Links na bagagem :: Leituras da semana #8

Após duas semanas insanas de trabalho, volto com mais links e leituras relacionadas ao universo de viagens. Foi até bom dar uma pausa para acumular bastante coisa legal!

Prevejo até que esta seção dê mais pausas pela frente. Afinal, links legais encontramos todos os dias, mas só sobre viagem às vezes fica difícil. Pra não forçar a barra, pretendo reunir só quando tiver coisa bacana meeeesmo. Melhor assim, né?

O azedo de Cuba – Volto pro almoço – Viagens pela boca

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Um dos blogs mais incríveis que conheci nos últimos tempos! Quem faz é a jornalista Priscila Dal Poggetto, ex-colega de Diário do Grande ABC. Me surpreendi, pois ela trabalha há um tempão com a editoria de carros, mas quem diria, é uma viajante/cozinheira/cronista de primeira! Ela conta histórias dos lugares e pessoas que conheceu em suas viagens traçando um paralelo com a culinária local.

E tem mais: no final, ainda coloca uma receita do prato ou bebida em questão – preparada por ela mesma. E como já era de se esperar, as histórias que mais me fisgaram foram as de Cuba, que estão fresquinhas no site. Além do azedo citado acima, tem o Salgado, o Picante, o Amargo e o Doce de Cuba.

Seja um turista na sua própria cidade – Indiretas do Bem

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Esse texto é curtinho, mas imprime uma ideia simples, porém muitas vezes complexa de colocar em prática, que é olhar seu próprio habitat com novos olhos – como os de um turista. Lembro que senti isso quando comecei a fotografar com o celular. Vivia em busca de coisas fofas ou inusitadas no dia a dia, e sabe, é só abrir bem os olhos que dá pra achar algo interessante por aí e dar aquela renovada diária no astral.

Muito antes da internet, Guia 4 Rodas foi Bíblia de viajantes brasileiros – UOL Viagem

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Momento autopromoção do post: essa foi uma das matérias mais gostosas de fazer para o UOL. Primeiro pelo momento histórico, que é o fim dessa publicação importantíssima para qualquer um que já tenha viajado pelo Brasil de forma independente. Segundo pois tive a chance de conhecer mais sobre o próprio Guia, ao pesquisar sua trajetória.

E terceiro por ter entrevistado gente bacana e cheias de aventuras para contar, como o Artur Veríssimo e o Maurício Kubrusly. Se você se interessa pelo assunto, sugiro ainda outro link: 50 anos do Guia 4 Rodas, onde tem MUITO mais história!

A aflição do relaxamento – Chicken or Pasta

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Da série “filosofias de viagem”, esse texto é um belo desabafo que casa muito com o que penso sobre “obrigações de turistas”: uma chatice! O post fala dessa coisa que é voltar de uma viagem e ser questionado sobre os lugares que foi ou não e ser até julgado pelas pessoas por não ter aproveitado o suficiente ou não ter conhecido de verdade uma cidade. Até porque, isso é passeio e descanso ou uma maratona de quem vê mais atrações por minuto?

Amor em escalas – Papo de Homem

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Esse texto vem direto do túnel do tempo (ou, no caso, do Timehop). Foi publicado há dois anos, mas reencontrei e achei que valia o compartilhamento. A autora encontra semelhanças entre a forma com que lidamos atualmente com o amor e com nossas viagens: ambos são temporários e pequenos luxos. E lembra também que após uma separação, muitos acabam querendo, quase precisando, mudar de cidade ou cair na estrada.

Gente que viaja :: Fausto & Jacque

Nesse Dia dos Namorados, vou contar uma história de um casal que se conheceu viajando e desde então não se separou mais. Há dois anos eles exploram o mundo a bordo de um navio, animando os passageiros, trabalhando e vivendo juntos.

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Fausto

Sabe aquelas pessoas que têm o poder de atrair a atenção de todo mundo em uma roda de amigos? O Fausto é assim: conta histórias que parecem ora piada, ora filme de ação, imita tudo quanto é gente no melhor estilo Marcelo Adnet e sua alegria contamina qualquer um que está por perto.

