Nova York :: Café da manhã & Brunch

Old Country Coffee, meu café preferido de NY – Foto: Haeri S./Yelp

Café da manhã é amor sincero, amor verdadeiro <3. Minha refeição favorita merece um post especial por aqui, dedicado só aos lugares onde comi nas manhãs de Nova York. Apesar de quase todos os dias ter tomado café da manhã na residência onde eu morava – o saudoso Webster Apartments -, obviamente dei um pulo em alguns cafés e restaurantes da cidade para saborear outros quitutes.

Sei que logo me acostumei ao aguado café americano, sempre servido fervendo em baldes (o tamanho dos copos são enormes para os nossos padrões tão habituados a xícaras pequenininhas). Quando voltei, até achei os nossos expressos fortíssimos. Geleia foi outro item que incorporei ao cardápio depois da viagem. Nunca fui chegada a comer doce pelas manhãs, mas como a oferta por lá é grande, a cada dia ia pegando um pouquinho e quando vi, já não conseguia ficar sem 🙂

Brunch é outro costume típico dos novaiorquinos, programa clássico aos domingos. Que delícia que era passar a tarde jogando conversa fora e me esbaldando com bagels, panquecas, ovos, café e mimosas (suco de laranja com espumante). Além dos momentos de calmaria, na correria também descobri alguns bons lugares para tomar café, quando tava atrasada para algum compromisso, mas precisava dar uma paradinha para comprar um americano e tomar aquela injeção de ânimo ou esquentar o corpo.

Minha relação com os cafés ficou ainda mais forte quando comecei a passar tardes e mais tardes em algumas cafeterias, seguindo o exemplo da musa Patti Smith. Em seu livro “Linha M”, que li durante minha estada em NY, os cafés são cenários de alguns belos momentos de reflexão e descritos com bastante poesia. Em dias frios ou quando meu espírito não estava dos mais animados, elegia um cantinho desses como refúgio e esse ritual foi uma das coisas que mais marcou minha viagem 🙂

Bom, vamos ao que interessa: aí vai a lista dos lugares que mais curti tomar café da manhã (ou da tarde) em Nova York ❤

Old Country Coffee

Não poderia começar com outro lugar, já que foi aqui onde passei boa parte das minhas tardes atualizando o blog, fazendo os frelas, organizando fotos e até vendo Gilmore Girls. Conheci o espaço já no terceiro dia em que estava em Nova York. Queria passar a tarde de boa em algum café e me encantei por este, na própria 34th street, a um quarteirão de onde eu morava.

A decoração rústica, com móveis de madeira e poltronas de couro, e a trilha sonora de jazz e soul já me ganharam de cara. Ali virou meu ponto de parada preferido, levei amigos, fiz amigos e experimentei um pouco de tudo: café, capuccino, chá, suco de laranja, bagel com cream cheese, cheesecake, muffin de blueberry, tortas e bolos.

O preço é um pouco salgado, mas recomendo o cardápio inteiro de olhos fechados. No entanto, é o ambiente que faz o lugar ser especial e aconchegante, tanto em dias tranquilos quanto movimentados.

Mais: https://www.yelp.com/biz/old-country-coffee-new-york

Riviera Cafe & Sports Bar

Taí um dos meus lugares preferidos da cidade. Já tinha ido lá à noite e gostado do clima, com área ao ar livre para os dias quentes, outra parte fechada para os dias frios, e um subsolo fervido com uma galera acompanhando jogos de beisebol ou futebol americano na TV. Mas foi graças a amiga Rogéria, PhD em Nova York e autora do blog Vem Pra NY, que descobri sua melhor versão: point para brunch aos domingos.

Por um preço fechado (US$ 18), você tem direito a qualquer prato do cardápio de brunch e bebidas à vontade. Sim, isso mesmo, incluindo café e mimosa. O clássico Eggs Benedict é delicioso e esse esqueminha é perfeito para curtir as tardes de domingo.
Mais: www.rivieracafeny.com

Baz Bagel

Falando em brunch, outro cantinho delicioso que descobri com outra amiga, a Parrichat, foi o Baz Bagel, que como o próprio nome diz, é o lugar para quem é fã de bagel, especialidade da casa. Lá tem muita variedade de pães, de recheios e acompanhamentos. Eu pedi bagel feito com canela (!) recheado de cream cheese misturado com blueberry (foto). Apenas maravilhoso <3. O ambiente é todo fofinho, com decoração clean e delicada, amei!
Mais: https://www.bazbagel.com

Red Eye Coffee

Uma portinha vermelha com um cartaz de lousa na porta me chamou a atenção num dia em que estava atrasada e precisava de um café para acordar. A minúscula cafeteria na 9th Avenue em frente a loja B&H me ganhou pela qualidade do café e do atendimento. Voltei e me apaixonei de vez, porque comi o melhor cookie da minha vida. O biscoito é macio na medida, com gotas de chocolate cremosas e generosas (não é um pingo, é praticamente um recheio de tanto que vem. Maravilhoso ❤
Mais: https://www.yelp.com/biz/red-eye-coffee-new-york

Southern Hospitallity BBQ

Com fome e com pressa, eu e minha amiga Mari acabamos entrando neste restaurante para almoçar rapidinho, pois iríamos ver em instantes o musical The Color Purple. Sem reserva e em pleno pico do horário de almoço, os minutos de espera para conseguir uma mesa pareciam uma eternidade, mas meu humor mudou no momento em que o um grupo de bluegrass, composto por músicos que pareciam saídos direto de Nashville, começou a tocar ao vivo. Aí caí nas graças do restaurante ❤

Além da música, a decoração da casa também contribui para essa atmosfera mais country, com mesas, bancos e piso de madeira, luz baixa, parede de tijolos aparentes e janelas envidraçadas com vista para a rua. O negócio ficou bom mesmo quando chegaram nossos pratos. Comi Eggs Benedict (sim, de novo, sempre rs) e tava sensacional, mais apimentado do que em outros lugares – o que eu adorei – e uma carne macia e suculenta (afinal, churrasco é a especialidade da casa). Pena que conheci só no final da viagem, repetiria com certeza em um dia com mais tempo para curtir o som- que rola sempre aos domingos durante o brunch 😉
Mais: http://www.southernhospitalitybbq.com/

Café Henri

Em Long Island City, no Queens, fui encontrar uma amiga, a Cris, nos arredores da estação de metrô Vernon Boulevard – Jackson Avenue. Caminhamos pela Vernon Boulevard, onde há diversos restaurantes e barzinhos legais, e encontramos este bistrô francês super charmoso. O café estava mesmo uma delícia, mas o ponto alto para mim foi a sobremesa: crème brûlée com morango e hortelã. Além de tudo era bem servido. Depois descobrimos que o café é do chef Cosme Aguillar, da Casa Enrique, restaurante que já conquistou uma estrela Michellin.
Mais: https://henrinyc.com/cafe-henri/

***

E aí, faltou algum café ou restaurante nesta lista? Deixe sua dica nos comentários! 🙂

Para ler mais sobre os passeios que fiz em Nova York, clique aqui!

Fotos: Débora Costa e Silva – exceto a primeira e segunda foto do Old Country Coffee (Haeri S/Yelp), a do Red Eye Coffee (Peter C/Yelp) e a primeira foto do Southern Hospitallity BBQ (divulgação).

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Chile :: Domingo em Santiago

Charme de interior no centro de artesanato Pueblito Los Dominicos. Fotos do post: Débora Costa e Silva

Santiago sempre foi uma cidade muito querida para mim. Estive lá a trabalho algumas vezes e em todas vivi momentos especiais – inclusive na minha primeira press trip internacional, para a Terra do Fogo na Patagônia, a capital chilena finalizou um roteiro de 7 dias cheios de emoção. Mas sempre saí de lá com gostinho de quero mais, porque a cidade sempre foi um ponto de bate volta para outros destinos do país. Toda vez passava um dia ou dois no máximo, por isso achei que valia a pena ir para ficar com calma e sentir melhor o clima do lugar.

