma palhinha do grupo que assisti:

Roteiro musical em NY :: Baladas

Show do The Lesson no Arlene's Grocery, em NY

Show do The Lesson no Arlene’s Grocery, em NY

A pesquisa que fiz de lugares para ir em Nova York não foi pequena, mas justamente por ler tanto acabei ficando perdida em meio a tantas docerias, hamburguerias, casas de jazz, lojinhas, galerias etc. Não sabia por onde começar e para sair a noite as opções eram infindáveis, mas tive dificuldade para achar nas recomendações de guias e blogs algo que tivesse a ver com o que eu queria encontrar: uma casa que tocasse bons sons ao vivo de soul e R&B. Então deixei pra descobrir algum lugar por lá mesmo e rolou:

Balada de soul e R&B

Depois do Stomp, conheci um dos músicos do show, o Marivaldo, que é baiano. Fui com ele, sua esposa e dois amigos no Arlene’s Grocery – depois de muito ralar para descobrir o nome da balada, porque cada um tinha entendido uma coisa diferente (eu tinha anotado Alen Grossery, até que tava perto rs).

O lugar fica no Lower East Side e não sei dizer como é a programação nos outros dias, sei que no dia que fomos acertamos em cheio: a banda The Lesson estava fazendo um som incrível.

Eles têm um vocalista com voz aguda, naipe Philip Bailey, do Eart Wind & Fire, um MC que mandava uns raps no meio, percussão, sopro, sons eletrônicos, uma loucura. Era tudo o que eu queria – e muito mais. No intervalo do shows ainda rolou uma galera dançando break no meio da pista, sensacional! Veja no vídeo uma apresentação da banda:

Balada funk + Karaoke 

Outro lugar recomendado pelo Marivaldo era o tal do Groove, em West Village. Me indicaram também o Cafe Wha e o Village Undergroud, mas de sábado esses outros tinham shows de stand up comedy e não era o que eu queria. Eles ficam todos na mesma rua, onde fica também o famoso Blue Note, de jazz, que na programação do mês também tinha Bebel Gilberto e Seu Jorge.

Caí lá até meio sem querer. Foi na volta da minha visita frustrada ao Brooklyn e foi mágico: eu escolhi aleatoriamente uma estação de metrô só para sair, pegar um wifi e descobrir onde eram essas baladas. Eis que assim que saio do metrô, me deparo logo com a primeira delas. Foda.

A banda que tocou nesse Groove era bem boa, só tocava covers incríveis de Amy Winehouse, Marvin Gaye, Stevie Wonder etc, mas confesso que não lembro o nome do grupo.

De lá, resolvi encerrar minha viagem em um karaoke: depois de tanta música, tanta gente mandando bem, fiquei com fissura de cantar e aproveitar o anonimato. Acabei só cantando uma música, fiquei sem graça. O pessoal mandava tão bem que me senti dentro do The Voice, só tinha profissa ali (se liga no vídeo que eu fiz de um dos caras aí embaixo)! Bom, valeu a tentativa rs