Nova York :: 9/11 Memorial Museum

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Fotos do post: Débora Costa e Silva

Onde você estava no dia 11 de setembro de 2001? Eu estava voltando da escola mais cedo, porque era dia de prova. Cheguei na casa da minha avó e a TV estava ligada mostrando dois prédios explodindo. Fiquei vendo as imagens em looping por uma meia hora até que resolvi dar um pulo na banca de jornal. Comprei a Folha e o Estadão e comecei a ler tudo, em busca de algum fato do dia anterior que pudesse explicar os ataques terroristas. Àquela altura eu já queria ser jornalista, então, além do choque e da tristeza que senti, confesso que também fiquei imaginando como teria sido emocionante participar de uma cobertura dessas.

O que eu não poderia imaginar é que 15 anos depois eu estaria morando aqui em Nova York e visitaria o local da tragédia. A área recebeu o nome de Ground Zero, onde há um novo arranha-céu, o One Wolrd Trade Center, e o National September 11 Memorial & Museum, dedicado às antigas torres gêmeas e às vítimas do ataque terrorista. Ao lado de tudo isso está o imponente Westfield World Trade Center, shopping de arquitetura impressionante e que integra o complexo WTC.

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A torre One World Trade Center (à esquerda) e parte do shopping Westfield WTC, que é todo branco

À princípio, achei que ir até o memorial seria importante, mas não poderia imaginar o quão interessante e tocante seria. O memorial me surpreendeu com sua arquitetura, organização e qualidade, além do vasto material exposto sobre a história dos prédios, os ataques (incluindo o atentado de 1993) e até sobre terrorismo. É uma história recente, que muitos de nós acompanhamos de perto, transformou drasticamente Nova York, os Estados Unidos e o mundo e tem desdobramentos até hoje, infelizmente.

Por sua importância e em respeito às vítimas, a primeira dica que dou para quem for visitar o local é: evite selfies! Por mais que você esteja emocionado e tenha a melhor das intenções, tente demonstrar isso com as atitudes também, pois pode parecer que quer apenas mostrar que esteve lá e não liga pra o que está ao seu redor. E tudo bem querer um registro, mas dá para fazer fotos de maneira mais discreta e menos ofensiva. Imagine alguém visitando o túmulo de algum parente querido e tirando uma selfie sorridente fazendo um hang loose. Você ia achar legal? Então.

Dito isso, vamos aos destaques da visita:

:: MEMORIAL & MUSEUM ::

Área externa

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No entorno do museu, há um jardim e duas piscinas no lugar das torres gêmeas, cada uma com uma área de um acre e consideradas as maiores cachoeiras artificiais dos EUA. Em suas bordas de bronze, estão inscritos os nomes das vítimas dos atentados.

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Achei interessante terem feito isso ao invés de construir algo que preenchesse o local, pois ao observar os dois vãos enormes sendo tomados por quedas d’água dá uma sensação de vazio que inspira reflexões.

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É assustador ver a quantidade de nomes inscritos nas bordas de bronze, dá para ter uma pequena noção do tamanho da tragédia. Mas apesar de toda a tristeza, senti também um quê de esperança ali por ser tudo tão bonito.

Museu

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Construído no subsolo da área afetada pelos ataques, o museu tem uma arquitetura especial pois aproveita algumas estruturas das antigas torres gêmeas. Para enriquecer a visita, recomendo o download do aplicativo gratuito do Memorial e ouvir o áudio-guia narrado pelo ator Robert De Niro. Você pode escolher qual trecho ouvir de acordo com o local que você está do museu, pois não há uma ordem certa de explorar o espaço.

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Eu fiz a visita “de fora para dentro”, ou seja, vi primeiro as estruturas mais grandiosas e remanescentes dos prédios, como a escadaria dos sobreviventes (que serviu de rota de fuga para os sobreviventes), pedaços de aço, a última coluna (repleta de inscrições e colagens em homenagem às vítimas) e uma parede de contenção, além da antena de uma das torres e um caminhão de bombeiros destroçado.

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Mas o que mais chamou a minha atenção foi o gigantesco mural com a frase do poeta romano Virgílio: “No day shall erase you from the memory of time” (Nenhum dia deverá te apagar da memória do tempo). O mais interessante é que utilizaram aço remanescente do WTC para esculpir cada uma das letras. E instalação azul que circunda a citação se chama “Trying to Remember the Color of The Sky on that September Morning” (Tentando recordar a cor do céu naquela manhã de setembro), do artista Spencer Finch.

