Nova York :: Empire State Building

Um dos símbolos de Nova York, o Empire State Building foi por décadas o mais alto arranha céu do mundo até a chegada das torres gêmeas em 1970. A altura do telhado é de 381 metros, mas com a torre de antena, o edifício chega a 443 m de altura Após o atentado de 11 de setembro, ele voltou a ser o maior edifício da cidade, até a inauguração da torre One Wolrd Trade Center, em 2012. Ele apareceu em filmes clássicos, como “King Kong”, virou título de música (“Empire State of Mind”) e é uma das atrações mais visitadas da cidade.

Empire State Building, ao lado do hotel New Yorker, compondo uma cena clássica de NYC. Foto: Débora Costa e Silva

Empire State Building, ao lado do hotel New Yorker. Foto: Débora Costa e Silva

O primeiro momento em vi o Empire State, nas duas vezes em que vim para Nova York, foi quando caiu a ficha de que estava mesmo aqui. Na primeira, dei de cara com o edifício assim que abri a cortina do quarto do hotel. Não tinha muita noção em qual região eu estava e foi um susto delicioso. Dessa segunda vez, eu vi da calçada chegando na residência onde estou morando. Estava caminhando na direção contrária do prédio e quando virei para trás, lá estava ele, lindo, majestoso, me dando boas vindas 🙂

Há quem diga que seu topo oferece a melhor vista da cidade. Há quem diga, no entanto, que o melhor observatório é o do Rockfeller Center (Top of the Rock), pois de lá é possível fazer fotos que incluem o próprio Empire no horizonte. Eu ainda não testei essa segunda opção, mas não acho que uma visita invalide a outra, pois conhecer um pouco da história e o interior do Empire State vale a pena.

Veja abaixo as fotos que fiz durante a visita. Fiz com o celular mesmo, estava sem minha câmera. Mas não vacilem como eu: levem a câmera! 😉

Vista de Manhattan do alto do Empire State Building. Foto: Débora Costa e Silva

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Fotos do post: Débora Costa e Silva

Sobre a visita

O melhor horário para visitar é durante o pôr do sol, assim você consegue ver Nova York do alto em três momentos diferentes: com o céu azul (se o tempo tiver bom), colorido durante o entardecer, e escuro, com a cidade iluminada. Tente ir uma hora antes, porque as chances de encarar uma longa fila e perder o cair da tarde são grandes.

Há duas opções principais para os visitantes: ir até o 86º andar (valor: US$ 32) ou ir até o 102º (valor: US$ 52). Eu só fui até o 86º porque muita gente me disse que de lá a vista já é impressionante o suficiente e não muda muita coisa do 102º. Você vai de elevador até o 80º, onde há uma exposição com fotos, gráficos e desenhos antigos da época da construção do edifício, em uma sala ampla cercada de janelas com vista para a cidade.

Depois sobe até o 86º, onde há o observatório aberto e a disputa por um lugar na grade para ver Nova York de cima. Eu recomendo que não pare em um lugar só porque conseguiu espaço, mas vá revezando para ver um pouquinho de cada parte da ilha de Manhattan. No final da visita, é claro, tem uma lojinha com diversos itens do Empire, inclusive king kongs de pelúcia ❤

Vai lá!
350 5th Ave, New York
https://www.esbnyc.com/pt

Nova York :: Coney Island

Praia de Coney Island, com a roda gigante clássica ao fundo. Foto: Débora Costa e Silva

Praia de Coney Island, com a roda gigante clássica ao fundo. Foto: Débora Costa e Silva

Ao chegar em Coney Island, a sensação é de ter saído de um túnel do tempo e desembarcado na década de 50, vendo todas as fachadas de lojas vintages, tudo muito colorido em harmonia com o céu azul e a maresia. Não fossem os carros novos e as pessoas tirando fotos com smartphones nas ruas, a fantasia poderia ser ainda mais verossímil, porque até a trilha sonora era retrô, com rocks e baladas dos anos 60 tocando nos auto-falantes de uma das lanchonetes.

Primeira fachada que vemos ao sair do metrô de Coney Island. Foto: Débora Costa e Silva

Primeira fachada que vemos ao sair do metrô de Coney Island. Foto: Débora Costa e Silva

Localizada no Brooklyn, a cerca de uma hora do centro da ilha de Manhattan, a praia é famosa por abrigar parques de diversões desde o século 19 e se tornou um destino bastante popular para os americanos. Foi lá onde fizeram os primeiros testes para desenvolver montanhas russas e ainda hoje pode-se ver as históricas Thunderbol (inaugurada em 1925, chegou a aparecer no filme “Annie Hall”, do Woody Allen, foi demolida e depois reconstruída) e a Cyclone, que data de 1927, é feita de madeira e brilhou no clip “XO” da Beyoncé.

