Canadá :: Outono em Montreal

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Do alto do Mont Tremblant, vilarejo ao norte de Montreal, a variedade de cores era impressionante. Fotos do post: Débora Costa e Silva

De um lugar que nunca esteve na minha lista de destinos dos sonhos, o Canadá passou a ser a grande surpresa do ano. Eu nunca tinha tido vontade de visitar o país e não sei bem explicar o porquê. A imagem que eu tinha era de um lugar perfeito e certinho demais – o que poderia ser um ponto a favor, mas não despertava minha curiosidade.

Mas parece que são sempre nas situações em que temos pouca expectativa que somos fisgados por um lugar. Durante minha temporada em Nova York, resolvi ir para Montreal visitar amigos queridos que moram lá e fui surpreendida. Acabei apaixonada pela cidade e acho que uma das coisas que mais contribuiu para esse encantamento foi ter ido durante o outono.

Não bastasse toda a organização e a calmaria que reina por ali, Montreal é bastante arborizada e repleta de praças e parques. Em outubro, no auge da estação, tive a sorte de ver as árvores coloridas de laranja e vermelho e ainda curtir um friozinho com céu azul – claro que pra eles que têm um inverno com -25°C, ficar nos 4°C não é nada, mas em comparação com o Brasil já é bem mais gelado. Voltei depois para a cidade em novembro a trabalho e já vi outro cenário, com o amarelo predominando a paisagem e o chão ainda mais cheio de folhas secas.

Para mostrar um pouquinho do que foi essa beleza, separei aqui algumas fotos dos lugares mais bonitos para curtir o outono por lá ❤

A paisagem já era deslumbrante na estrada entre Nova York e Montreal:

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Circulando pela cidade, era só olhar pra cima que você via mais cores…

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… ou olhar para baixo, onde também há beleza nas folhas caídas no chão

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No Parc Jean-Drapeau, passando entre uma ponte e outra, o visual é impressionante!

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No Parc Du Mont Royal, onde há uma das vistas mais lindas da cidade, o caminho até o topo é todo arborizado – aliás, o paisagista do parque, Frederick Law Olmsted, é o mesmo do Central Park, em NY.

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A 140 km de Montreal, o vilarejo Mont-Tremblant é uma estação de esqui durante o inverno, mas também fica aberta durante o outono. Há atividades para as crianças, bares e restaurantes abertos e uma trilha para subir a montanha.

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Enquanto subia a montanha, o céu foi abrindo e o sol dando as caras, fazendo valer a caminhada contra o vento. Sem dúvida, um dos lugares mais lindos que já fui ❤

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Álbum de fotos :: Inverno

Pra celebrar a chegada do inverno, essa estação polêmica, tão amada  quanto odiada, selecionei algumas fotos que fiz dos destinos mais gelados que já visitei. Eu sou suspeita, pois adoro o frio, especialmente a neve! ❤  Bem-vindo, inverno! ❄️

Heavenly - Lake Tahoe - Nevada e Califórnia - EUA - 2014

Heavenly – Lake Tahoe – Nevada e Califórnia – EUA – 2014

El Calafate - Argentina - 2014

El Calafate – Argentina – 2014

Bariloche - Argentina - 2015

Bariloche – Argentina – 2015

Ilha Madalena - Terra do Fogo - Chile - 2009

Ilha Madalena – Terra do Fogo – Chile – 2009

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Valle Nevado – Chile – 2012

Bariloche - Argentina - 2015

Bariloche – Argentina – 2015

Terra do Fogo - Chile & Argentina - 2009

Terra do Fogo – Chile & Argentina – 2009

Vail - Colorado - EUA - 2012

Vail – Colorado – EUA – 2012

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Torres del Paine – Chile – 2015

Heavenly - Lake Tahoe - Nevada e Califórnia - EUA - 2014

Heavenly – Lake Tahoe – Nevada e Califórnia – EUA – 2014

E aqui uma bonus track – ou como eu me sinto quando estou na neve: uma fofurinha brincando em um festival de esculturas de gelo ❤