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Para mergulhar a fundo na história, é necessário entrar na área chamada Historical Exhibition, que divide os acontecimentos em três partes: Eventos do Dia, Antes do 9/11 e Depois do 9/11. Os visitantes vão poder rever capas de jornais e revistas do dia 11 de setembro para ter uma noção de como era o mundo antes do atentado, assistir aos telejornais matutinos noticiando o ataque, ver objetos das vítimas e sobreviventes, ouvir depoimentos, assistir um vídeo que conta um pouco sobre a história da Al-Qaeda, entre tantas outras coisas. Só atenção: essa área não pode ser fotografada.

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Em um dos corredores do museu, há fotos e vídeos mostrando a reação das pessoas no dia do atentado

O valor da entrada para adultos é US$ 24. Por fim, se você têm uma história interessante relacionada aos ataques às torres gêmeas ou apenas lembra o que fazia no dia e horário em que soube do atentado, você pode contribuir com o acervo e gravar um depoimento no museu! 😉

:: PASSEIOS COMPLEMENTARES ::

St Paul’s Chapel

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A capela é a mais antiga de Manhattan e incrivelmente não sofreu nenhum dano com a queda das torres gêmeas, mas serviu de refúgio e descanso para os profissionais que trabalharam no resgate das vítimas e na restauração do local. Na entrada, está o “Sino da Esperança”,  um presente dado pelo prefeito de Londres em 11 de setembro de 2002 em homenagem ao atentado. No momento, a estrutura passa por uma restauração, mas é possível visitar o espaço externo.

Westfield WTC

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O novíssimo shopping foi inaugurado em agosto de 2016 e substitui o antigo The Mall at the World Trade Center, que acabou destruído após os ataques terroristas. O complexo chama a atenção de longe por sua arquitetura arrojada.

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Projetado pelo renomado arquiteto espanhol Santiago Calatrava, o design foi inspirado na imagem de uma pomba sendo libertada nas mãos de uma criança. Todo branco por fora e por dentro, também permite a entrada de luz externa, o que torna o espaço ainda mais iluminado. Abriga mais de 100 lojas, como a Apple, MAC e Lacoste.

One World Observatory

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Quem visitou Nova York pré 11 de Setembro deve saber que um dos passeios mais imperdíveis era subir até o topo do World Trade Center. Bom, agora a cidade conta com um novo arranha céu que toma conta da skyline e assume o posto de mais alto do país. O One World Trade Center, também conhecido como Freedom Tower, ocupa o local onde ficava o antigo WTC 6, tem 541 metros de altura e 104 andares. O observatório fica no 100º, com vista panorâmica de Manhattan, Brooklyn e New Jersey. A visita custa US$ 34 por pessoa.

:: COMO CHEGAR ::

O Ground Zero fica no extremo sul da ilha, na região chamada de Lower Manhattan. A estação de metrô mais próxima é a World Trade Center, da linha E azul.

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Links na bagagem :: Leituras da semana #15

Sem lero lero: vamos aos links da semana?

Projeto Bucket List – Mochileiro das Maravilhas & Vou Contigo

Acompanho o trabalho do Daniel Thompson (aka Mochileiro das Maravilhas) há um tempão, desde que começou a colaborar no UOL, e adoro seus vídeos e relatos de viagem. De lá pra cá, ele visitou as Sete Maravilhas Naturais do Mundo, as cidades-sede da Copa de 2014 e agora tá visitando os lugares dos sonhos dele e de muita gente (opa, dos meus também o/) com o projeto Bucket List, junto com o Átila Ximenez, do blog Vou Contigo.

Ia escolher um episódio, mas vou indicar logo a série toda e a playlist de vídeos no youtube! Tá bem bacana, com imagens lindas e bastante bastidores das aventuras dos dois. Para dar água na boca, se liga no teaser do projeto. Vale acompanhar!  😉

Esse cara vai salvar tua vida com suas meias e roupas luminosas – The Summer Hunter

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Antes de mais nada: que projeto mais bacana esse de criar um site com conteúdo temático sobre o verão! A Dani Majori que me apresentou e tem muita coisa interessante por lá! Uma das pautas é sobre a iniciativa de Michael  Cherman, que colou fitas adesivas que brilham no escuro em suas meias para andar de bike à noite – ele percebeu que com o movimento das pedaladas a luz refletida teria um alcance maior. Daí ele desenvolveu roupas e acessórios com esses detalhes brilhantes, tudo muito estiloso e funcional. O vídeo promocional é todo em preto e branco feito em Nova York ❤