Soarin Eagle, um dos brinquedos radicais de Coney Island. Foto: Débora Costa e Silva

Soarin Eagle, um dos brinquedos radicais de Coney Island. Foto: Débora Costa e Silva

O destino também ficou famoso pelas atrações bizarras do Dreamland Circus Sideshow, considerado o primeiro circo de horrores do país, com anões, índios e outros personagens. Pra ter uma ideia de como era Coney Island durante seu auge, fica a dica de um filme bem fofo, “O Pequeno Fugitivo”, dos anos 50, que mostra o lugar do ponto de vista de um garotinho que passa o dia no parque se deliciando com os brinquedos e doces (trailer abaixo).

Após um incêndio nos anos 60 e a inauguração da Disneylândia, iniciou-se um período de decadência do destino. Nos últimos anos, passou por revitalizações, que se intensificaram após a passagem desoladora do furacão Sandy em 2012, e agora conta com atrações mais modernas mas que mantêm seu charme vintage.

O que fazer por lá

Antes de contar um pouquinho do meu passeio, a primeira dica é: vá durante a semana. Tive uma experiência incrível, bem tranquila e curti bastante o lugar e imagino que aos sábados e domingos seja completamente diferente. Nada de filas abarrotadas de gente para os restaurantes e os brinquedos e até na praia tinha espaço suficiente para estender a canga.

Fachada do principal parque de diversões, o Luna Park, e a oda gigante Wonder Wheel. Foto: Débora Costa e Silva

Fachada do Luna Park, e a roda gigante Wonder Wheel. Foto: Débora Costa e Silva

A primeira parada que fiz foi em um dos patrimônios de Coney Island, o Nathan’s Famous, inaugurado em 1916, há exatos 100 anos. Dizem que foi por lá que batizaram o lanche composto por pão e salsinha de hot dog. Pedi um combo clássico: cachorro quente com queijo, batata frita e refrigerante, no melhor estilo americano, e estava mesmo uma delícia. Para os que curtem incrementar o lanche, há diversas opções – eu confesso que me segurei pra não colocar queijo e bacon também na batata, mas fiquei aguando quando vi um desses na mesa ao lado.

Meu almoço no Nathan's Famous: hot dog com queijo, fritas e refri, mais clássico impossível. Foto: Débora Costa e Silva

Meu almoço no Nathan’s Famous: hot dog com queijo, fritas e refrigerante, mais clássico impossível. Foto: Débora Costa e Silva

Apesar de não ser grande fã de montanhas russas e brinquedos radicais, adorei conhecer o Luna Park! Foi mais uma visita ao passado, dessa vez à minha própria infância, pois me lembrei um pouco do Playcenter, mas principalmente dos parques que tinham no interior de São Paulo, com barraquinhas de tiro ao alvo, carrossel, palhaços e atrações menos sofisticadas em comparação ao que existe nos grandes complexos de hoje. O bacana é que é aberto ao público, você circula à vontade e só paga se for em algum dos brinquedos.

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Brinquedos e barraquinhas diversas pelo parque de diversões. Fotos: Débora Costa e Silva

O calçadão é frequentado por famílias com crianças, idosos, casais, turmas de jovens e artistas de rua. Ficar por ali tomando um sorvete e contemplando a paisagem é uma delícia, mas vale sujar o pé na areia pra explorar a praia também. Passei a tarde lá tomando sol, observando as pessoas e curtindo a calmaria, sendo interrompida eventualmente por bandos de gaivotas que embelezavam ainda mais a tarde.

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As gaivotas embelezam ainda mais a paisagem de Coney Island. Fotos: Débora Costa e Silva

Por fim, fui ao Ford Amphithreatre at Coney Island Boardwalk para ver dois shows: a banda australiana Hiatus Kaiyote e a musa Erikah Badu (vídeo tosco que fiz logo abaixo, só pra ter uma ideia da vibe). O teatro não é totalmente aberto, é coberto por uma espécie de lona e permite a entrada de luz, o que dá um clima ainda mais “verão” ao evento. Pra mim, foi a chave de ouro que encerrou um dia delicioso na praia, ao mesmo tempo em que abriu as portas em alto estilo para o início da temporada em Nova York.

Como chegar – Basta pegar as linhas D e F (laranja) ou N e Q (amarelo) sentido Downtown – Brooklyn, se está saindo de Manhattan. Assim que sair do metrô você já vai encontrar o Nathan’s e ver alguma das rodas gigantes, é tudo muito pertinho.