Desde pequeno ele tinha essa habilidade com o humor – sei bem porque morávamos no mesmo prédio e convivemos bastante durante a infância e a adolescência. De lá para cá ele fez um pouco de tudo: foi jogador de futebol em times do interior de São Paulo, vendedor das Lojas Mel, integrou equipes de recreação de hotéis e pousadas e até estrelou um monólogo interpretando personagens e contando piadas – numa época que stand up comedy aqui no Brasil nem engatinhava.

Fausto caracterizado de um de seus personagens e, ao fundo, show do Sidney Magal

Fausto caracterizado de um de seus personagens e, ao fundo, show do Sidney Magal

Até que um amigo o indicou para um trabalho que tinha a cara do Fausto: ser animador em um cruzeiro. Sem falar nenhum idioma além do português nem nunca ter saído do país, ele embarcou para a Itália e começou a trabalhar em um navio da Costa Cruzeiros.

Isso foi há sete anos. Nesse meio tempo ele viajou por 37 países, levou seu irmão André (aka Dedé) para trabalhar junto (um animador e tanto também, pude conferir em um cruzeiro com ele :-)), passou por perrengues com a língua (hoje já domina espanhol e italiano) e até escapou de um incêndio no navio. Saiu da Costa, morou um tempo em Barcelona, depois em Cancún, até que voltou a navegar pela MSC.

Há apenas sete dias a bordo na nova empresa, ainda se recuperando de uma depressão (afinal, comediantes também têm fases difíceis), ele conheceu uma menina na piscina que havia acabado de embarcar. “Eu tinha jurado que não ia me envolver com ninguém tão cedo, mas olhei para aquela menina ali sozinha a e fiquei sonhando em namorar uma gata dessas”. Era a Jacque.

Jacqueline

A Jacque é irmã mais nova de uma das minhas melhores amigas da infância, a Juliana. Lembro dela pequenininha, linda, sempre alegre, carinhosa, mas desde cedo tinha personalidade forte. Anos depois, nos reencontramos no metrô voltando do trabalho e me surpreendi: estava ainda mais bonita, super comunicativa, continuava cheia de atitude, enfim, se tornou um mulherão!

Jacque, de vermelho, dançando e animando a galera do navio

Jacque, de vermelho, dançando e animando a galera do navio

Isso foi no final de 2012, quando ela era recém-formada em Publicidade, trabalhava em uma agência na Faria Lima e aos finais de semana fazia animação em festas infantis. Na época, estava providenciando a documentação para morar um tempo nos Estados Unidos para melhorar o inglês e ter uma experiência fora. Só que por conta de um sorteio, todos esses planos foram por água abaixo – literalmente.

Ela ganhou um vale-viagem em um evento da própria agência em que trabalhava. Como não queria gastar muito, pois estava economizando para ir aos EUA, e nenhuma de suas amigas poderia acompanhá-la, a Jacque resolveu fazer um cruzeiro curto de quatro noites. O roteiro era Santos-Ilhabela-Ilha Grande. Com a cara e a coragem, foi sozinha e assim que chegou ao navio, foi para a piscina enquanto esperava sua cabine ficar pronta.

“Na hora que bati o olho no Fausto, pensei: é ele! Não sei explicar, mas tive certeza de que ele era o homem da minha vida”, conta ela. Para provar, guarda até hoje a mensagem que enviou às suas amigas dizendo isso no momento em que o viu pela primeira vez. “Elas riram e acharam que eu estava ‘viajando’, óbvio”.

O romance

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Depois de muita troca de olhares e altas conversas, Jacque e Fausto estavam oficialmente encantados um pelo outro. As coisas que tinham em comum não paravam de aparecer e a vontade de ficar junto só crescia. Na segunda noite, rolou o primeiro beijo – e tudo escondido, já que ninguém da tripulação pode se envolver com passageiros.

Na quarta e última noite, eles ficaram de se encontrar na festa do navio, só que ele não apareceu. Duas horas da manhã e nada do Fausto. Até que a Jacque resolveu perguntar por ele para uma de suas colegas da animação. “Ué, você não soube? Ele machucou a perna e não tá conseguindo andar!”. A garota se mostrou um verdadeiro cupido e na hora armou um esquema para que os dois pudessem se ver e se despedir.