Museu Lasar Segall reabre com exposição 

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Um dos meus lugares favoritos em São Paulo, o Museu Lasar Segall reabriu em agosto após meses de reforma. E em alto estilo, com uma exposição para marcar a nova fase: “Mário de Andrade e seus dois pintores: Lasar Segall e Candido Portinari”, que fica em cartaz até o dia 6 de outubro. Eu curtia ir lá assistir filmes na pequena sala de cinema e depois emendar um café. Fica a dica de passeio 😉

Domingão de sol no Minhocão, o passeio mais fotogênico da cidade – Viaje na Viagem

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Ok, eu sei, é uma falha de caráter nunca ter ido ao Minhocão de domingo – e agora sábado também. O Ricardo Freire explica por A + B + belas fotos porque é tão legal fazer esse passeio em São Paulo e ressalta que o rolê pode estar com os dias contados, afinal, muito se discute sobre uma transformação no elevado. Por enquanto, vale ficar ligado nos programas culturais que rolam to-do fim de semana por lá 🙂

11 Movies that make you want to visit New York City – NYCGo

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Adorei essa lista, com filmes de várias épocas que se passam em Nova York. A maioria são clássicos, como “Harry & Sally”, “Os Caça-Fantasmas”, “Noivo Neurótico, Noiva Nervosa” até o mais atual “Birdman”. No final de cada descrição, tem também uma indicação de lugares mostrados nos filmes para visitar.

Será que não falta um pouco de realidade nos blogs de viagem? – Achados

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A Adriana Setti faz uma reflexão sobre o quanto chapa branca estão ficando os blogs de viagem – ou será que sempre foram? Acho que tem blogs e blogs, tem coisa muito bem feita, tem coisa tosca, enfim, assim como qualquer coisa na internet. Mas acho que vale refletir sobre isso sempre.

Turismo é um mundo cor-de-rosa mesmo, ainda mais porque rola uma tendência em ignorar todos os perrengues para ressaltar tudo de incrível que foi visto em uma viagem. Só que a vida nem sempre é assim tão mágica né? Filas, atrasos, mau atendimento e até acidentes podem acontecer e é bom que quem escreve seja sincero e mostre os dois (ou mais) lados de uma experiência – princípio básico do jornalismo, né! Espero conseguir fazer isso sempre 🙂

Amsterdã :: Museu do Sexo

Não queria começar meus relatos sobre Amsterdã assim, já com o pé na porta, juro mesmo! Mas é que sou a louca da ordem cronológica e vou fazer o quê se essa foi a primeira atração que visitei em Amsterdã? Então vamos à visita!

Primeiro que foi quase sem querer: estávamos eu e minha irmã Luana andando, logo no dia em que chegamos na cidade (em maio de 2014), e nos deparamos com a fachada do museu. Como já estava na lista de lugares que iríamos visitar, aproveitamos a coincidência e entramos.

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Ao ver a fachada, achei que o espaço devia ser super pequeno, não parecia nem ter cara de museu. Mas conforme fui percorrendo as salas, percebi que é bem maior do que parece (ui!). E não é pouca coisa, não: é o museu mais antigo sobre sexo do mundo!

Outra ponto que chamou minha atenção foi a diversidade do museu. De um jeito até meio tosco (o que combina bastante com o tema), ele mistura o lado popular, vulgar e bem humorado do sexo com o lado artístico e histórico. Portanto, o visitante encontra tudo, tudo e t-u-d-o sobre sexo: esculturas de arte e de antiguidade, bonecos e objetos mais escrachados, brinquedos eróticos, vídeos, desenhos etc.

Veja abaixo algumas das obras excêntricas que encontramos por lá:

1 – Esculturas em bronze de posições sexuais

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2 – Bonecos caracterizados como prostitutas e frequentadores de bordéis (alguém ainda usa esse termo ou tá mesmo ultrapassado? rs)

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3 – Doces com formatos pornográficos

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4 – Momento Trem Fantasma: bonecos monstruosos, pelados e nada sexys dão uns sustos nos visitantes

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5 – Roupas íntimas de séculos passados

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6 – Cinto de castidade de ferro – ui!