PS: Há ainda muitas outras atrações, como a queima de fogos às sextas-feiras à noite, o show burlesco, a máquina do Zoltar… Fico devendo uma nova visita e mais um post 😉

Nova York :: Nova temporada

Empire State Building ao lado do letreiro New Yorker. Foto: Débora Costa e Silva

Empire State Building ao lado do letreiro New Yorker. Foto: Débora Costa e Silva

Depois de muito tempo pensando, sonhando, planejando e reunindo coragem (e dinheiro) finalmente decidi vir passar três meses em Nova York! A aventura começou agora, no início de agosto, e já tenho abastecido bastante o Instagram (me segue lá: @dregola). Em breve teremos posts com muitas dicas, relatos e histórias dessa passagem pela minha cidade do coração! ❤

Não sei bem explicar o que me fascinou tanto em Nova York na primeira visita para me fazer querer vir de novo e ficar mais tempo. Acho que a forma como nos encantamos por um lugar é muito parecida com a sensação de se apaixonar por alguém. Se por um lado vemos mil razões para gostarmos de determinada cidade/pessoa, por outro não há nada que explique completamente. É porque bateu e pronto. Pode ser por afinidade ou por serem opostos, questão de sintonia, momento, sei lá: é quase surreal.

Nova York é uma das cidades mais visitadas do mundo e eu não costumo me apaixonar pelo “garoto popular” da turma.  Antes de trabalhar com turismo, eu não via a menor graça nos Estados Unidos a ponto de querer visitar algum destino do país – inclusive fiz questão de ir pra Cuba nas minhas primeiras férias remuneradas, tamanho era meu apreço pelos States :P.

Prédio em construção, linha de trem, carros e vegetação: esse é o visual em uma das pontas do High Line. Foto: Débora Costa e Silva

Prédio em construção, linha de trem, carros e vegetação: esse é o visual em uma das pontas do High Line. Foto: Débora Costa e Silva

Mas paguei a língua e, quando me dei conta, já tinha caído nas graças da tal Big Apple na primeira vez que visitei a cidade a trabalho. Seria injusto dizer que me apaixonei apenas pelo seu lado alternativo só pra posar de cool. Não, eu admito: eu também amei seus clichês, sua breguice, seu trânsito caótico, a sujeira no metrô, a muvuca… É amor sincero, amor verdadeiro.

Infelizmente, esse relacionamento não é lá muito promissor: é a cidade mais cara do mundo e, bem, eu não estou nem entre as mais rycas do meu prédio haha. Até para os americanos NYC é considerado um destino dos sonhos, é extremamente concorrido, o que me fez repensar milhares de vezes se era isso mesmo o que eu queria. E, bom, todas as vezes que cogitei viver uma espécie de período sabático em outros lugar, só para economizar, eu concluía o pensamento com: “ok, mas depois eu irei pra Nova York”. Daí vi que era mesmo uma cisma, uma fissura, uma paixão, e que uma hora ou outra eu teria que ir.

Eu não poderia estar mais satisfeita com essa decisão. Completei nesta terça uma semana por aqui e já vivi tantas coisas que parece ter sido até mais. Passei um dia na fofíssima praia de Coney Island; fui ao show da minha banda favorita (Hiatus Kaiyote) com a musa Erikah Badu; encontrei amigos queridos (uns de longa data, outros recém conhecidos); tietei dois ídolos (o baterista da Hiatus e o David Schwimmer, que faz o Ross em “Friends“); dancei salsa com cubanos em uma praça; saí correndo na chuva com meu irmão e a minha cunhada, num dos dias mais legais da vida, cheio de emoções e comilança; e a lista segue crescendo.

Praia de Coney Island, com a roda gigante clássica ao fundo. Foto: Débora Costa e Silva

Praia de Coney Island, com a roda gigante clássica ao fundo. Foto: Débora Costa e Silva

Há ainda muito a fazer e a aprender. Por ora, a missão é tentar equilibrar as atividades para não ficar maluca. É muita coisa para ver, há infinita possibilidades e é difícil parar para descansar sem ficar com um pinguinho de culpa de que poderia estar fazendo alguma coisa mais legal do que apenas sentar para tomar um café e ouvir música. Mas acredito que são nesses momentos em que é possível absorver e digerir cada uma das experiências.

Li esses dias um artigo sobre como é viver em Nova York, escrito por Matt d’Silva para uma revista local, a W42ST, que traduz exatamente essa sensação:

“Uma das primeiras coisas que eu reparei assim que mudei para Nova York foi o barulho. É constante. Nunca é quieto. Há sempre uma sirene, pessoas conversando em voz alta na rua, ou um táxi buzinando. É um eterno lembrete que a vida está seguindo seu curso ao seu redor!”