Aproveitando que teria o casamento de um amigo em Santiago, voltei para lá no início de março, desta vez com a minha mãe. Foi bacana ter tido uma percepção mais completa da cidade e conectar os vários pontos já visitados em um mapa mental. Ir para lá e para cá de metrô também fez toda a diferença – aliás, que beleza de metrô! Cobre uma boa parte da capital, achei ótimo!

Mas uma coisa que todos que moram ou já visitaram Santiago me falavam é que aos domingos a cidade fica parada: os restaurantes fecham cedo (ou nem abrem), as ruas ficam desertas e quase não há opções do que fazer. O ideal é aproveitar para dar uma escapada para vinícolas ou cidades próximas, só que dessa vez isso não era uma opção para mim. Então tive que dar um jeito de preencher o domingo com atividades em Santiago mesmo e, para minha surpresa, encontrei várias coisas legais para fazer, descobri lugares novos e ainda reencontrei amigas queridas ❤

Então conto aqui um pouco mais do que fiz por lá nesse dia que prometia ser “morto” e acabou sendo um dos mais legais da viagem 🙂

Pueblito Los Dominicos

No último dia de viagem, minha mãe quis conhecer um lugar fora da região central e encontrou nas pesquisas o Pueblito Los Dominicos. É um centro de artesanato que fica pertinho da estação Los Dominicos, a última da linha linha vermelha do metrô, ao lado do Convento San Vicente Ferrer, que contempla uma igreja de estilo colonial, jardins e o próprio pueblo – tudo construído no início do século 19.

Não sabia muito o que esperar, achei que seria uma feirinha pequena, mas na verdade é um lugar amplo com muitas lojinhas e galerias bem rústicas, algumas com os próprios artistas confeccionando joias, quadros e esculturas no local.

Diferente de pontos mais turísticos, como o Pátio Bellavista e lojas no centro de Santiago, lá são vendidos produtos artesanais mais variados e mais elaborados, como utensílios domésticos de madeira e cobre, muitas joalherias com pedras de diversas regiões do Chile, roupas e acessórios de lã, couro e outros materiais, peças decorativas e também souvernirs típicos.

Para quem quer passar o dia por lá e explorar as lojas com mais tempo, há algumas opções de restaurantes também. O clima é uma delícia, vira e mexe você cruza com um músico tocando harpa ou violão e a sensação é de estar em algum lugar no interior do país, com chão de terra, pássaros em viveiros, gatos e cães circulando e muita gente simpática a fim de mostrar seu trabalho e jogar conversa fora.

Borde Rio

De lá, fomos encontrar uma amiga, a Lariza, que nos convidou para almoçar no complexo gastronômico Borde Rio, em Vitacura. Pegamos um ônibus perto do Pueblito que demorou um tantinho para aparecer, mas chegou rápido ao local. O espaço fica às margens do Rio Mapocho e tem restaurantes de tudo quanto é especialidade (indiano, peruano, japonês, italiano etc).

Nós almoçamos no Mesón del Río, um espanhol incrível que servia uma sangria deliciosa, perfeita para os dias quentes do verão, além de paella e frutos do mar. Destaque também para o mousse de chocolate com calda de maracujá divino. Para refrescar e curtir mais um pouco a tarde, subimos para o rooftop do Monseñor Terraza, que tem uma vista bem bonita do skyline de Santiago e do rio Mapocho.

Com detalhes graciosos na decoração, escadaria com mosaicos e diversos cantinhos para descansar e curtir a paisagem, o Borde Rio me ganhou. O complexo parece um Pátio Bellavista maior (sim, de novo essa referência rs), mais sofisticado e mais tranquilo, já que fica em um bairro mais nobre. Está próximo também do belo Parque Bicentenário, que pode ser outra opção de passeio no mesmo dia. Fiquei com vontade de voltar lá outro dia para ver o pôr do sol, beber drinks e curtir a noite 😛

Pizza Tiramisú

Todo paulistano apaixonado por pizza sabe dos riscos de comer a iguaria fora de São Paulo. Mas na busca por algum lugar para jantar domingo à noite em Santiago, aproveitei para encontrar outra amiga que está morando lá, a Michelli, que nos levou a um restaurante que não decepcionou ao servir a redonda: a famosa pizzaria Tiramisú no bairro Las Condes – que para nossa alegria estava aberta, sim, e bastante movimentada.

Não arriscamos muito nos sabores e pedimos uma margherita com mussarela de búfala que estava sensacional: a massa era leve, levava menos recheio do que as de SP, mas destaque mesmo pro queijo e pro molho de tomate extremamente saboroso. Para acompanhar, uma taça de vinho Cabernet Sauvignon clássica e, já que estava no último dia da viagem, achei que merecia um crème brûlée de sobremesa – vale dividir porque é enorme, mas maravilhoso ❤

:: SERVIÇO ::

Pueblito Los Dominicos
Endereço: Fica na praça ao lado da Igreja São Vicente Ferrer, bem próximo da última estação da linha 1 do metrô (vermelha), a Los Dominicos.
Horários: Todos os dias, das 10h às 19h

Borde Rio
Endereço: Av. San José María Escrivá de Balaguer, 6400 – Vitacura
Horários: Todos os dias, das 10h a meia-noite

Tiramisú
Endereço: Avenida Isidora Goyenechea, 3141
Site: www.tiramisu.cl

Nova York :: Coney Island

Praia de Coney Island, com a roda gigante clássica ao fundo. Foto: Débora Costa e Silva

Praia de Coney Island, com a roda gigante clássica ao fundo. Foto: Débora Costa e Silva

Ao chegar em Coney Island, a sensação é de ter saído de um túnel do tempo e desembarcado na década de 50, vendo todas as fachadas de lojas vintages, tudo muito colorido em harmonia com o céu azul e a maresia. Não fossem os carros novos e as pessoas tirando fotos com smartphones nas ruas, a fantasia poderia ser ainda mais verossímil, porque até a trilha sonora era retrô, com rocks e baladas dos anos 60 tocando nos auto-falantes de uma das lanchonetes.

Primeira fachada que vemos ao sair do metrô de Coney Island. Foto: Débora Costa e Silva

Primeira fachada que vemos ao sair do metrô de Coney Island. Foto: Débora Costa e Silva

Localizada no Brooklyn, a cerca de uma hora do centro da ilha de Manhattan, a praia é famosa por abrigar parques de diversões desde o século 19 e se tornou um destino bastante popular para os americanos. Foi lá onde fizeram os primeiros testes para desenvolver montanhas russas e ainda hoje pode-se ver as históricas Thunderbol (inaugurada em 1925, chegou a aparecer no filme “Annie Hall”, do Woody Allen, foi demolida e depois reconstruída) e a Cyclone, que data de 1927, é feita de madeira e brilhou no clip “XO” da Beyoncé.

Soarin Eagle, um dos brinquedos radicais de Coney Island. Foto: Débora Costa e Silva

Soarin Eagle, um dos brinquedos radicais de Coney Island. Foto: Débora Costa e Silva

O destino também ficou famoso pelas atrações bizarras do Dreamland Circus Sideshow, considerado o primeiro circo de horrores do país, com anões, índios e outros personagens. Pra ter uma ideia de como era Coney Island durante seu auge, fica a dica de um filme bem fofo, “O Pequeno Fugitivo”, dos anos 50, que mostra o lugar do ponto de vista de um garotinho que passa o dia no parque se deliciando com os brinquedos e doces (trailer abaixo).

Após um incêndio nos anos 60 e a inauguração da Disneylândia, iniciou-se um período de decadência do destino. Nos últimos anos, passou por revitalizações, que se intensificaram após a passagem desoladora do furacão Sandy em 2012, e agora conta com atrações mais modernas mas que mantêm seu charme vintage.

O que fazer por lá

Antes de contar um pouquinho do meu passeio, a primeira dica é: vá durante a semana. Tive uma experiência incrível, bem tranquila e curti bastante o lugar e imagino que aos sábados e domingos seja completamente diferente. Nada de filas abarrotadas de gente para os restaurantes e os brinquedos e até na praia tinha espaço suficiente para estender a canga.