Apesar de terem trocado telefones, Jacque resolveu não criar muita expectativa e encarou aquilo como o fim. Mas nem deu muito tempo de ficar sofrendo por amor, não. Já no dia seguinte, o Fausto ligou para ela e disse: “O que você vai fazer amanhã? Quero que venha almoçar aqui em casa porque vou te apresentar como namorada para os meus pais”!

Pois é, a paixão de verão subiu a serra! O casal vingou e passou os três primeiros meses se encontrando com frequência – ela ia até Santos para aproveitar os desembarques do navio. E no Carnaval, pouco antes do Fausto seguir rumo a Europa, veio a proposta: vem comigo?

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A essa altura, ela já havia desistido de ir para os Estados Unidos, e a ideia de trabalhar com animação não era nada distante do que ela já fazia aqui no Brasil. Viajando pelo mundo então, melhor ainda. Aprontou a documentação toda e assim que ele a indicou na empresa, ela já estava com tudo pronto para partir.

Mas claro que teve mais um perrengue no meio do caminho. Em sua primeira viagem de avião, Jacque foi deportada em Roma e voltou para o Brasil aos prantos. Foi um momento desesperador, não conseguia falar com o Fausto, não teve como reverter a situação e até hoje não entende qual foi o problema. Somente um mês depois é que pode retornar, e dessa vez desembarcou e reencontrou seu namorado.

Desde então, eles dividem a cabine, as viagens, os shows, o trabalho e a vida. Bem humorados, eles formam uma dupla e tanto e já estão há dois anos e meio namorando. A primeira coisa que me veio à cabeça quando soube foi: como é passar tanto tempo junto? Eles dizem que não é fácil, e que assim como todos os casais, tem dias e dias. “Mas a gente forma uma parceria boa, só de olhar já sabemos o que o outro tá pensando, o que precisa, o que falta”, conta a Jacque.

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Nesse último mês, pude vê-los juntos algumas vezes e, além de ter ficado feliz pela coincidência de ter dois amigos de infância, de universos diferentes, namorando, dá um orgulho enorme ver o rumo que a vida dos dois tomou.

Destemidos, eles se jogaram no mundo com tudo! Se arriscaram em uma nova profissão sem saber os idiomas necessários, superaram medos e inseguranças, mas em compensação viveram coisas que jamais haviam sonhado. E de todas as recompensas, terem se encontrado com certeza foi a melhor delas. ❤

Para encerrar, vou deixar uma pequena amostra do trabalho do Fausto e da Jacque na equipe de animação do MSC Preziosa. E para quem tem interesse nessa profissão, recomendo a leitura dessa entrevista feita com a Jacque.

Gente que viaja :: Sergio de Mendoza

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Sergio em seu jardim. Foto: Débora Costa e Silva

“Se van los montañeros, se van se van”. Essa é a musiquinha que um guia chileno me ensinou a cantar para me distrair das curvas incessantes da estrada que leva ao topo do Valle Nevado, perto de Santiago. Recorro a ela, pois vou contar a história de um montañero que também andou por aquelas bandas do Chile. A vida toda.

Mendoza-Santiago, Santiago-Mendoza. Argentina-Chile, Chile-Argentina. Toda semana era esse vai e vem durante a juventude de Sergio Aguillar Gimenez. Hoje com 92 anos, ele continua com duas casas, uma em cada cidade, mas considera a da Argentina sua fiel morada.

Sua vida era viajar, atravessar a cordilheira e conectar essas duas cidades, fosse de carro, caminhão, micro-ônibus ou até veículos que transportavam 40 passageiros. No início, levava gado de um país ao outro. Depois vieram os trabalhadores que precisavam cruzar a fronteira. E assim seguiu pra lá e pra cá.

A vida na estrada lhe permitiu expandir os horizontes. Sempre foi muito criativo: certa vez pensou que ventiladores fariam sucesso em Mendoza, onde o tempo quente e seco castiga no verão. Então foi lá na capital chilena comprar uma leva para revender e fazer um dinheirinho extra.

Sergio separando as uvas para produzir vinhos

Sergio separando as uvas para produzir vinhos

Cada hora inventava uma coisa. Além de motorista e empreendedor nato, também ganhava a vida como marceneiro e tinha hobbys interessantes: produzia vinho e criava flores híbridas, através do cruzamento de espécies.