Nos vemos nos próximos posts! Se tiverem sugestões de lugares para visitar, passeios, histórias para dividir etc etc, deixe um comentário 🙂

Fotografia :: Manhattanhenge

Foto: @bdspitz

Foto: @bdspitz

O Manhattanhenge, também conhecido como Solstício de Manhattan, é um fenômeno que acontece quando o sol se alinha perfeitamente com as ruas da ilha novaiorquina no sentido leste-oeste. O nome é inspirado no monumento Stonehenge, na Inglaterra, local que abriga rochas enormes, dispostas em círculo provavelmente em homenagem a Apolo, o Deus Sol. Uma galera se reúne por lá para celebrar a chegada dos solstícios de verão e inverno e equinócios de outono e primavera.

As fotos feitas durante o pôr do sol são lindíssimas e pode ter certeza que você já deve ter visto alguma por aí em cartões postais de Nova York. Neste ano, foram quatro dias em que o fenômeno ocorreu: 29 e 30 de maio e 11 e 12 de julho, no caso hoje! As ruas ficaram abarrotadas de gente fotografando e saíram imagens incríveis. Fã de Nova York que sou, ando louca caçando fotos e reuni algumas que mais gostei aqui:

Foto: Xinhua News Agency/REX/Shutterstock

Foto: Xinhua News Agency/REX/Shutterstock

Foto: Drew Angerer/Getty Images

Foto: Drew Angerer/Getty Images

Foto: Chris Desiderio (@desi_photo)

Foto: Chris Desiderio (@desi_photo)

Foto: Christopher (@brooklynveezy)

Foto: Christopher (@brooklynveezy)

Foto: @jnsilva

Foto: @jnsilva

Foto: Max Guliani (@maximusupinnyc)

Foto: Max Guliani (@maximusupinnyc)

Foto: Alba Vigaray/EPA

Foto: Alba Vigaray/EPA

Foto: Inna Shnayder (@inna.shnayder)

Foto: Inna Shnayder (@inna.shnayder)

Foto: Clara Qin (@clara_lang_qin)

Foto: Clara Qin (@clara_lang_qin)

Foto: Zahava Hanuka (@golden2dew)

Foto: Zahava Hanuka (@golden2dew)

Foto: Dio Moreno (@dio.moreno)

Foto: Dio Moreno (@dio.moreno)

Foto: Mike Chiodo (@mikiodo)

Foto: Mike Chiodo (@mikiodo)

Destinos xarás :: Nova York (EUA) x Nova Iorque (MA)

Começa hoje a série de posts Destinos Xarás, para mostrar as semelhanças e diferenças de lugares do mundo que levam o mesmo nome. Investigando suas origens, vamos descobrir também um pouco da história e da cultura de cada destino.

Aproveito para convidar vocês a participar: conhece alguma cidade que tenha o mesmo nome de outra? Lembra de alguma história curiosa sobre esses lugares? Manda pra cá no e-mail papetespelomundo@gmail.com

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Entrada da cidade de Nova Iorque (MA). Foto: Agamenon Pedrosa Ribeiro da Costa

Localização

Nova York (EUA): Cidade norte-americana e capital do estado de mesmo nome, na costa leste dos Estados Unidos.

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Nova Iorque (MA): Cidade do estado do Maranhão, a beira do Rio Parnaíba, bem próxima a divisa com o Piauí. Já mudou de lugar duas vezes, por conta de duas enchentes.

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Origem do nome

Nova York (EUA): Na época em que a região foi descoberta, em 1524, se chamava Nova Angoulême. Em seguida, se tornou uma colônia holandesa de comércio de peles e foi rebatizada de Nova Amsterdã em 1614.  Foi só em 1664, quando as terras foram repassadas para os ingleses, que o local passou a ser chamado de New York pelo Duque de York e Albany.

Nova Iorque (MA): A região abrigava a Fazenda Sussuapara até a chegada do americano Eduardo Burnet em 1871. O comerciante fundou a vila chamando-a primeiro de Vila Nova, mas anos depois mudou o nome para Nova Iorque em homenagem a sua terra natal.

População

Times Square. Foto: Débora Costa e Silva

Times Square em NY. Foto: Débora Costa e Silva

Nova York (EUA): São mais de 8 milhões de nova-iorquinos só na cidade – na região metropolitana são cerca de 19,7 milhões de habitantes.

Vendedor de frutas em Nova Iorque (MA). Foto: Agamenon Pedrosa Ribeiro da Costa

Vendedor de frutas em Nova Iorque (MA). Foto: Agamenon Pedrosa Ribeiro da Costa

Nova Iorque (MA): São 4.595 nova-iorquinos – quase o número da xará americana dividido por 2.000 (!).