Fachada do principal parque de diversões, o Luna Park, e a oda gigante Wonder Wheel. Foto: Débora Costa e Silva

Fachada do Luna Park, e a roda gigante Wonder Wheel. Foto: Débora Costa e Silva

A primeira parada que fiz foi em um dos patrimônios de Coney Island, o Nathan’s Famous, inaugurado em 1916, há exatos 100 anos. Dizem que foi por lá que batizaram o lanche composto por pão e salsinha de hot dog. Pedi um combo clássico: cachorro quente com queijo, batata frita e refrigerante, no melhor estilo americano, e estava mesmo uma delícia. Para os que curtem incrementar o lanche, há diversas opções – eu confesso que me segurei pra não colocar queijo e bacon também na batata, mas fiquei aguando quando vi um desses na mesa ao lado.

Meu almoço no Nathan's Famous: hot dog com queijo, fritas e refri, mais clássico impossível. Foto: Débora Costa e Silva

Meu almoço no Nathan’s Famous: hot dog com queijo, fritas e refrigerante, mais clássico impossível. Foto: Débora Costa e Silva

Apesar de não ser grande fã de montanhas russas e brinquedos radicais, adorei conhecer o Luna Park! Foi mais uma visita ao passado, dessa vez à minha própria infância, pois me lembrei um pouco do Playcenter, mas principalmente dos parques que tinham no interior de São Paulo, com barraquinhas de tiro ao alvo, carrossel, palhaços e atrações menos sofisticadas em comparação ao que existe nos grandes complexos de hoje. O bacana é que é aberto ao público, você circula à vontade e só paga se for em algum dos brinquedos.

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Brinquedos e barraquinhas diversas pelo parque de diversões. Fotos: Débora Costa e Silva

O calçadão é frequentado por famílias com crianças, idosos, casais, turmas de jovens e artistas de rua. Ficar por ali tomando um sorvete e contemplando a paisagem é uma delícia, mas vale sujar o pé na areia pra explorar a praia também. Passei a tarde lá tomando sol, observando as pessoas e curtindo a calmaria, sendo interrompida eventualmente por bandos de gaivotas que embelezavam ainda mais a tarde.

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As gaivotas embelezam ainda mais a paisagem de Coney Island. Fotos: Débora Costa e Silva

Por fim, fui ao Ford Amphithreatre at Coney Island Boardwalk para ver dois shows: a banda australiana Hiatus Kaiyote e a musa Erikah Badu (vídeo tosco que fiz logo abaixo, só pra ter uma ideia da vibe). O teatro não é totalmente aberto, é coberto por uma espécie de lona e permite a entrada de luz, o que dá um clima ainda mais “verão” ao evento. Pra mim, foi a chave de ouro que encerrou um dia delicioso na praia, ao mesmo tempo em que abriu as portas em alto estilo para o início da temporada em Nova York.

Como chegar – Basta pegar as linhas D e F (laranja) ou N e Q (amarelo) sentido Downtown – Brooklyn, se está saindo de Manhattan. Assim que sair do metrô você já vai encontrar o Nathan’s e ver alguma das rodas gigantes, é tudo muito pertinho.

PS: Há ainda muitas outras atrações, como a queima de fogos às sextas-feiras à noite, o show burlesco, a máquina do Zoltar… Fico devendo uma nova visita e mais um post 😉

São Paulo :: Paulista Aberta

Avenida Paulista aos domingos recebe ciclistas, artistas e cada vez mais moradores que curtem o dia ao ar livre. Foto: Débora Costa e Silva

Avenida Paulista aos domingos recebe ciclistas, artistas e cada vez mais moradores que curtem o dia ao ar livre. Foto: Débora Costa e Silva

Desde que me entendo por gente, a avenida Paulista já era um polo cultural fascinante. Nos anos 2000, durante a adolescência, ia a shows gratuitos na hora do almoço na Fiesp, ver filmes nos cinemas Belas Artes e Unibanco (hoje Itaú), visitava o MASP, o Itaú Cultural e a Casa das Rosas. Mas não era um ponto ou outro que me atraía especialmente, era o seu movimento. A Paulista sempre teve vida própria.

Eis que em junho de 2015, a prefeitura inaugurou sua ciclovia e no mesmo dia abriu a avenida para os pedestres aos domingos (anota aí: é das 10h às 18h) e transformou ainda mais a experiência de quem circula por lá. Se antes já era vibrante, imagine agora? Todo domingo a via recebe gente de todos os estilos, idades e classes sociais para fazerem inúmeras atividades, na melhor tradução do termo “diversidade”.

O pessoal vai caminhar, correr, pedalar, patinar, tirar fotos, visitar um museu, a feira de antiguidades do MASP, participar de aulas de dança, de oficinas de artesanato, tomar um café, almoçar, levar o cachorro pra passear, assistir a um (ou vários) show ou simplesmente ficar zanzando e acompanhar o fluxo.

Feirinha de artesanato é um plus para quem visita a de antiguidades do Masp. Foto: Débora Costa e Silva

Feirinha de artesanato é um plus para quem visita a de antiguidades do Masp. Foto: Débora Costa e Silva

Tenho ido com frequência e virou meu ritual de fim de semana desde novembro, muito por conta da bike também – aliás, não sei dizer se a paixão por pedalar me levou à Paulista ou se foi a Paulista que acabou me incentivando a pedalar, mas ok, isso é outra história rs. Foi bonito observar ao longo dos meses a rua ser tomada e encher mais e mais a cada semana, ganhando novos adeptos e atrações. Sempre me surpreendo com algo novo e chego até a ficar aflita de não dar conta de ver tudo.

Para turistas é um prato cheio, porque em um só passeio já têm uma amostra da variedade de culturas, tribos e loucuras de São Paulo. Para quem é paulistano, vive de saco cheio do trânsito, metrô lotado, falta de segurança, stress do trabalho, preços que não param de subir, dê uma chance para curtir a cidade como turista também, vai!

É uma cidade difícil, que muitas vezes não te ganha de primeira – ok, às vezes nem de segunda – mas eu duvido que alguém não encontre um lugarzinho no meio de toda essa diversidade da Paulista pra se aconchegar e curtir o dia. E é aí que mora a graça do negócio: é uma contravenção e tanto essa avenida, tão comercial, tão imponente, tão símbolo de todo o caos, estar agora livre, leve e solta quase como um parque, apenas com a função de ser um espaço público de convivência democrática.

Ciclovia, ciclofaixa e cia

Ciclovia + ciclofaixa na avenida Paulista. Foto: Débora Costa e Silva

Ciclovia + ciclofaixa na avenida Paulista. Foto: Débora Costa e Silva

Além da ciclovia que já existe na avenida e é utilizada diariamente, aos domingos e feriados os ciclistas ganham mais espaço com a CicloFaixa de Lazer, patrocinada pelo Bradesco Seguros e realizada em diversas regiões da cidade. Ué, mas se já tem ciclovia, pra quê mais uma faixa ali? Bom, é só dar um pulinho lá para perceber que ambas ficam bastante carregadas aos domingos, até porque não é só bike que tem por ali, tem gente de patins, skate, hovertrax, patinete e por aí vai. Se quer praticar mesmo, a dica é ir cedo, pelo menos antes das 11h, porque depois começa a ficar difícil de circular e o pessoal começa a tomar conta também da ciclofaixa para assistir shows. Dá para andar, mas com muito cuidado, atenção e algumas paradas para desviar da galera.

SOS Bike na Praça do Ciclista, com serviços gratuitos. Foto: Movimento Conviva

SOS Bike na Praça do Ciclista, com serviços gratuitos. Foto: Movimento Conviva

Outro benefício incrível é a assistência gratuita aos ciclistas dada também pelo Bradesco: ao longo da extensão da ciclofaixa (já desde a avenida Jabaquara, com início na estação São Judas, passando pela Vila Mariana), há profissionais circulando com ferramentas para auxiliar o público com algum problema na bike (pneu murcho ou furado, ajustes no selim, reforço no breque, entre outros), além de uma estação SOS Bike na Praça dos Ciclistas, com ainda mais possibilidades de reparos mecânicos. Tudo de graça, basta preencher uma ficha na hora.