Beaver Creek - Colorado - EUA - 2012

Beaver Creek – Colorado – EUA – 2012

Fotos: Débora Costa e Silva

Paraíba :: Litoral sul

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Vista da Praia de Coqueirinho do alto de um mirante. Fotos do post: Débora Costa e Silva

O roteiro que fiz pelo litoral sul da Paraíba, pela Costa do Conde, foi bem mais dedicado à praias do que o do litoral norte e, confesso, gostei bem mais do que vi por lá! Conheci a nudista Tambaba e fiz um passeio bem divertido em um carro 4×4 por mirantes incríveis. Como já contei nos posts anteriores, fechei os roteiros com a Luck Receptivo e no programa deles esse tour é o “Praias da Costa do Conde – Litoral Sul”. Como é difícil descrever com precisão (e sem clichês) toda a beleza que vi, deixei o post bem recheado de fotos para vocês terem uma ideia 😉

:: LITORAL SUL ::

Praia Bela

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A primeira parada do roteiro é na Casa dos Doces, que vende quitutes caseiros típicos da região, como cocadas, rapaduras, doce de leite, de banana etc. Dali seguimos para a Praia Bela, que tem uma faixa de areia entre o rio Mucatu e o mar, ou seja, dá para curtir um pouco de água salgada e doce numa tacada só.

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Além do visual lindíssimo, os turistas que visitam a praia têm à disposição uma estrutura bacana para passar o dia, com direito ao serviço do restaurante instalado ali, que serve bebidas e comidinhas em seus quiosques. E o mar… é apenas maravilhoso!

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Penélope Charmosa

Muita gente já tinha comentado que esse passeio era imperdível, mas superou as minhas expectativas. Em um carro 4×4 cor de rosa, o guia Rodrigo – cujo nome artístico é Rodrigay – encarna a Penélope Charmosa, personagem do desenho animado “Corrida Maluca” (popular aqui no Brasil nos anos 70 e 80) e, também vestido de rosa dos pés à cabeça, leva turistas para mirantes pela Costa do Conde.

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Com oito pessoas a bordo, o guia-motorista percorreu a toda velocidade estradinhas de terra, contando piadas e histórias da região ao som de músicas de filmes e desenhos, como a da própria Corrida Maluca, Indiana Jones, Missão Impossível, entre outros.

Parece brega – e é um pouco mesmo, mas também por isso vale a pena. É pitoresco e um jeito divertido de conhecer o lugar, graças a criatividade do Rodrigo, que antes já fazia esse tour, mas após alguns anos resolveu incrementar a experiência.

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Vista panorâmica da Praia de Coqueirinho

Os mirantes, que são na verdade o ponto alto do passeio, revelam paisagens paradisíacas, dignas de cartão postal, vistas a partir de pontos privilegiados que os tours mais tradicionais não levam.

"Dedo de Deus" é um dos mirantes mais famosos e o nome foi dado por conta dessa formação rochosa de forma pontuda

“Dedo de Deus” é um dos mirantes mais famosos e o nome foi dado por conta dessa formação rochosa de forma pontuda

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O passeio partiu da Praia Bela, mas caso não faça o roteiro com a Luck, recomendo entrar em contato pela página do Facebook, marcar diretamente com ele e garantir seu lugar, porque é bem concorrido.

Tambaba

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Enquanto saímos para fazer o passeio da Penélope, o resto do grupo da excursão seguiu para Tambaba, famosa pela praia de nudismo, a primeira a ser tornar oficial no Nordeste. Lá não tem jeito de entrar só para observar: tem mesmo que tirar a roupa. O negócio é sério e tem até campeonato de surfe, o Tambaba Open de Surf Naturista.

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Mas quando chegamos lá, já estava no final do tour e tivemos pouco tempo para curtir a praia, então não consegui visitar o lado naturista nem mergulhar, mas ainda assim deu para apreciar o visual das piscinas naturais.

Praia de Coqueirinhos

A última e mais longa parada do passeio foi aqui, onde almoçamos no restaurante Tropicália, descansamos nas espreguiçadeiras e curtimos a praia. Rodeada por rochas vulcânicas, falésias e, como o próprio nome diz, coqueiros, a praia é deliciosa, água morna, areia fofa e bem tranquila.