Principais atrações

Estátua da Liberdade. Foto: Débora Costa e Silva

Estátua da Liberdade em NY. Foto: Débora Costa e Silva

Nova York (EUA): A lista não tem fim. Tem ícones, como a Estátua da Liberdade, o Empire State Building, a Brooklyn Bridge, regiões inteiras como a Times Square, as galerias do Soho, mercados como o Chelsea Market, lojas famosas como a FAO Schwarz e a Apple, teatros da Broadway, bares e restaurantes da moda, locações de séries e filmes e inovações como o High Line. São cerca de 50 milhões de visitantes por ano!

Praia do Caju. Foto: Agamenon Pedrosa Ribeiro da Costa

Praia do Caju. Foto: Agamenon Pedrosa Ribeiro da Costa

Nova Iorque (MA): Enquanto a xará americana atrai visitantes pelo agito da selva de concreto, a cidade maranhense atrai pela calmaria de sua única atração turística: a Praia do Caju. Do outro lado do Rio Parnaíba, no Piauí, a construção da barragem de Boa Esperança resultou em uma praia de água doce, que atrai locais e moradores de cidades próximas para curtir o fim de semana – já chegou a reunir 12 mil pessoas em um só dia!

Catástrofes

Ataque terrorista às torres gêmeas em 11 de setembro de 2001. Foto: Portal Metropole

Ataque terrorista às torres gêmeas em 11 de setembro de 2001. Foto: Portal Metropole

Nova York (EUA): Entre as catástrofes que a cidade americana viveu, estão o Grande Incêndio de Nova York em 1776, que destruiu um quarto dos edifícios da cidade, e o incêndio na fábrica de Triangule Shirtwaist, em 1911. A pior de todas todo mundo conhece: o ataque terrorista de 11 de Setembro de 2001, quando duas aeronaves destruíram as torres gêmeas do complexo World Trade Center.

Boa Esperança. Foto: Agamenon Pedrosa Ribeiro da Costa

Barragem Boa Esperança. Foto: Agamenon Pedrosa Ribeiro da Costa

Nova Iorque (MA): Enquanto as catástrofes da xará americana foram causadas pelo fogo, as do município maranhense foram pelas águas. Duas enchentes já devastaram a cidade: uma do rio Parnaíba e outra da barragem Boa Esperança, o que fez com que Nova Iorque tivesse que mudar de endereço duas vezes.

Maior construção

Skyline de Nova York (EUA) com o One World ao fundo. Foto: Débora Costa e Silva

Skyline de Nova York (EUA) com o One World Trade Center ao fundo. Foto: Débora Costa e Silva

Nova York (EUA): A torre One World Trade Center, concluída em 2014 na área onde ficavam as torres gêmeas, com 514 metros de altura.

Igreja de Santo Antonio, uma das construções de Nova Iorque (MA). Foto: Agamenon Pedrosa Ribeiro da Costa

Igreja de Santo Antonio, uma das construções de Nova Iorque (MA). Foto: Agamenon Pedrosa Ribeiro da Costa

Nova Iorque (MA): Há controvérsias: uns dizem ser o prédio da padaria, outros a igreja de Santo Antônio. 

Com colaboração de David Santos Jr.

Roteiro musical em NY :: Strawberry Fields

Mosaico em homenagem a John Lennon no Central Park

Mosaico em homenagem a John Lennon no Central Park

Deixei o Central Park para conhecer no meu último dia, mas não tinha noção da grandeza do lugar. Foi aí que decidi acelerar o passo e ir direto ao ponto – no caso, Strawberry Fields, área onde há uma homenagem a John Lennon. O nome é inspirado em uma música dos Beatles, “Strawberry Fields Forever”.

Edifício Dakota

Edifício Dakota

Logo ali, do lado de fora do parque, está o famoso edifício Dakota, onde ele vivia com a Yoko Ono até ser assinado bem ali em frente, em 1980. O assassino era um cara de 25 anos chamado Mark David Chapman, fã do cantor, que disparou cinco tiros em Lennon quando ele voltava de um estúdio de gravação com Yoko. História maluca – se quiser ler mais clique aqui.

Ao entrar no parque pela rua do Dakota, você logo vê barraquinhas que vendem camisetas, bottons e artigos diversos sobre os Beatles (enquanto andava por ali, eu juro que ouvi um cara explicando para o outro quem era John Lennon (!). Oi? Beatles?!).

O local da homenagem tem um mosaico em preto e branco gigante feito de pedras portuguesas no chão. No centro está escrito “Imagine” e, ao redor, há flores deixadas pelos fãs. O que eu não sabia é que tem músicos que ficam por lá quase o dia todo tocando, claro, “Imagine” meio que em loopping – mas eu dei sorte e ouvi outras músicas também. É super bonito, se for fã não pode deixar de ir.