Shows

Banda Picanha de Chernobil toca covers e músicas próprias de rock e blues. Foto: Débora Costa e Silva

Banda Picanha de Chernobil toca covers e músicas próprias de rock e blues. Foto: Débora Costa e Silva

Entre na Paulista, tire os fones de ouvido e aproveite! Dá para curtir vários shows em um mesmo domingo e tem muita banda boa fazendo um som por ali. A minha favorita é a The Leprechaun, que toca geralmente entre as estações Trianon e Brigadeiro. A formação inclui banjo, violão, baixo, percussão, violino e conta com os vocais da Fabiana Santos. Eles fazem uma mistura de bluegrass e folk e intercalam músicas próprias e covers bem originais de músicas como “Redemption Song” e “Do You Remember Rock N Roll Radio”.

Pra fãs de rock e blues, a dica é a banda Picanha de Chernobill, com formação clássica de guitarra, baixo e bateria e repertório de altíssima. Pra relaxar e diminuir o ritmo, dê uma paradinha para ouvir a Carolina Zingler na Esquina do Jazz, com um som acústico de violão e cajon, às vezes acompanhado de outros instrumentos, o som é uma delícia. Com sopros, banjo e baixo acústico, a Cuca Monga é outra que eu adoro. O grupo é bastante divertido e toca músicas tradicionais brasileiras rearranjadas para o jazz.

Tem muitas outras bandas, de diferentes estilos, e sempre aparece um ou outro artista novo por lá, sem deixar de mencionar umas figuras pitorescas , como o cover do Elvis Presley, do Roberto Carlos e do Michael Jackson, que estão sempre por lá.

Feirinhas

Se hoje a Paulista é esse fervo todo aos domingos, isso se deve muito a feirinha de antiguidades que rola no vão do MASP há mais de 25 anos. É um dos eventos mais tradicionais da região e da própria cidade, e que com certeza incentivou o fluxo de pessoas que vão para lá com o intuito de passear e ponto. Como toda boa feira, essa tem uma variedade de produtos como câmeras fotográficas, miniaturas, relógios, artigos náuticos, objetos de porcelana, broches, livros e até obras de arte.

Feirinha do vão do Masp acontece já há mais de 25 anos aos domingos. Foto: Débora Costa e Silva

Feirinha do vão do MASP acontece já há mais de 25 anos aos domingos. Foto: Débora Costa e Silva

Do outro lado da avenida, em frente ao Parque Trianon, há uma espécie de sessão extra, com barraquinhas informais que vendem artesanato, bijuterias e roupas para quem já curte um estilo ligeiramente mais hippie. Pra fechar o circuito, dentro do shopping Center 3 há todo domingo uma outra feira, a Como Assim?!, essa mais alternativa e moderna, com vestidos, bottons, pôsteres e artigos de decoração.

Comidinhas

Feirinha gastronômica na Praça Oswaldo Cruz. Foto: Débora Costa e Silva

Feirinha gastronômica na Praça Oswaldo Cruz. Foto: Débora Costa e Silva

Mesmo antes de ser aberta, a Paulista já era um destino gastronômico aos domingos por causa das já existentes feirinhas de artesanato e antiguidades. Comer yakisoba por ali era um clássico, mas agora as opções se proliferaram, ainda mais com a presença massiva de foodtrucks. Há dois pontos principais: na praça Oswaldo Cruz, no comecinho da Paulista, e no calçadão em frente ao prédio da Fiesp.

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Além dos food trucks, tem ambulantes em bikes retrôs vendendo docinhos. Foto: Débora Costa e Silva

Em ambos há banquinhos para sentar e um pouco de tudo para comer: pastel, hambúrguer, massa, churros, sushi, taco e por aí vai. Circulando pela avenida também é comum encontrar um pessoal vendendo doces, café e outras delícias em bikes retrôs ou em barraquinhas estilosas.

Dança e atividades

Grupo de dança afro atrai sempre uma plateia enorme na Paulista. Foto: Débora Costa e Silva

Grupo de dança afro atrai sempre uma plateia enorme na Paulista. Foto: Débora Costa e Silva

Não importa o horário que você passar por lá, com certeza vai encontrar pelo menos um grupo fazendo alguma atividade mais inusitada. Tem o pessoal do bambolê, do samba rock, da dança afro (com direito a música ao vivo também, uns batuques incríveis) e até de lamba aeróbica (ainda é esse nome que dá pra quem dança axé e faz ginástica, né?).

Para as crianças também tem bastante opção, com grupos de contação de histórias, fantoches e oficinas diversas. O Parque Mário Covas e seus arredores concentram muitas das atividades bacanas para os pequenos. E claro, vira e mexe você encontra cenas engraçadas, mágicos, estátuas vivas, artistas e malucos de todos os tipos, como essa interação que flagrei uma vez:

Sei que o texto saiu super apaixonado, mas é difícil não se envolver e não celebrar essa conquista da cidade, que está mais aberta e mais humana. Claro que tem vezes que chego a me irritar com a muvuca toda, com o Elvis cover atrapalhando outro show ao lado, com pessoas que não respeitam a ciclovia, mas ainda assim, acho tudo muito válido e até essa bagunça pode ser bonita. A rua tem que ter espaço para todos!

Pra fechar, deixo aqui um documentário curtinho sobre a abertura da Paulista, com depoimentos de arquitetos, da prefeitura e do público que frequenta a rua. E aproveitem o domingo ❤

São Paulo :: Uma saudade

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Nossa amada Avenida Paulista a partir da ciclovia ❤ (Foto: Débora Costa e Silva)

Para quem vive em São Paulo, sufocado pela rotina estressante, poluição, metrô lotado, às vezes fica difícil pensar no lado bom daqui. Acho que muita gente cultiva uma relação de amor e ódio com a cidade: tem coisas incríveis e especiais, mas tem o caos também, que esgota e cansa.

Para ver São Paulo sob uma outra perspectiva em seu aniversário de 462 anos, convoquei amigos que viveram aqui e hoje estão em outros lugares do Brasil e do mundo pra dizer o que mais sentem falta da cidade. Confesso que por um momento pensei que ninguém fosse topar por acharem melhor onde vivem hoje – seja pela tranquilidade, qualidade de vida, ou qualquer outro motivo. Besteira minha: não só todos toparam como relataram várias saudades.

Algumas coisas foram praticamente unanimidade: a avenida Paulista, o combo pastel + caldo de cana e a praça Pôr do Sol foram as mais comentadas – junto com a saudade dos amigos e familiares, é claro. Outro ponto bastante destacado foi o clima, principalmente para os que estão no hemisfério norte em pleno inverno. Quem diria, esse tempo louco de São Paulo, com mil estações em um só dia, pode fazer falta!

Bacana mesmo é perceber que não só existe amor em SP, como por SP também! Um grande salve para essa nossa cidade louca, multicultural, gigantesca e surpreendente! Que a cada ano tenha mais espaços públicos, mais cultura nas ruas, mais verde e continue plural em todos os sentidos! ❤

Do que você sente falta de São Paulo?

 

Ricardo em Seul (Arquivo pessoal) e a Praça Roosevelt durante uma festa aberta (Foto: Raphael Tsavkko Garcia)

Ricardo em Seul e, ao lado, a Praça Roosevelt durante uma festa (Fotos: Arquivo pessoal + Raphael Tsavkko Garcia/Creative Commons)

Ricardo Pagliuso, 38 anos, sociólogo
Nascido no interior de São Paulo, viveu na capital por 20 anos. Passou um ano na Alemanha, voltou e, desde agosto de 2015, está em Seul (Coreia do Sul) fazendo pesquisas acadêmicas.