Quando conseguia férias ou uma folga entre um trabalho e outro, escapava para a estrada. Veio muito ao Brasil, inclusive, onde morou durante parte de sua infância e tinha parentes e amigos no interior de São Paulo. Foi em uma dessas incursões que conheceu sua prima Nicolina, minha avó paterna.

A prima

A primeira vez que se encontraram foi em 1955. “Ele apareceu de surpresa na casa da minha tia, na Vila Nova Conceição, em São Paulo, procurando por familiares”, lembra minha vó. Anos depois, na década de 80, o Sérgio bateu na porta de sua casa, já no bairro da Saúde, a bordo de um furgão acompanhado de sua esposa Nena, dez anos mais nova.

Sergio e Nina no furgão que tinham para viajar nos anos 80

Sergio e Nena no furgão que tinham para viajar nos anos 80

“Não tinha lugar na casa para eles ficarem, então entrei no carro e os guiei até Mogi das Cruzes, para a casa dos meus pais. O furgão parecia uma Kombi adaptada, não tinha nem onde eu sentar, fui entre os dois bancos da frente”, conta aos risos.

Quando o Sergio fez essa visita, eu já tinha nascido, mas ainda era bebê. Acho que ele chegou a me ver, mas eu só o conheci de fato em 2013, quando fui para Mendoza a trabalho e encontrei uma brecha para ir atrás de seu paradeiro. Minha vó não tinha notícias dele há anos e temia até que já tivesse morrido, por isso pediu que eu o procurasse.

A busca

Ela me deu uma foto do Sergio. No verso escreveu dois endereços que tinha em sua agenda e pediu para tentar achá-lo. Consegui uma tarde livre no último dia da viagem e o fotógrafo Tony Miyasaka, que estava no grupo dos jornalistas, topou me acompanhar na busca.

O portãozinho branco onde fui tocar a campainha na esperança de encontrar o Sergio e... achei!

O portãozinho branco onde fui tocar a campainha na esperança de encontrar o Sergio e… achei!

Fomos de táxi até Godoy Cruz, distrito próximo de Mendoza, e paramos na primeira rua que tinha anotado. Só que o número não existia, então resolvi tocar a campainha no mais próximo.

Ninguém atendeu. A rua, aliás, estava deserta e silenciosa. Pensei até: será que tem alguém vivo por aqui? Na segunda casa, apareceu um cachorro latindo alto e bravo (já fiquei tensa) e a pessoa que nos atendeu não conhecia nenhum Sergio. Na terceira tentativa, demorou para aparecer alguém, mas finalmente nos deram uma informação: ele mora ali, na casa de portão branco.

Já animada, toquei a campainha, com a foto dele em mãos. Depois de alguns minutos, um senhor apareceu na janelinha do portão: era o próprio! Fiquei emocionada! Falei que era neta da Nicolina, do Brasil, e ele abriu o portão para a gente.

A visita

Passamos a tarde inteira lá. Tentei várias vezes ligar para a minha vó no Brasil e não consegui, mas fizemos fotos, o Tony gravou alguns vídeos da nossa conversa, a Nena nos serviu um café da tarde e fomos embora quase de noite.

Foto: Tony Miyasaka

Altos papos na sala de estar. Foto: Tony Miyasaka

Durante esse tempo, ele me contou um pouco de cada viagem que fez. A conversa foi meio atrapalhada – um pouco pelo idioma, um pouco por sua surdez. Mas sua memória ainda estava tinindo e ele vibrava a cada lembrança.

Ele contou que além de ter rodado a América Latina toda e ter visitado muitos lugares no Brasil, foi a Espanha três vezes – uma delas ficou por três meses e também saiu em busca de seus parentes. “O Sergio sempre foi muito família e viajava muitas vezes em função disso, de ir atrás de suas origens”, conta minha avó. Mas foi quando ele me mostrou uma foto dele esquiando que me encantei de vez.

Dois anos depois desse encontro, eu já me esqueci de muitos detalhes da visita, então liguei pro Tony, que me recordou sobre a história do esqui. Pelo o que ele lembra, havia época em que não havia escola de esqui na região de Mendoza, nem equipamentos, e um dos sonhos do Sergio era esquiar. Ele fez que fez que convenceu uns caras do Exército a emprestarem seus esquis para poder brincar um pouco – e guardou essa foto aqui.