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7 – Musas sensuais como a Marilyn Monroe (foto) e a Mata Hari (dançarina holandesa) têm suas estátuas no museu

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8 – Com o perdão do linguajar: há pênis por todos os lados, de todos os tamanhos, materiais e formatos. O da foto abaixo é de mármore, bem como esse binóculo com desenhos eróticos

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9 – O que dizer destes dois exemplares gigantescos abaixo? O bom é que ao longo da visita, o pessoal já se acostuma a ver os ditos cujos e nem liga de sentar num deles

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10 – Pinturas, gravuras e fotografias sensuais têm bastante espaço no museu. Há ambientes totalmente dedicados a essas obras e várias salas de transição que aproveitam as paredes para expor mais imagens

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11 – Não é de hoje que os calendários com fotos eróticas fazem sucesso. No museu, há exemplares de várias épocas

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12 – Não é só de pênis que se faz um bom museu do sexo, não é mesmo? As bundinhas também têm seu lugar de destaque – como essa escultura de mármore 

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13 – O bacana do museu é que tem bastante coisa interativa. No caso da maquininha aí da foto abaixo, é só empurrar a alavanca que as camisinhas inflam

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14 – A escultura mais nobre de todas talvez seja essa: um pênis de cristal, com direito a correntinha de ouro e tudo!

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15 – Perto da saída, ainda levamos desaforo para casa. Essa bundinha com dois olhos (oi?) solta pum e encerra a sessão de sustos nonsenses do museu.

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Para terminar a noite temática de sexo, ainda topamos com umas camisinhas cheias de trocadilhos em uma loja de suvenires. Para quem tem no imaginário Amsterdã como uma cidade libertária e sexual, esse passeio não pode ficar de fora!

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Vai lá!
Sex Museum
Damrak 18
Entrada paga
www.sexmuseumamsterdam.nl

Links na bagagem :: leituras da semana #5

Opa, já são 5 posts de uma série do Papetes, o Links na Bagagem! É pouco, mas pra mim que venho pensando e enrolando para fazer o blog há tempos, é demais ver o projeto andar finalmente. Como diria o Chico Pinheiro, é vida que segue! rs

Essa semana ociosa de férias li bastante coisa por aí – e como já venho fazendo na seção, a lista não contém só coisas atuais, tipo postadas nessa última semana. Tem descobertas de links antigos também, mas eu aviso quando for o caso 😉

Contra a gourmetização das viagens – Estadão

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Esse é daqueles textos que você fica querendo aplaudir ao final da leitura de tanto que se identifica! Para mim, tem a importância de um manifesto mesmo, contra todos aqueles que enchem a paciência por você não ser descolado o suficiente enquanto está viajando.

Sua mala é enorme? Errado, não é assim que viaja. Você foi a pontos turísticos populares cheios de gente? Errado, você não sabe de nada e merece queimar no mármore do inferno dos turistas. Mas o que que é isso? Regras e bullying justamente na hora em que é para se sentir mais livre na vida? A jornalista Mônica Nóbrega arrasou no texto!

22 alegrias únicas de viajar sozinho – Buzzfeed

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Gifs + viagem = amor. Os itens que mais me identifiquei foram “Ficar só observando as pessoas nas grandes cidades”, “Preparar listas de música”, e os melhores: “Conhecer-se de novas maneiras, e descobrir do que você é capaz exatamente” e “Experimentar algo que normalmente lhe deixaria aterrorizado em sua vida diária” 😛

Holding hands with a stranger – Huffington Post

É uma crônica que relata a “assustadora” experiência de dar a mão ao passageiro ao lado durante uma turbulência. Adoro crônicas que ressaltam as situações em um voo, mas achei a autora amarga demais pro meu gosto: tem pavor da ideia de conversar com um estranho durante uma viagem. Ok, é compreensível, eu também tenho lá meus dias de querer ser invisível para o mundo e não ter contato com ninguém, mas às vezes rolam conversas incríveis com desconhecidos, que se você se fecha nunca vai experimentar. Muito à contragosto, a autora do texto testou e adivinha? Se surpreendeu.