“Difícil dizer. Esta é minha segunda longa temporada longe de São Paulo, mas, como na primeira, tenho a perspectiva de voltar para a cidade que chamo de minha casa. Entre outras dezenas de pequenas e grandes coisas, sinto falta do clima louco de SP (frio no verão, calor no inverno), da “gentileza de estranhos” (como diz a personagem de Tennessee Williams) que se encontra em todo canto da selva metropolitana, da coxinha do BH, do café expresso do Floresta, dos bares da Roosevelt e das festas ao ar livre nas praças, do português com os vários sotaques, de comprar – e comer! – fruta na feira no domingo, de comer PF no boteco, de tomar cerveja na Augusta, dos izakayas da Liberdade. E agora, com o Carnaval batendo à porta, dos bloquinhos pela cidade.”

Natália em um parque em Melbourne e, ao lado, a movimentada Avenida Paulista. (fotos: arquivo pessoal + Artur Luiz)

Natália em um parque em Melbourne e, ao lado, a movimentada Avenida Paulista. (Fotos: arquivo pessoal + Artur Luiz/Creative Commons)

Natália Ballotin Hall, 31 anos, jornalista
De São Bernardo do Campo, mas viveu entre o ABC e a capital quase toda a vida. Está fora do Brasil há cinco anos, sendo os últimos 4 em Melbourne, na Austrália. Saiu para estudar e viver novas experiências – ficou, casou e tem dois filhos

“Pelo fato de estar longe há muito tempo, toda vez que lembro de São Paulo com saudades, tem a ver com os momentos que eu estava com os amigos. Para falar a verdade, eu não consigo pensar em um lugar X (um parque, shopping, restaurante, museu), pois para mim, o que faz o lugar ser especial são as histórias que eu vivi lá. E quando se trata de boas histórias, infelizmente as minhas sempre ocorriam no bar hahaha. Teve uma fase que eu sempre saía para beber  nos bares da Augusta e de vez em quando nos da Paulista, como o Opção e o Charme. Sinto falta dessa região de São Paulo.”

Consta naneve de Montreal (arquivo pessoal) e o bar Mercearia São Pedro (Foto: Facebook do bar)

Consta na neve de Montreal e o bar Mercearia São Pedro (Fotos: arquivo pessoal + Facebook do bar)

Constan Tino, 33 anos, engenheiro e agora estudante de Museologia
Natural de Aracaju (SE), morou em São Paulo por 9 anos e meio. Vive há seis meses em Montreal, no Canadá. Migrou para mudar de área e conhecer novas culturas.

“Sinto MUITA falta de duas coisas: boteco e padoca. E de compartilhar uma garrafa de cerveja de 600 ml, dividir as coisas na mesa do bar, o que não é nada comum por aqui. Eu gostava muito de comer em São Paulo hahaha. Adorava o Aska Lamen na Liberdade, ia muito no Empanadas e no Mercearia São Pedro na Vila Madalena também. Tipo, se eu estivesse no seriado ‘Friends’, esses dois lugares seriam o meu Central Perk. Ah, tem a Casa do Norte no Butantã – eu AMO aquele lugar. Enfim, aqui no Canadá tudo é bonitinho e tal, tem muitos bares e lugares bacanas para ir, mas acho que São Paulo é especial como poucos lugares no mundo.”

Jairo em um passeio em Sydney e o forró do Remelexo, em Pinheiros. Fotos: arquivo pessoal e Ricardo Galvão Fontes/Divulgação

Jairo em um passeio em Sydney e o forró do Remelexo, em Pinheiros. (Fotos: arquivo pessoal e Ricardo Galvão Fontes/Divulgação

Jairo Lacerda, 29 anos, empresário
Natural de São Paulo, mudou para a Austrália há seis anos, sendo 5 deles em Sydney e 1 em Melbourne, onde está hoje. Saiu do Brasil para realizar o sonho de criar sua própria marca de roupas, a COFD.

“Além da saudade da família e dos amigos, de São Paulo eu sinto muita falta da comida, do tempero e do gosto das frutas também. Saudades da minha época de forró, quando ia no Remelexo e no KVA (já fechado), e das baladas Club e Eazy.  Mas a maior saudade acho que é do pastel de frango com caldo de cana que eu comia na feira aos sábados.”

Juliana em frente ao Big Ben, em Londres e, ao lado, a Livraria Cultura, uma de suas paradas obrigatórias na Paulista (fotos: arquivo pessoal e Divulgação)

Juliana em frente ao Big Ben, em Londres e, ao lado, a Livraria Cultura, uma de suas paradas obrigatórias na Paulista (fotos: arquivo pessoal e Divulgação)

Juliana Gabos, 32 anos, desenvolvedora de Software
Atravessou o Atlântico há 2 anos e meio para fixar residência em Londres

“Morando em Londres não é difícil de sentir bastante falta do clima de São Paulo e todo o nosso estilo de vida que deriva dele. Quando morava aí, dava para combinar de fazer praticamente qualquer coisa em qualquer época do ano ou momento do dia. Gostava muito de sair para jantar, por exemplo. São Paulo tem restaurantes sensacionais, ideais para curtir o ar gostoso da noite.

Não são raros os fins de semana em que sinto falta de caminhar na avenida Paulista. É um dos meus lugares favoritos da cidade. É muito gostoso caminhar parando para olhar a feirinha que tem ali perto da Consolação (acho que no shopping Center 3, que espero que ainda esteja lá), dar um pulo na Livraria Cultura, tomar um sorvete ou um açaí (ou até mesmo um chocolate quente) enquanto se passa do lado de construções que marcam a história da cidade. Tenho boas recordações de passeios que fiz com família, amigos ou mesmo sozinha. Quando voltar à cidade para uma visita, tenho que dar uma passada lá de algum jeito! 🙂 Ah, e sinto falta de pizza!!!! São Paulo, pelo menos para mim, ainda tem a melhor pizza do mundo!”

Flávia no seu cantinho especial de São Paulo, a Praça Pôr do Sol (foto: arquivo pessoal)

Flávia no seu cantinho especial de São Paulo, a Praça Pôr do Sol (Foto: arquivo pessoal)

Flávia Fernandes, 31, jornalista
Natural de São Paulo, mora há seis meses na cidade de Abilene, no Texas (EUA), após um ano e meio indo e voltando por causa do namorado, hoje marido.

“Eu sinto falta de muitas coisas. Uma delas é andar na rua, explorar lugares a pé, como os bairros Perdizes, Lapa e a região da Av. Paulista. Eu sinto falta da vida 24 horas e que tem tudo o tempo todo. É impossível ficar entediado. Outra coisa que sinto falta é da diversidade de restaurantes. Dá pra explorar lugares e sabores sempre! Tem meus restaurantes favoritos no momento, que são Comedoria Gonzales (Peruano) e o Mori (Japonês). Outra coisa é o pastel com caldo de cana na feira – isso é delícia sempre! Meus lugares favoritos são a Praça Pôr do Sol e o Parque Vila Lobos. O bairro que amo é a Vila Madalena. Tem arte, bares, restaurantes, lojinhas, tudo.”

A ideia do post fez a Flávia a ir além desse depoimento e a inspirou a gravar um vídeo sobre o assunto para o seu canal no YouTube. Clique aqui para ver, tem ainda mais dicas! 🙂

Nadia e um de seus cantinhos preferidos de Sampa (fotos: arquivo pessoal + Erasmo Altimeri)

Nadia e um de seus cantinhos preferidos de Sampa: o Museu do Ipiranga (fotos: arquivo pessoal + Erasmo Altimeri/Creative Commons)

Nadia Moragas, 30 anos, jornalista
Nasceu em São Paulo e mora há cinco anos na Bahia. Passou por Salvador, Ilha de Itaparica e hoje vive em Porto de Sauípe. A mudança rolou após conhecer o marido, daí resolveu fazer mestrado na terra dele.

 Acho que o mais legal de Sampa é o fato de ser cosmopolita. Diferentes estilos e culturas encontram algum lugar na cidade para chamar de seu. Sinto falta dos parques, principalmente do Museu do Ipiranga (fechado para obras) e do Ibirapuera. Também sinto saudade da vida noturna agitada, com muitos lugares bacanas pra tomar uma cerveja. Adorava o Charme da Paulista e o Opção também. Adoro as feiras de rua, sempre tem uma em algum lugar próximo. Saudade do pastel e caldo de cana. A feira da Praça da República, de domingo, tem muita coisa bacana, roupa, artesanato, pinturas e comidinhas! Também curtia a feira da Benedito Calixto, com antiguidades e itens descolados.”