Abaixo, o vídeo que fiz do músico tocando no parque:

David in the sky with diamonds
Meu sogro David Santos, fã de Beatles, foi para Nova York em 1997 e passou por lá também. Mas não foi uma passagem qualquer: enquanto ele estava entrando no Central Park, saindo do Dakota, ele olhou pro céu e aqueles aviões da esquadrilha da fumaça (ou algo do tipo) escreviam algo no céu.

A palavra? DAVID! O nome dele aparecer no céu no dia e na hora em que ele estava lá é MUITA coincidência – e super emocionante. O meu cunhado Marcelo registrou em vídeo e eu tirei essa foto aí embaixo pra provar:

David no céu

Vai lá
Lado oeste do Central Park, na altura da 72th Street
Mais: www.centralparknyc.org/things-to-see-and-do/attractions/strawberry-fields.html

Roteiro musical em NY :: Jazz

Fila para entrar no Village Vanguard, em NY (Foto: Débora Costa e Silva)

Fila para entrar no Village Vanguard, em NY (Foto: Débora Costa e Silva)

Não teria como não ir assistir a um show de jazz em Nova York, o clássico dos clássicos. Os empecilhos: eram muitas as opções, pouco tempo para conseguir pesquisar o melhor custo x benefício x banda mais legal e, confesso, pouco conhecimento do estilo musical.

Acabei indo no Village Vanguard na recomendação da Julia Cauby, do CineRango, e do Daniel Daibem, músico e radialista expert em jazz, que fazia até um programa dedicado ao assunto, o Sala dos Professores na Rádio Eldorado FM. Ele já tinha comentado dessa casa também, então pronto, fui lá e assisti o Joe Lovano and Dave Douglas Quintet.

Foi o único lugar que me “dei mal” em NY por não ter feito reserva, e ainda assim só foi um tempinho de espera de meia hora e tudo bem, nada grave. Foi meio estranho estar sozinha na fila junto com um monte de casais, mas depois vi mais gente avulsa por lá e fiquei numa boa. Sem contar que apreciar música, ainda mais jazz, é uma piração meio solitária. Pelo menos pra mim sempre foi.

O lugar fica no subsolo, acho que cabiam umas 60 pessoas, se muito, então o clima intimista prevalecia. E que diferença das casas/bares que têm por aqui: o público fica mesmo em silêncio. O foco é a música e acabou, sem burburinho, nem luzes das telas de celular. Eu fiquei até sem graça de ir ao banheiro tamanha a discrição da galera, mas aproveitei a deixa da mulher que estava ao meu lado. Ela levantou e eu fui também logo em seguida, até para atrapalhar o pessoal da plateia de uma vez só. Não era pra tanto né? Agora que passou que vejo que eu tava meio tensa.

Eu era obrigada a consumir alguma coisa na casa, se não me engano de até 20 dólares, então pedi uma taça de vinho, depois outra e fiquei no balcão encostada na parede curtindo o som. Foi incrível, voltei no tempo e me deliciei. No vídeo abaixo, veja uma palhinha do grupo que assisti:

Roteiro musical em NY :: Baladas

Show do The Lesson no Arlene's Grocery, em NY

Show do The Lesson no Arlene’s Grocery, em NY

A pesquisa que fiz de lugares para ir em Nova York não foi pequena, mas justamente por ler tanto acabei ficando perdida em meio a tantas docerias, hamburguerias, casas de jazz, lojinhas, galerias etc. Não sabia por onde começar e para sair a noite as opções eram infindáveis, mas tive dificuldade para achar nas recomendações de guias e blogs algo que tivesse a ver com o que eu queria encontrar: uma casa que tocasse bons sons ao vivo de soul e R&B. Então deixei pra descobrir algum lugar por lá mesmo e rolou:

Balada de soul e R&B

Depois do Stomp, conheci um dos músicos do show, o Marivaldo, que é baiano. Fui com ele, sua esposa e dois amigos no Arlene’s Grocery – depois de muito ralar para descobrir o nome da balada, porque cada um tinha entendido uma coisa diferente (eu tinha anotado Alen Grossery, até que tava perto rs).

O lugar fica no Lower East Side e não sei dizer como é a programação nos outros dias, sei que no dia que fomos acertamos em cheio: a banda The Lesson estava fazendo um som incrível.