Museu era um Músico? De onde vem a palavra museu? – Turomaquia

Foto: Turomaquia, no Flickr

Foto: Turomaquia, no Flickr

O blog Turomaquia sempre me chamou a atenção pelo nome. Até que um dia desses fui ler a explicação e me apaixonei por toda a história da Patrícia de Camargo, autora do site. Quantas viagens e reviravoltas! E na onda da origem do nome, encontrei também esse post incrível sobre de onde vem a palavra “museu”. É uma viagem pela história da arte e tem a ver com música ❤

Tire uma foto dos seus pés e dê um par de sapatos a quem precisa – Follow the Colours

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Amei essa campanha! A marca de alpargatas TOMS já faz há oito anos uma ação para que as pessoas fiquem um dia sem sapatos para conscientizar a galera de que um par faz diferença na vida de alguém. Agora a ideia chegou nas redes sociais: é só tirar uma foto dos seus pés descalços (faz a Shakira), publicar no Instagram usando a hashtag #withoutshoes e isso já vai fazer com que um par seja doado para uma criança. Simples né? Vale postar até dia 21 de maio!

24 gambiarras imperdíveis para quem vai viajar – SOS Solteiros

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Mais uma lista dentro da lista! Mas pra você não sentir que está perdendo seu tempo com besteiras da internet, esse link é daqueles bem úteis. Tem truques para não enrolar os cabos, colocar jeans no congelador para tirar o mau cheiro, deixar o celular n e até umas bizarrices, tipo fazer um misto quente com ferro de passar roupa!!!

Links na bagagem :: leituras da semana #4

Essa semana tá cheia de boas leituras! Tem dois livros novos com tema de viagem, museu reinaugurado em Nova York, perrengues na Venezuela e histórias de gente que cozinha para turistas espalhados pelo mundo (aqui no Brasil também tem!). Bora clicar?

Trip Book, um livro que altera a história de acordo com a localização do leitor – Brainstorm 9

Marcelo Rubens Paiva, no vídeo de lançamento do Trip Book

Marcelo Rubens Paiva, no vídeo de lançamento do Trip Book

“A nova tecnologia com o velho prazer de contar uma história”. É a frase que o escritor Marcelo Rubens Paiva usou para definir esse projeto-campanha do programa de milhagens da Gol, o Smiles. Ele escreveu um romance, disponível para e-books, que de acordo com a localização do leitor poderá ter as informações alteradas.

Por exemplo, se você estiver no Rio de Janeiro lendo o livro e viajar para Paris, o enredo vai se transportar para a cidade francesa. A trama continua a mesma, basicamente só mudam as ruas, parques e atrações turísticas. As cidades em que a brincadeira é possível são Lisboa, Buenos Aires, Roma, Rio de Janeiro, Paris e Nova York. Genial, não? Quero ler – conto por aqui depois 😉

Carioca cozinha feijoada para gringos e faz fama em site para viajantes – UOL Comidas e Bebidas

O título fala de um carioca, mas essa foto é de um cozinheiro francês que serve refeições para turistas em Paris. Foto: Divulgação/Eat With via UOL

O título fala de um carioca, mas essa foto é de um cozinheiro francês que serve refeições para turistas em Paris. Foto: Divulgação/Eat With via UOL

A Estefani Reis, do Malaguetas, fez uma reportagem super interessante sobre os aplicativos que promovem encontros gastronômicos pelo mundo, como o Eat With e o Eat Feastly. Na matéria ela explica como funciona esse esquema e conta histórias dos cozinheiros que vêm se dedicando a receber turistas e reunindo pessoas durante as refeições. É tipo um AirBnb de comida! Tô louca para experimentar isso em uma viagem – ou mesmo aqui em São Paulo.

“Isto não é um museu. É uma ideia” – Publico

Edifício do novo Whitney Museum em Nova York. Foto: Público

Edifício do novo Whitney Museum em Nova York. Foto: Público

Até há pouco tempo instalado no Upper East Side, o Whitney Museum foi reinaugurado no bairro Meatpacking, em Nova York, na boca do High Line. O novo prédio foi projetado pelo arquiteto italiano Renzo Piano (o mesmo que fez o Centro Georges Pompidou, em Paris) e a estrutura é toda geométrica – segundo a reportagem, “concebido para reflectir o carácter industrial do núcleo urbanístico onde se insere”.

O museu tem seis andares dedicados a exposições, restaurante, lojinha e terraço com vista para os símbolos de Nova York. E a reportagem traz um pouco da história do museu e o desafio de se reinventar no espaço novo.