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Sergio esquiando. Foto: Arquivo pessoal

A queda

Uma hora paramos a conversa para conhecer seu jardim. Suas flores híbridas florescem por ali, logo ao lado de sua oficina de produção de vinho. Ele inclusive me deu uma garrafa para que eu levasse para a minha vó.

Voltando para a casa, resolvemos fazer uma foto com eles. Só que a Nena não queria aparecer de jeito nenhum. Depois de muito insistir, ela topou e posamos. E aí aconteceu uma das situações mais tragicômicas que já vivi. Comecei a sentir uma resistência, parecia que ela estava tentando se desvencilhar do meu abraço. Me puxava e eu puxava de volta, e depois de umas três vezes fazendo isso, eu percebi que não era ela, mas sim o Sergio que estava desequilibrado e caindo!

A foto pré-queda. Por Tony Miyasaka

A foto pré-queda. Por Tony Miyasaka

Tentei segurá-lo ao máximo, mas ele é muito pesado e a queda foi inevitável. Como foi caindo em câmera lenta, o impacto não foi tão grande, mas pela sua idade esse pequeno tombo já poderia ter causado um estrago. Acostumada com quedas ridículas de amigos da minha idade, confesso: a vontade na hora era rir, pois foi uma trapalhada e, quem diria, justo no momento da foto.

Mas logo percebi a gravidade da situação e fiquei super preocupada. Diz ele que não se machucou, mas vai saber, às vezes mesmo sem sentir a pessoa pode ter fraturado alguma parte do corpo e só descobrir depois. Bom, ele sobreviveu – e estava ótimo quando minha vó finalmente o reencontrou.

O reencontro

Minha vó e seu primo Sergio, em sua casa em Godoy Cruz, em Mendoza

Minha vó e seu primo Sergio, em sua casa em Godoy Cruz, em Mendoza

Quando voltei de viagem, mostrei a minha vó todas as fotos e vídeos. Ela se emocionou muito e me agradeceu. No fim, eu é que tenho que agradecer por ter me dado a chance de viver essa história e ter conhecido uma pessoa tão interessante.

O mais legal de tudo é que, um ano depois, minha vó embarcou para a Argentina e saiu do país pela primeira vez. Sim, ela foi para Mendoza reencontrar o Sergio e a Nena junto com seu outro primo Roni e sua esposa Jandira. Disse que foi emocionante e ficou feliz de ver que ele está melhor de saúde e continua falante e lúcido.

A história do Sergio é inspiradora. Em tempos em que o dinheiro era suado e viajar era tão mais difícil do que hoje em dia, ele fazia de tudo para cair na estrada e seguir em busca de suas origens, de sua família e visitar os amigos. E graças ao pedido da minha vó, pude viver um pouco disso também. Com uma foto na mão, saí em busca de um primo distante e encontrei ainda mais inspiração para continuar viajando.

Links na bagagem :: leituras da semana #7

Em uma segunda-feira normal já rola aquela dificuldade de sair da cama para ir trabalhar/estudar/viver. Imagine pós-férias então? Pois é, esse é o meu caso hoje. Para dar aquela injeção de ânimo, vou me apegar aos links da semana para dar uma relaxada e começar a pensar nas próximas viagens 🙂

Unseen Cuba: First aerial photographs reveal island’s spetacular beauty – IB Times

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Circulou por aí esse link com fotos aéreas de Cuba que, como o próprio título diz, revelam a beleza desconhecida do país. Mais que isso: é a primeira vez que um artista recebe autorização do governo cubano a fazer esse tipo de registro. Após dois anos de burocracia, o fotógrafo lituano Marius Jovaiša conseguiu a permissão e levou mais cinco anos para realizar o projeto. Mais que um lugar interessante para visitar, é lindo demais.

Viajar ou sonhar com a casa própria? – A Vida em Posts

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Meu amigo Fellipe Fernandes quando se mete a escrever sobre viagens, segura! Quando fez textos e fotos da Espanha para o UOL já arrasou, e agora fez um texto super delícia de ler para o site da Priscila Nicolielo, também minha amiga e escritora <3.