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Só prepare o fôlego, porque para acessá-la é preciso descer um barranco íngreme e na hora de subir de volta, quem tiver exagerado no almoço, na cerveja ou nas caipirinhas vai sofrer um pouquinho :P.

Pucón :: Neruda e a chuva do Chile

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Há tempos ensaio a leitura do livro “Confesso que vivi”, de memórias do poeta Pablo Neruda. Comecei e parei algumas vezes, mas essa semana resolvi encará-lo de vez, aproveitando que vim para o Chile novamente. E qual não foi minha surpresa ao descobrir logo nas primeiras páginas que estava indo justamente para Temuco, a cidade onde o escritor passou sua infância e adolescência?

Na verdade vim para Pucón, destino turístico cheio de atrações naturais e de práticas de esportes de aventura. Mas para chegar aqui desembarquei no aeroporto de Temuco, a uma hora de carro do hotel Antumalal, onde estou hospedada. A região de lagos e vulcões, além de belíssima, também é bastante chuvosa. Essa semana não será diferente e já comecei o primeiro dia curtindo observar a paisagem molhada e a chuva cair.

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Mas bonito mesmo é o que o Neruda fala sobre como é a chuva nessa região:

“A chuva caía em fios como compridas agulhas de vidro que se partiam nos tetos, ou chegavam em ondas transparentes contra as janelas, e cada casa era uma nave que dificilmente chegava ao porto naquele oceano de inverno.”



“Esta chuva fria do sul da América não tem as rajadas impulsivas da chuva quente que cai como um látego e passa deixando o céu azul. Pelo contrário, a chuva austral tem paciência e continua sem fim caindo do céu cinzento.”

A descrição é fiel: por essas bandas a chuva demora a passar. Já tinha perdido as esperanças quando reparei uns tímidos raios de sol entrando pela janela. E por mais que eu estivesse curtindo esse clima de chuva-frio-preguiça e apreciando a paisagem molhada, não tem como negar que o sol trouxe mais vida pra cá.


Vamos ver o que o tempo (e o livro do Neruda) nos reserva.

Álbum de fotos :: El Calafate

O friozinho que chegou em São Paulo me inspirou a resgatar as fotos que fiz em El Calafate, na Argentina, em fevereiro de 2014. A cidade é famosa por abrigar o Perito Moreno, uma geleira azul impressionante que tem o tamanho aproximado da cidade de Buenos Aires. Mas esta é a cereja do bolo – recomendo inclusive deixar pro final. O destino não se resume só a ela e tem muitas coisas bacanas pra fazer e lindas de ver.

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Fizemos um passeio em um carro 4×4 pelo Cerro Frias no pôr do sol. Não peguei tempo bom, mas ainda assim me impressionei de ver lá do topo da montanha o Lago Argentino. Ele é azul por ser abastecido pela água do degelo da neve e tem 1.500 m².

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Se antes o impacto foi causado pela cor do Lago, no passeio de barco os protagonistas são essas geleiras azuis, de formações bizarras e belíssimas.

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O passeio de barco pelo Lago Argentino é sensacional, você passa o dia navegando por blocos de gelo e montanhas assim. Na rota, tem também outros glaciares importantes, como o Upsala (que não fiz fotos boas por conta do céu branco + branco da neve)

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Um clássico da Patagônia: no meio ou no fim do passeio, a turma serve whisky com gelo glacial, ou seja, que veio das geleiras.

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Caminhada até o Perito Moreno, onde faríamos trekking no gelo. Essa hora o sol deu um oi rápido, mas logo foi embora.

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A turma fazendo trekking no Perito Moreno – usamos um suporte no tênis com garras para fixar os pés no gelo.

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A geleira tem 60 metros de altura – quase o tamanho de um prédio de 20 andares!

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Depois de conhecer o Perito Moreno de pertinho, fizemos outro passeio e andamos por essas passarelas para ver a geleira por outro ângulo.

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Fotos: Débora Costa e Silva