7 motivos para você não visitar a Venezuela – Viagem em Pauta

Vista de Caracas, capital da Venezuela. Foto: Julio César Mesa/Flickr-Creative Commons via Viagem em Pauta

Vista de Caracas, capital da Venezuela. Foto: Julio César Mesa/Flickr-Creative Commons via Viagem em Pauta

O Edu Vessoni, repórter e fotógrafo de viagem, passou maus bocados quando foi para a Venezuela durante seu mochilão pela América Latina em 2009. Já se passaram seis anos desde os ocorridos (não foi uma má experiência, foram algumas) mas o alerta continua válido para quem pretende viajar para lá. Conheço gente que foi e não passou por grandes perrengues também, mas é bom ficar atento e, se for, que vá bem prevenido 😉

Fantastic Cities: um livro de colorir para adultos urbanos – Follow the Colours

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Essa dica é especial para quem entrou na onda de colorir livros e é fã do tema viagem. Imagens de Nova York e San Francisco, tanto aéreas quanto de bairros e construções arquitetônicas, estão nas páginas deste livro esperando pelos lápis de cor. Mas calma que ainda falta um tempinho para lançar: só no dia 7 de julho vai estar à venda pelo site da Chronicle Books.

Roteiro musical em NY :: Casa Museu Louis Armstrong

IMG_8661Fui encontrar o repórter do The New York Times Seth Kugel, hoje já mais conhecido como o Amigo Gringo, para dar uma volta no Queens. Antes, porém, ele recomendou que eu fosse a casa museu do músico Louis Armstrong. Desci já do lado errado do metrô e ninguém sabia direito onde ficava exatamente o museu. Some-se a isso chuva, frio e zero wifi e teremos um pequeno perrengue durante a busca.

Mas encontrei a casa, que fica em uma rua tranquila de Corona, em Queens. Estava sozinha no tour da quinta-feira de manhã, às 11h, então foi super proveitoso. Apesar de não ser íntima da história nem das músicas do cara, ali pude reparar este erro e conhecer bastante de sua vida.

Armstrong foi um cara super simples e humilde do início ao fim da vida. Mesmo após ter alcançado a fama e ter ganhado muito dinheiro, ele fez questão de continuar vivendo em uma casa simples em Queens, onde a vizinhança era bem mais pobre. E entrando lá você vê mesmo que não tem nada de mansão: exceto pela decoração, e levando em conta o tamanho dos cômodos, é uma casa comum.

Sua quarta esposa Lucille quis reformar a casa para que ficasse maior e mais confortável algumas vezes, mas ele não deixou. A construção é coberta de tijolos e, reza a lenda, que ele mesmo pagou para que as outras casas da rua também seguissem este estilo para que a dele não se destacasse entre as demais.

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Por outro lado, permitiu alguns luxos à mulher. A cozinha, por exemplo, é to-da da mesma cor. Os armários, o fogão, a geladeira, tudo ali é azul. As paredes de um dos banheiros são cobertas de espelhos. Esses cômodos despertam o interesse de quem curte decoração, são bem peculiares. Outro ponto alto é a sala onde ele ensaiava e gravava tudo o que criava. Lá tem diversos gravadores e equipamentos sonoros, além de anotações em cima da mesa.

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Cada detalhe da história é emocionante e pensar que, além de tudo, esse cara fez e aconteceu na história da música, é impressionante. Ele morou lá por quase 28 anos e em 1977, seis anos após sua morte, a casa virou Patromônio Histórico Nacional. Vale muito a pena a ida ao Queens – que, numa boa, nem é assim tão longe de Manhattan. Quem vive em São Paulo tá acostumado com essas distâncias, com uma diferença: lá tem metrô ligando tudo a tudo.

Vai lá
Louis Armstrong House Museum
www.louisarmstronghouse.org
34-56 107th Street
Corona, NY 11368
Quanto: US$ 10 (adulto)

Como chegar: Pegue o trem 7 até a estação 103 St-Corona Plaza. Saia pelo lado norte da Roosevelt Avenue e desça as escadas à esquerda. Depois, vire à direita na 103rd Street, caminhe 2 quarteirões e vire à direita na 37th Avenue. Caminhe mais 4 quarteirões menores e vire à esquerda na 107th Street. O museu fica do lado esquerdo da avenida.

Segura o selfie: Lá não pode tirar foto dos cômodos da casa, só da área externa, por isso não publiquei mais fotos aqui. A boa notícia é que o Amigo Gringo foi lá e fez algumas imagens internas. Quem quiser dar uma olhada, clica aqui.

Fotos: Débora Costa e Silva