Só para dar uma adiantada, aqui vai um trecho que eu adorei: “Sempre repeti para meus amigos que eu prefiro as estrelas do hotel às estrelas do céu e continua sendo verdade. Mas já começo a me deixar levar mais pelo vento do que pelas falsas raízes que vamos afundando nas muitas desculpas que nos damos para não sair de nossa zona de conforto“.

Guia sentimental e prático de Berlim – Glück Project

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O casal de jornalistas Karin Hueck e Fred Di Giacomo morou um ano em Berlim e criou esse belo projeto, o Glück Project, para descobrir, explicar, estudar o que é a felicidade. Parece meio genérico, ou até complexo demais por outro lado, mas daí surgiram textos ótimos, cheios de entrevistas, reflexões, tudo muito interessante. De volta ao Brasil, eles compartilharam um guia super completo da cidade em que viveram, com dicas práticas e outras mais relacionadas às experiências pessoais – são as melhores. Para favoritar!

Buenos Aires na baixa temporada – Pelo Mundo, da Mari Campos

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At last, but not the least, a jornalista de viagens Mari Campos fez um bate-volta em Buenos Aires esses dias e, como de praxe, já liberou as dicas no seu blog. Achei interessante porque faz tempo que não falo com ninguém que tenha ido para lá recentemente, sinto saudades e tenho curiosidade para saber como andam as coisas (preços, turismo, agito cultural etc). A Mari Mari conta tudo isso e ainda compartilha umas novidades que descobriu por lá 😉

Como era viajar nos anos 90 – Chicken or Pasta

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Eu adoro uma sessão nostalgia e esse post me fez viajar no tempo! A Lalai Persson destrinchou sua viagem para a Europa feita em 1997 e contou como foi comprar passagens, reservar hospedagem em albergues, usar travellers cheques, mandar postais e tudo o que se tinha direito em um mochilão na era pré-internet. Alguém aí já viajava na época e lembra de mais diferenças? Conta mais! 😉

Projeto leva caminhantes aos cenários do livro Grande Sertão: Veredas

Foto: Mariana Cabral

Foto: Mariana Cabral

Sabe aquelas viagens de imersão, que você conhece a fundo a cultura de uma região e volta transformado? A caminhada d’O Caminho do Sertão é uma dessas. Inspirado pelo universo do clássico de Guimarães Rosa, o “Grande Sertão: Veredas”, o projeto leva pessoas a caminhar pelo sertão de Minas Gerais, percorrendo parte do caminho realizado por Riobaldo, personagem central do livro.

A segunda edição do projeto acontece agora em julho, com duração de sete dias. Os caminhantes vão percorrer 160 km no total, passando pelos vales do rio Urucuia e Carinhanha, Vão dos Buracos (corredor ecológico entre o Parque Nacional Grande Sertão Veredas e o Parque Estadual da Serra das Araras), Estação Ecológica Sagarana e outros pontos, fazendo paradas nas comunidades de cada local.

Foto: Mariana Cabral

Foto: Mariana Cabral

A organização vai disponibilizar veículos para transportar os pertences dos participantes e prestar assistência em situações de emergência caso alguém passe mal ou algo do tipo. Cabe a cada caminhante custear passagens de ida e volta até o distrito de Sagarana, de onde parte a jornada, dividir as despesas de alimentação (metade é oferecida pela organização do evento) e levar sua barraca para acampar.

Para participar, é necessário fazer uma inscrição até o dia 28 de maio. A organização vai selecionar 50 candidatos levando em conta as motivações de cada um e irá divulgar o resultado no dia 3 de junho. É importante lembrar que para embarcar nessa aventura é bom estar com a saúde em dia, pois o calor do sertão e as caminhadas diárias exigem um bom preparo físico.

Foto: Marina Reis

Foto: Marina Reis

Para inspirar os interessados, escolhi dois textos de dois participantes da primeira edição. Primeiro vai um trecho do depoimento da Juliana Pirró. Quem quiser ler na íntegra, clique aqui:

“Por que uma pessoa escolheria caminhar 150km em uma semana no sertão mineiro? Certamente não sei explicar. Mas para mim, foi praticamente um chamado. Uma salada mista de curiosidade de um povo que só tinha lido falar sobre (e aqui ressalto a importância e a beleza com que Guimarães Rosa foi me cativando pelos ditos em Grande Sertão: Veredas), a abertura a outros saberes e dizeres de quem vive na pele o sertão de todo dia, a beleza do cerrado mineiro, a cultura e o folclore, ou a instiga de saber quem seriam os outros 70 caminhantes que topariam o mesmo desafio. Ou será que aliada a tudo isso foi a vontade de me isolar por 7 dias do meu cotidiano e apenas SER?”