Amanda na avenida Paulista, durante reforma da ciclovia, e ao lado a Casa das Rosas, onde ela frequentava. (fotos: arquivo pessoal + Felipe Lange Borges)

Amanda na avenida Paulista, durante reforma da ciclovia, e ao lado a Casa das Rosas, onde ela frequentava. (fotos: arquivo pessoal + Felipe Lange Borges/Creative Commons)

Amanda Serra, 27 anos, jornalista
A paulistana está há 4 meses em Dublin, na Irlanda. Mudou para melhorar o inglês e aprender mais sobre si mesma.

“Com certeza o clima de São Paulo (minha cidade) é o que eu mais sinto falta atualmente. Sem falar na comida: aquela coxinha quentinha do Frangó, a pizza da Ritto… O centro velho de São Paulo é outra paixão, mas não há nada tão paulistano como caminhar pela avenida Paulista e se apropriar dela. Era um dos meus programas prediletos aos domingos, agora que ela está fechada para carros deve estar ainda melhor. A homogeneidade das pessoas ao redor, as feiras de artesanatos com roupas descoladas, os variados protestos, os shows dos artistas de rua, as lojinhas dos chineses, a atmosfera cultural, o simples caminhar em meio a tudo isso já fazia a viagem de Pirituba valer a pena. Vivia de olho nas programações gratuitas da Casa das Rosas, do Itaú Cultural e do Centro FIESP. Isso sempre me rendeu belos espetáculos e exposições. Essa é uma boa dica para quem gosta de teatro, exposição, literatura e quer economizar. ”

Munhoz na cozinha do bar O Pico, em Pinheiros, seu preferido em SP (Foto: arquivo pessoal)

Felipe Munhoz, 31 anos, jornalista
Nascido em São Bernardo do Campo, viveu entre o ABC e a capital boa parte da vida. Há 4 anos foi para o Rio de Janeiro. Segundo ele, o universo só mandou uma alternativa de mudança, ele aceitou e iniciou uma nova fase.  

“São Paulo, nos separamos, eu sei, mas vou te contar. Gosto mesmo é de te ‘namorar’ assim, distante. Ainda sinto saudades das nossas quintas dançantes no Teatro Mars. Daquela sensação de liberdade ao te amar dirigindo pela madrugada, com suas curvas desimpedidas, e caçar alguém que topasse levantar uns copos.  Lembra quando não ‘existia’ Vila Madalena? A gente ia, literalmente, de norte a sul, de leste a oeste. Eu sei, a praça do pôr-do-sol é um pedacinho marcante. Nossa, vivemos intensamente o nosso tempo. Tomamos os maiores porres no Pico, da Cardeal. Se quiser comer pastel na Mercearia São Pedro, tudo bem, mas já aviso que sem Xico Sá e Sócrates o lugar deve estar meio sem aura – dizem que até pegou fogo!

Chega de enrolação, vou dizer logo a verdade. Sua graça é nos deixar fugir da moda. Se todo mundo começa ir pra Vila, a gente vai para Augusta ou toma uma no Rossio ou num bar da Tiquatira; se lotam o Belas Artes, é hora de dar um pulo no Centro Cultural; se tem rolezinho gourmet em Moema, a gente vai visitar os amigos em Itaquera, ou em Pirituba, com o maior prazer; se a polícia sitiou a praça do pôr-do-sol, a gente faz música e fogueira no mirante de Santana.

Não posso negar, suas caronas sinceras me encantam. Mas, sinceramente, o nosso amor só existe assim, no campo das saudades. De qualquer forma, fica o meu “abraçaço” e a gratidão por me ajudar a amadurecer com tantas experiências. Meus parabéns, São Paulo.”

Top 10 :: Atitudes para me tornar uma viajante melhor

Pra começar o ano bem, nada como reciclar maus hábitos e aprimorar os que nos fazem bem, né? Pensando nisso, elaborei uma listinha de atitudes para me tornar uma viajante melhor. Eu curto aproveitar a virada para elencar os desejos para o ano seguinte ou até fazer um balanço do que passou. Acho que é terapêutico e ajuda a colocar as ideias e objetivos em ordem.

Coloquei na lista coisas que vivo prometendo que vou fazer – algumas já consegui um bom avanço, outras ainda estou devendo muito, mas acho que muita gente pode se identificar também. Veja aí se tem alguma que você também tá afim de cumprir 😉

1 – Pesquisar e planejar mais

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Eu tenho a mania de “deixar acontecer naturalmente” nas viagens, como diz o clássico pagode. Por um lado é bom, claro, porque fico mais livre, as coisas fluem melhor, o efeito surpresa rola solto e respeito mais minhas vontades, sem ficar muito presa a um cronograma e ficar tensa por causa disso.

Mas esses benefícios vão até a página 2,  porque acabo perdendo muita coisa legal: descubro um restaurante incrível, um cantinho diferente ou uma atração bacana já perto da volta, ou já em casa, ou descubro que precisava fazer reserva ou que o passeio só tem aos sábados e eu volto pra casa na sexta. Umas pataquadas assim, sabe? O desafio é combinar melhor planejamento com dias e horários livres. Ler mais sobre um lugar, mas não tanto a ponto de estragar algumas surpresas. Enfim, um dia eu chego lá!

2 – Economizar antes…

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Old, but gold. Sem dinheiro não dá para viajar e ponto. Por mais que existam hostels, couch surfing e esquemas para mochileiros, é quase impossível cair na estrada sem um mínimo de planejamento financeiro. E isso tem que ficar como um alerta fixo na cabeça de quem não quer deixar de aproveitar férias e feriados. Economizar no cinema, nas compras, nos jantares, em shows, enfim, não tem como você querer fazer uma viagem grande e fodona sem sentir o impacto no seu dia a dia. Questão de prioridades.

3 – … e durante a viagem também!

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É tão óbvio, mas tô eu aqui ainda fazendo a rycah e gastando muitas vezes sem pensar. Pensamentos como “tô de férias” ou “talvez nunca mais tenha uma chance dessas” acabam me levando a endividamentos desnecessários. Às vezes uma boa pesquisa já ajuda a encontrar jeitos mais econômicos de chegar a algum lugar. Paciência também é necessária – só assim para encontrar uma hospedagem mais barata, por exemplo. E as milhas hein? Você já sabe usar? Eu precisava aproveitar melhor os programas de milhagem para fazer valer a pena de verdade.

3 – Compartilhar menos, viver mais

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Em tempos de Face, Insta, Snap, Periscope e sei lá mais quantas outras redes sociais, é quase irresistível postar uma foto do pôr-do-sol, do prato lindo que chegou pro jantar ou dos pés à beira da piscina. Até porque, temos que lidar com posts de gente linda, realizada e arrasando por aí todo dia. Quando chega sua vez de curtir seu auge, bate uma vontade de gritar pro mundo o quanto você está feliz, sim, ué!

Cada um cada um, mas comigo a sensação é que a internet me rapta e demora a me devolver pro mundo real. Eu entro para postar uma foto e de repente, passei meia hora lendo o que todo mundo postou, cliquei num link, abri o link relacionado, já vi um vídeo… e aí o sol já foi embora, o vento bateu e esfriou a água da piscina, enfim, perdi um momento único que não volta mais. Desconectar é super importante e faz toda a diferença em uma viagem, como já refleti neste post sobre Visconde de Mauá.

4 – Fotografar menos, contemplar mais

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A ideia é bem parecida com a do item anterior, até porque quem está mega conectado também deve já cultivar o hábito de fotografar e registrar tudo e muito. Faço aqui meu mea culpa: eu tiro muita foto, mesmo. Sempre foi assim, mesmo antes de ter câmera mais profissa e estudar o negócio. Depois só piorou, entrou o lado perfeccionista de querer fazer a melhor foto, ir clicando, analisando e repetindo sem limites.