Eles têm um vocalista com voz aguda, naipe Philip Bailey, do Eart Wind & Fire, um MC que mandava uns raps no meio, percussão, sopro, sons eletrônicos, uma loucura. Era tudo o que eu queria – e muito mais. No intervalo do shows ainda rolou uma galera dançando break no meio da pista, sensacional! Veja no vídeo uma apresentação da banda:

Balada funk + Karaoke 

Outro lugar recomendado pelo Marivaldo era o tal do Groove, em West Village. Me indicaram também o Cafe Wha e o Village Undergroud, mas de sábado esses outros tinham shows de stand up comedy e não era o que eu queria. Eles ficam todos na mesma rua, onde fica também o famoso Blue Note, de jazz, que na programação do mês também tinha Bebel Gilberto e Seu Jorge.

Caí lá até meio sem querer. Foi na volta da minha visita frustrada ao Brooklyn e foi mágico: eu escolhi aleatoriamente uma estação de metrô só para sair, pegar um wifi e descobrir onde eram essas baladas. Eis que assim que saio do metrô, me deparo logo com a primeira delas. Foda.

A banda que tocou nesse Groove era bem boa, só tocava covers incríveis de Amy Winehouse, Marvin Gaye, Stevie Wonder etc, mas confesso que não lembro o nome do grupo.

De lá, resolvi encerrar minha viagem em um karaoke: depois de tanta música, tanta gente mandando bem, fiquei com fissura de cantar e aproveitar o anonimato. Acabei só cantando uma música, fiquei sem graça. O pessoal mandava tão bem que me senti dentro do The Voice, só tinha profissa ali (se liga no vídeo que eu fiz de um dos caras aí embaixo)! Bom, valeu a tentativa rs

Roteiro musical em NY :: Casa Museu Louis Armstrong

IMG_8661Fui encontrar o repórter do The New York Times Seth Kugel, hoje já mais conhecido como o Amigo Gringo, para dar uma volta no Queens. Antes, porém, ele recomendou que eu fosse a casa museu do músico Louis Armstrong. Desci já do lado errado do metrô e ninguém sabia direito onde ficava exatamente o museu. Some-se a isso chuva, frio e zero wifi e teremos um pequeno perrengue durante a busca.

Mas encontrei a casa, que fica em uma rua tranquila de Corona, em Queens. Estava sozinha no tour da quinta-feira de manhã, às 11h, então foi super proveitoso. Apesar de não ser íntima da história nem das músicas do cara, ali pude reparar este erro e conhecer bastante de sua vida.

Armstrong foi um cara super simples e humilde do início ao fim da vida. Mesmo após ter alcançado a fama e ter ganhado muito dinheiro, ele fez questão de continuar vivendo em uma casa simples em Queens, onde a vizinhança era bem mais pobre. E entrando lá você vê mesmo que não tem nada de mansão: exceto pela decoração, e levando em conta o tamanho dos cômodos, é uma casa comum.

Sua quarta esposa Lucille quis reformar a casa para que ficasse maior e mais confortável algumas vezes, mas ele não deixou. A construção é coberta de tijolos e, reza a lenda, que ele mesmo pagou para que as outras casas da rua também seguissem este estilo para que a dele não se destacasse entre as demais.

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Por outro lado, permitiu alguns luxos à mulher. A cozinha, por exemplo, é to-da da mesma cor. Os armários, o fogão, a geladeira, tudo ali é azul. As paredes de um dos banheiros são cobertas de espelhos. Esses cômodos despertam o interesse de quem curte decoração, são bem peculiares. Outro ponto alto é a sala onde ele ensaiava e gravava tudo o que criava. Lá tem diversos gravadores e equipamentos sonoros, além de anotações em cima da mesa.

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Cada detalhe da história é emocionante e pensar que, além de tudo, esse cara fez e aconteceu na história da música, é impressionante. Ele morou lá por quase 28 anos e em 1977, seis anos após sua morte, a casa virou Patromônio Histórico Nacional. Vale muito a pena a ida ao Queens – que, numa boa, nem é assim tão longe de Manhattan. Quem vive em São Paulo tá acostumado com essas distâncias, com uma diferença: lá tem metrô ligando tudo a tudo.

Vai lá
Louis Armstrong House Museum
www.louisarmstronghouse.org
34-56 107th Street
Corona, NY 11368
Quanto: US$ 10 (adulto)

Como chegar: Pegue o trem 7 até a estação 103 St-Corona Plaza. Saia pelo lado norte da Roosevelt Avenue e desça as escadas à esquerda. Depois, vire à direita na 103rd Street, caminhe 2 quarteirões e vire à direita na 37th Avenue. Caminhe mais 4 quarteirões menores e vire à esquerda na 107th Street. O museu fica do lado esquerdo da avenida.

Segura o selfie: Lá não pode tirar foto dos cômodos da casa, só da área externa, por isso não publiquei mais fotos aqui. A boa notícia é que o Amigo Gringo foi lá e fez algumas imagens internas. Quem quiser dar uma olhada, clica aqui.