Pra fechar, um poema do Jony Pupo, meu amigo que me apresentou o projeto e escreveu várias coisas bonitas sobre a caminhada. Clique aqui para ler na íntegra o post:

Anotações para Todos Nós

Abrir os olhos
Abrir o coração em
caminhada

Que a poeira dos passos
de todos me lave
me leve
para um lugar além
melhor de mim

E, com tantos abraços,
afagos, cantos
e sorrisos

Que o brilho dos olhos
do mundo
possa ser como o dessa gente

Calos, bolhas
e paz, contudo.

***

Vai lá!

Data: de 4 a 12 de julho de 2015

Inscrições: até dia 28 de maio

Informações: caminhodosertao@gmail.com

www.ocaminhodosertao.wordpress.com (site)

www.facebook.com/caminhodosertao (facebook oficial)

Rio de Janeiro :: Cristo Redentor

Meu primeiro dia de férias na cidade maravilhosa foi bem clássico, fazendo um passeio tradicional e super turístico que nunca tinha rolado: ir até o Cristo Redentor! Dei um belo checked na minha lista ✔️

Vamos às fotos!  Comecei indo a pé de Laranjeiras até a rua Cosme Velho, 513, de onde sai o trenzinho que vai até o Cristo.

Inaugurado em 1884 (!), o trem que sobe até o topo do Corcovado já transportou papas, políticos, artistas e até o imperador Dom Pedro II. O trajeto do trem leva 20 minutos passando pela mata do Parque Nacional da Tijuca:

Durante a subida, já rolam umas vistas bem bonitas da cidade:

Chegando lá, de degrau em degrau você vai se aproximando do monumento…

…e voilà! Aqui estamos! \o/

Alguns números sobre o Cristo: foi inaugurado em 1931, tem 38 metros de altura e fica encrustado no morro do Corcovado, a 710 metros do chão!

Após várias sessões de contorcionismo com a câmera para enquadrar o Cristo na selfie….

E essa vista é aquela imagem clássica do Rio que eu sempre quis ver. E de todos os mirantes que já fui nessa cidade (a maioria dando azar com tempo nublado), esse foi o mais incrível! E o céu azul, com nuvens dando o ar da graça também.

Pra cada lado que se olha, tem algo bonito pra contemplar. Aqui está a Lagoa Rodrigo de Freitas:

Caso o tempo não esteja bom ou  número de turistas seja alto, não se preocupe: alguém já pensou nisso por você e vai dar um jeitinho de salvar seu passeio 😉 😛

Brincadeiras à parte, fiquei feliz de depois de tantos anos finalmente chegar lá aos pés do Cristo. E ainda com tempo bom – além de não chover e ter céu azul boa parte do tempo, não estava um calor insuportável. Por ser maio, ou seja, baixa temporada, também paguei menos e tive um tempo tranquila no mirante, sem empurra-empurra para tirar foto.

Dá para subir até o Cristo de van, mas nem cogitei. Todo mundo elogia o passeio do trenzinho e eu queria experimentar. Dizem que de van é mais demorado, porém mais barato. O que sei é que nas imediações da estação do trenzinho, já tem uns caras dizendo que não tem horário pro trem, “só daqui duas horas” ou coisa do tipo para tentar conquistar clientes. Não dê ouvidos: vá para a bilheteria confirmar – na maioria das vezes tem ingresso, sim!

Vai lá
Saída na Rua Cosme Velho, 513
É possível comprar o passeio de trenzinho pela internet, em pontos de venda ou na própria estação
Mais informações: www.corcovado.com.br

Obs: Valeu Gabriel e Mônica pela companhia 🙂

Links na bagagem :: leituras da semana #6

Semana de férias cheia de passeios, quase sem tempo para leituras. Mas deu para acumular alguns links por aqui, vamos lá?