Cheguei ao ponto de observar cenas só através da câmera. Isso é péssimo e já venho trabalhando nisso, de refletir sobre uma foto sem o equipamento colado no olho, observar melhor o lugar, me permitir sentir o clima e pensar melhor na foto que quero fazer. Além do “tiro” ser mais certeiro, consigo contemplar mais a beleza e o momento. Já melhorei bem, mas segue na lista para aprimorar ainda mais, porque ainda tô longe. Sem contar que na hora de editar as fotos… ninguém aguenta!

5 – Comprar menos

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Por mais que freeshops e outlets raramente estejam nas minhas prioridades ou pontos de parada, eu adoro uma feirinha de artesanato ou lojinhas temáticas. E sou “a louca” do souvenir, gosto de trazer algo pra casa pra lembrar da viagem. Mas já deu rs. Não vou condenar aqui quem viaja e gasta horas ou até dias indo em busca de um produto ou melhores preços – não faz meu estilo, mas vai do gosto e da disposição de cada um.

Pra mim só não funciona mais aquela coisa de “ter que comprar algo daqui”. Não gostei? Achei caro? O mercado é longe de tudo? O dinheiro está acabando? Não levo e pronto. Há milhares de outras formas de guardar lembranças de uma viagem. O mesmo para lembrancinhas para amigos e família. Nas primeiras viagens, eu ficava tensa e procurando coisas para os outros, não podia faltar pra ninguém, eu sofria. Mas com o tempo foi ficando cara a brincadeira. Se não trombar com algo que seja a cara de uma pessoa, não compro mais. Em 2015 já super coloquei em prática, que continue assim.

6 – Comer e beber menos

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Aquele lema do “eu tô de férias, eu mereço” super se encaixa aqui também. Afinal, como deixar de comer uma pratada de macarrão, pedir sobremesa e beber um vinho incrível quando está em um lugar novo? Faz parte da experiência, eu mesma já disse centenas de vezes. E faz – só não faz parte se acabar de comer em quantidades absurdas e acima do seu padrão, porque “é férias e tudo bem”. Pelo menos não pra mim, pois o resultado depois não compensa e o discurso do “eu mereço” cai por terra. Olho no espelho e não acho que mereço, não. E bate o arrependimento.

O mesmo vale pra bebidas alcoólicas. Quantas manhãs perdidas em viagens eu já não tive por estar de ressaca? Algumas vezes são escolhas, quero curtir mais a noite do que o dia e tudo bem. Mas ainda assim ainda acho que dá para equilibrar melhor. Como? Bebendo menos e me estragando menos para o resto da viagem.

7 – Me arriscar mais

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Viajar é se abrir para o novo, certo? Então não adianta muita coisa ir para um lugar diferente para fazer as mesmas coisas de sempre, né? Mergulhar com cilindro, entrar na cachoeira gelada, voar de asa delta, comer insetos fritos, andar de patins, dançar forró… a lista pode ser infinita se você estiver disposto.

Às vezes nem sabemos o que poderíamos fazer de diferente, afinal sair da zona de conforto não é nada simples, muito menos automático. Mas se aparecer a chance, tente não desperdiçá-la. Pra mim ainda falta me arriscar mais na gastronomia. Sou chata para comer e queria me jogar mais, mas ainda assim tenho tentado experimentar pelo menos alguma coisa nova toda vez.

8 – Entrar no ritmo e na vibe do lugar

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Esse item acho que vale para qualquer viagem para um destino bem diferente, como países asiáticos ou árabes, onde o choque cultural é grande, mas eu pensei no assunto porque acabei de voltar do Nordeste, onde o ritmo das coisas é pelo menos cinco vezes mais lento que o de São Paulo, onde eu moro. E qual a tendência? Ficar puto, impaciente e irritado com tudo: as pessoas andando mais devagar, o prato do restaurante levando mais de uma hora para sair e por aí vai. Ou até entediado!

Bom, geralmente temos duas escolhas: ou a gente passa a viagem toda de mau humor ou entra no clima e relaxa. Eu sempre digo que sair e se desligar de São paulo demora uns bons dias, mas pra voltar é rapidinho. Então que tal aproveitar e desacelerar, tentar entender o novo ritmo, a forma com que as pessoas lidam com as coisas? Isso pode até trazer mudanças no seu dia-a-dia na volta das férias. Pra mim é sempre difícil o primeiro impacto, mas aos poucos vou me desligando e entrando no clima do lugar – e aí depois sofro tudo de novo quando volto pra São Paulo, mas tudo bem rs.

9 – Escrever sobre a viagem

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Quando comecei a viajar a trabalho, escrevia uma espécie de diário de bordo das viagens, tanto para guardar quanto para facilitar para escrever as matérias depois. Com o tempo, fui confiando na memória, gravando áudios, filmando, enfim, encontrei novas formas de registrar os acontecimentos e parei de escrever. E aí, como já se pode imaginar, muita coisa legal se perdeu 😦

Quero ver se retomo isso durante as viagens ou pelo menos escrever assim que voltar, seja pro blog ou num caderninho. O que já fiz algumas vezes foi anotar em tópicos as coisas mais importantes e já ajudou bem a refrescar a memória. Sei que na hora pode dar preguiça, mas no futuro vai ser uma delícia reler e relembrar cada história.

10 – Ser viajante na cidade onde moro

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Esse é o último item, mas para mim o um dos mais importantes. Acho que desde que comecei a fazer mais fotos já incorporei um pouco mais o espírito de turista na minha própria cidade: reparo mais nos detalhes, nos prédios, nos grafites, nas pessoas, nas cenas do dia-a-dia. Encontrar algo novo e inspirador é possível mesmo nessa São Paulo cinzenta – e aposto que em qualquer lugar do mundo.

Mas a meta pra 2016 não é só ficar flanando por aí, não. Quero ir em mais exposições, shows e curtir melhor o lado cultural da cidade, assim como fazemos quando vamos a um destino europeu, por exemplo. Minha lista de monumentos de São Paulo a visitar ainda é imensa, uma vergonha que preciso e vou corrigir esse ano.

E aí, se identificou com algum item? Discordou de alguma coisa? Tem sugestões? Comente aí! Aproveito e desejo a todos um ótimo ano novo, com muitas viagens pela frente ❤

Links na bagagem :: Leituras da semana #8

Após duas semanas insanas de trabalho, volto com mais links e leituras relacionadas ao universo de viagens. Foi até bom dar uma pausa para acumular bastante coisa legal!

Prevejo até que esta seção dê mais pausas pela frente. Afinal, links legais encontramos todos os dias, mas só sobre viagem às vezes fica difícil. Pra não forçar a barra, pretendo reunir só quando tiver coisa bacana meeeesmo. Melhor assim, né?

O azedo de Cuba – Volto pro almoço – Viagens pela boca

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Um dos blogs mais incríveis que conheci nos últimos tempos! Quem faz é a jornalista Priscila Dal Poggetto, ex-colega de Diário do Grande ABC. Me surpreendi, pois ela trabalha há um tempão com a editoria de carros, mas quem diria, é uma viajante/cozinheira/cronista de primeira! Ela conta histórias dos lugares e pessoas que conheceu em suas viagens traçando um paralelo com a culinária local.

E tem mais: no final, ainda coloca uma receita do prato ou bebida em questão – preparada por ela mesma. E como já era de se esperar, as histórias que mais me fisgaram foram as de Cuba, que estão fresquinhas no site. Além do azedo citado acima, tem o Salgado, o Picante, o Amargo e o Doce de Cuba.

Seja um turista na sua própria cidade – Indiretas do Bem

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Esse texto é curtinho, mas imprime uma ideia simples, porém muitas vezes complexa de colocar em prática, que é olhar seu próprio habitat com novos olhos – como os de um turista. Lembro que senti isso quando comecei a fotografar com o celular. Vivia em busca de coisas fofas ou inusitadas no dia a dia, e sabe, é só abrir bem os olhos que dá pra achar algo interessante por aí e dar aquela renovada diária no astral.