Fotos: Débora Costa e Silva

Roteiro musical em NY :: Coral no Harlem

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Greater Central Baptist Church, no Harlem, tem missas abertas aos turistas às quartas-feiras e aos domingo

Esse foi um dos pontos altos da viagem. Eu cantei em coral por uns anos e o repertório dos dois grupos que participei eram de spirituals (música gospel cantada em igrejas batistas dos EUA, tipo “Oh Happy Day”), então imagine a expectativa. A experiência de ver e ouvir ao vivo um grupo desses cantando na igreja do bairro foi surreal, de arrepiar e chorar. A galera parece entrar em transe, e você vai junto, é lindo.

Antes de ir para lá, já havia pesquisado alguns tours que fazem pelo Harlem. Não conhecia ninguém que manjava do bairro, nem desse tipo de passeio e quase todo mundo falava: não vai pra lá sozinha. Besteira ou não, não quis arriscar. Mesmo assim, queria ter feito com algum local, mas na correria que foi, o que deu para fazer foi fechar um pacote com uma agência mesmo, o Harlem Gospel Tour, que saía do centro de Manhattan e ia até o Harlem em vários ônibus, divididos por idioma.

E eu, até então, estava achando que eu era uma das poucas que tinha tido essa ideia. Pois em uma quarta-feira chuvosa, só dessa agência saíram 4 ônibus grandes cheios de turistas do mundo todo rumo ao Harlem. Mas também não roal todo dia: tem grupos às quarta-feiras e aos domingos.

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A chuva atrapalhou bastante o roteiro: pegamos trânsito até lá, o que já diminuiu o tempo da visita. Só deu tempo de ver o Apollo Theather, uma das atrações turísticas do bairro. Ali tocaram grandes ícones da música negra norte-americana e, em frente, tem uma calçada da fama com nomes naipe Aretha Franklin, James Brown e Michael Jackson. Outras que ficaram de fora: murais grafitados, casa do Duke Ellington, Sylvan Terrace e outros pontos.

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Duas plaquinhas da calçada da fama do Teatro Apollo que fiz questão de registrar

Ao chegar na igreja, recebemos a orientação de que é proibido tirar fotos e filmar durante o culto, mas que no final eles cantavam “Oh Happy Day” para os turistas e aí tava liberado filmar e fotografar. Ok.

Bom, eu obedeci em termos. Deixei o gravador do celular ligado para pelo menos o áudio eu pegar. Não ofendi nem constrangi ninguém fazendo isso, e ainda bem que fiz, porque no final não teve nenhum happy-day. Alguém comentou que era a primeira vez que aquela igreja abria para o público de turistas. Pelo coral ser formado por ex-dependentes químicos, achei então que eles não estavam muito no esquema mais comercial da coisa e fiquei feliz, pois pareceu ser mais autêntico. Mas não é bem assim: logo no final, já haviam pessoas vendendo um CD com as músicas do coral. Fiquei na dúvida, mas enfim, o que importa? Foi lindo do mesmo jeito.

Fachada da Greater Central Baptist Church

Fachada da Greater Central Baptist Church

Fui com outro colega jornalista que estava na press trip e ao nosso lado sentou uma senhora bem velhinha que estava em transe durante toda a missa. Gritava “Oh Lord”, “Yes”, “Thank You Lord” e outras coisas o tempo inteiro. O pessoal ali era bem simples e tinham uns caras que pareciam saídos de filmes dos anos 80 ou de clipes de rap mais antigos: jaquetas de couro, óculos escuros, correntes douradas no pescoço e carão. É isso aí, todo mundo ali junto para agradecer a benção.

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E que benção! Logo na primeira música, foi um festival de vozes maravilhosas. Um revezava com o outro o solo: cantavam jovens, idosos, homens, mulheres, graves, agudos, roucos, toda variedade de som que é possível. E todos emocionados, dando o melhor de si. É de arrepiar, o ritual é comovente demais. Se tivesse algo do tipo por aqui, garanto que frequentaria mais a igreja, porque a energia que rola durante o culto por causa da música é poderosa.

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Infos e dicas

– A igreja era a Greater Central Baptist Church e o coral é formado pelo pessoal do Addicts Rehabilitation Center

– As roupas têm que ser discretas para ir a igreja, como em qualquer lugar do mundo

– O valor do tour básico era US$ 59 por quatro horas de tour. Fique esperto pra fugir de dias chuvosos se possível, pois no meu caso, o tour ficou bem restrito ao coral acabou saindo caro – mas valeu pela experiência 😉

Fotos: Débora Costa e Silva