Muito antes da internet, Guia 4 Rodas foi Bíblia de viajantes brasileiros – UOL Viagem

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Momento autopromoção do post: essa foi uma das matérias mais gostosas de fazer para o UOL. Primeiro pelo momento histórico, que é o fim dessa publicação importantíssima para qualquer um que já tenha viajado pelo Brasil de forma independente. Segundo pois tive a chance de conhecer mais sobre o próprio Guia, ao pesquisar sua trajetória.

E terceiro por ter entrevistado gente bacana e cheias de aventuras para contar, como o Artur Veríssimo e o Maurício Kubrusly. Se você se interessa pelo assunto, sugiro ainda outro link: 50 anos do Guia 4 Rodas, onde tem MUITO mais história!

A aflição do relaxamento – Chicken or Pasta

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Da série “filosofias de viagem”, esse texto é um belo desabafo que casa muito com o que penso sobre “obrigações de turistas”: uma chatice! O post fala dessa coisa que é voltar de uma viagem e ser questionado sobre os lugares que foi ou não e ser até julgado pelas pessoas por não ter aproveitado o suficiente ou não ter conhecido de verdade uma cidade. Até porque, isso é passeio e descanso ou uma maratona de quem vê mais atrações por minuto?

Amor em escalas – Papo de Homem

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Esse texto vem direto do túnel do tempo (ou, no caso, do Timehop). Foi publicado há dois anos, mas reencontrei e achei que valia o compartilhamento. A autora encontra semelhanças entre a forma com que lidamos atualmente com o amor e com nossas viagens: ambos são temporários e pequenos luxos. E lembra também que após uma separação, muitos acabam querendo, quase precisando, mudar de cidade ou cair na estrada.

Links na bagagem :: leituras da semana #6

Semana de férias cheia de passeios, quase sem tempo para leituras. Mas deu para acumular alguns links por aqui, vamos lá?

House sitting – viaje o mundo sem pagar por acomodação – Papo de Homem

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Para quem ama bichinhos e não se importaria em nada de cuidar do animal de estimação dos outros e de suas casas, pode começar a fazer as malas. Neste texto, conheci o house setting, um jeito de você não pagar por hospedagem quebrando um galho para uma família que vai viajar e também quer economizar ao não deixar os pets em um hotel ou coisa do tipo. Tem gente que viaja sem parar só nesse esquema de cuidar da casa e dos bichos dos outros. Demais né?

Como vai ser o Eataly São Paulo, que abre 19 de maio – Viaje na Viagem

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Uma das mais novas e interessantes atrações que São Paulo vai ganhar este ano inaugura essa semana! O complexo gastronômico sucesso em outras cidades do mundo terá sua “filial” na capital paulista e promete muito. Além de restaurantes, empórios e lojas diversas, o espaço terá também cursos e eventos sobre gastronomia.

Israelense se apaixona por brasileiro em Goiás e vai morar com ele do lado da cachoeira – Vidaria

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O projeto Vidaria, da minha amiga Gabriela Gasparin, começou como blog e depois virou livro. Partindo da pergunta “qual o sentido da vida?”, ela saiu por aí perguntando para tudo quanto é pessoa a resposta desse questionamento e encontrou histórias emocionantes nessa empreitada. Uma delas é essa, de gente que viaja, se apaixona, se muda e se joga na natureza. Bem bonito ❤

Blogueira compartilha ilustrações divertidas que comparam Nova York e San Francisco – Nômades Digitais

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Assim como já fizeram entre Nova York e Paris, e depois São Paulo e Buenos Aires, agora é a vez de mostrar em ilustrações as diferenças entre San Francisco e Nova York. Acho que é mais um olhar de quem morou nas duas cidades, com coisas às vezes meio imperceptíveis por turistas, mas vale o clique.

Links na bagagem :: leituras da semana #4

Essa semana tá cheia de boas leituras! Tem dois livros novos com tema de viagem, museu reinaugurado em Nova York, perrengues na Venezuela e histórias de gente que cozinha para turistas espalhados pelo mundo (aqui no Brasil também tem!). Bora clicar?

Trip Book, um livro que altera a história de acordo com a localização do leitor – Brainstorm 9

Marcelo Rubens Paiva, no vídeo de lançamento do Trip Book

Marcelo Rubens Paiva, no vídeo de lançamento do Trip Book

“A nova tecnologia com o velho prazer de contar uma história”. É a frase que o escritor Marcelo Rubens Paiva usou para definir esse projeto-campanha do programa de milhagens da Gol, o Smiles. Ele escreveu um romance, disponível para e-books, que de acordo com a localização do leitor poderá ter as informações alteradas.

Por exemplo, se você estiver no Rio de Janeiro lendo o livro e viajar para Paris, o enredo vai se transportar para a cidade francesa. A trama continua a mesma, basicamente só mudam as ruas, parques e atrações turísticas. As cidades em que a brincadeira é possível são Lisboa, Buenos Aires, Roma, Rio de Janeiro, Paris e Nova York. Genial, não? Quero ler – conto por aqui depois 😉

Carioca cozinha feijoada para gringos e faz fama em site para viajantes – UOL Comidas e Bebidas

O título fala de um carioca, mas essa foto é de um cozinheiro francês que serve refeições para turistas em Paris. Foto: Divulgação/Eat With via UOL

O título fala de um carioca, mas essa foto é de um cozinheiro francês que serve refeições para turistas em Paris. Foto: Divulgação/Eat With via UOL

A Estefani Reis, do Malaguetas, fez uma reportagem super interessante sobre os aplicativos que promovem encontros gastronômicos pelo mundo, como o Eat With e o Eat Feastly. Na matéria ela explica como funciona esse esquema e conta histórias dos cozinheiros que vêm se dedicando a receber turistas e reunindo pessoas durante as refeições. É tipo um AirBnb de comida! Tô louca para experimentar isso em uma viagem – ou mesmo aqui em São Paulo.

“Isto não é um museu. É uma ideia” – Publico

Edifício do novo Whitney Museum em Nova York. Foto: Público

Edifício do novo Whitney Museum em Nova York. Foto: Público

Até há pouco tempo instalado no Upper East Side, o Whitney Museum foi reinaugurado no bairro Meatpacking, em Nova York, na boca do High Line. O novo prédio foi projetado pelo arquiteto italiano Renzo Piano (o mesmo que fez o Centro Georges Pompidou, em Paris) e a estrutura é toda geométrica – segundo a reportagem, “concebido para reflectir o carácter industrial do núcleo urbanístico onde se insere”.

O museu tem seis andares dedicados a exposições, restaurante, lojinha e terraço com vista para os símbolos de Nova York. E a reportagem traz um pouco da história do museu e o desafio de se reinventar no espaço novo.

7 motivos para você não visitar a Venezuela – Viagem em Pauta

Vista de Caracas, capital da Venezuela. Foto: Julio César Mesa/Flickr-Creative Commons via Viagem em Pauta

Vista de Caracas, capital da Venezuela. Foto: Julio César Mesa/Flickr-Creative Commons via Viagem em Pauta

O Edu Vessoni, repórter e fotógrafo de viagem, passou maus bocados quando foi para a Venezuela durante seu mochilão pela América Latina em 2009. Já se passaram seis anos desde os ocorridos (não foi uma má experiência, foram algumas) mas o alerta continua válido para quem pretende viajar para lá. Conheço gente que foi e não passou por grandes perrengues também, mas é bom ficar atento e, se for, que vá bem prevenido 😉

Fantastic Cities: um livro de colorir para adultos urbanos – Follow the Colours

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Essa dica é especial para quem entrou na onda de colorir livros e é fã do tema viagem. Imagens de Nova York e San Francisco, tanto aéreas quanto de bairros e construções arquitetônicas, estão nas páginas deste livro esperando pelos lápis de cor. Mas calma que ainda falta um tempinho para lançar: só no dia 7 de julho vai estar à venda pelo site da Chronicle Books.