House sitting – viaje o mundo sem pagar por acomodação – Papo de Homem

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Para quem ama bichinhos e não se importaria em nada de cuidar do animal de estimação dos outros e de suas casas, pode começar a fazer as malas. Neste texto, conheci o house setting, um jeito de você não pagar por hospedagem quebrando um galho para uma família que vai viajar e também quer economizar ao não deixar os pets em um hotel ou coisa do tipo. Tem gente que viaja sem parar só nesse esquema de cuidar da casa e dos bichos dos outros. Demais né?

Como vai ser o Eataly São Paulo, que abre 19 de maio – Viaje na Viagem

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Uma das mais novas e interessantes atrações que São Paulo vai ganhar este ano inaugura essa semana! O complexo gastronômico sucesso em outras cidades do mundo terá sua “filial” na capital paulista e promete muito. Além de restaurantes, empórios e lojas diversas, o espaço terá também cursos e eventos sobre gastronomia.

Israelense se apaixona por brasileiro em Goiás e vai morar com ele do lado da cachoeira – Vidaria

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O projeto Vidaria, da minha amiga Gabriela Gasparin, começou como blog e depois virou livro. Partindo da pergunta “qual o sentido da vida?”, ela saiu por aí perguntando para tudo quanto é pessoa a resposta desse questionamento e encontrou histórias emocionantes nessa empreitada. Uma delas é essa, de gente que viaja, se apaixona, se muda e se joga na natureza. Bem bonito ❤

Blogueira compartilha ilustrações divertidas que comparam Nova York e San Francisco – Nômades Digitais

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Assim como já fizeram entre Nova York e Paris, e depois São Paulo e Buenos Aires, agora é a vez de mostrar em ilustrações as diferenças entre San Francisco e Nova York. Acho que é mais um olhar de quem morou nas duas cidades, com coisas às vezes meio imperceptíveis por turistas, mas vale o clique.

Luana na Europa :: A viagem de 15 anos da minha irmã 

Depois de ter feito uma retrospectiva das viagens que fiz com a minha mãe aqui no blog, me animei para homenagear a outra aniversariante do mês e, de quebra, minha segunda maior companheira de viagens: a Luana Kaiser, minha irmã por parte de pai. E isso só foi possível porque ela me escolheu como a acompanhante oficial de sua viagem de 15 anos pela Europa! \o/

Quem é a Luana?
Vou deixar que ela mesmo se apresente:

Luana além de tudo é a menina com a auto estima mais elevada que eu conheço, sem nem chegar perto de ser arrogante (#comofas?). Faz palhaçada de moleque, mas tem fôlego para engatar papos cabeça que vocês nem imaginam. E fez os melhores vídeos de dubsmash porque também tem um talento nato para teatro.

A viagem
Experimentamos muffin de cannabis sativa juntas em Amsterdã, quase caímos numa cilada de um taxista do mal que nos fez perder o trem em Liverpool, choramos que nem criança no estúdio do Harry Potter e no museu dos Beatles, fomos barradas no metrô de Paris e… Não vou contar tudo de uma vez, porque vou fazer uma série de posts sobre a nossa odisséia na Europa!

Quando ela me chamou pra ir junto, a ideia era ir para Paris e Amsterdã e eu fiquei de queixo caído com a escolha. Sei lá, não são lugares lá muito comuns para adolescentes baterem o pé que querem conhecer, né? Bom, pelo menos eu, nos meus 15 anos, não tava nem aí para Disney, muito menos para Paris. Talvez seja só uma questão de geração mesmo né?

Quando fui para a Europa a primeira vez, curiosamente, pensei muito na Luana enquanto estava em Londres. A loja da M&M’s coloridona, a London Eye e as feirinhas de Notting Hill e Camden Town foram alguns dos lugares que eu pensava: um dia ela tem que ver isso! Daí que enfiei Londres no roteiro, ela topou e fechamos essas três cidades.

Viajamos em maio de 2014 por duas semanas, sendo que ficamos quatro noites em Amsterdã, seis em Londres e seis em Paris. Os detalhes eu conto aos poucos aqui no blog, mas foi um marco. Além de ser nossa primeira viagem só nós duas, a primeira vez dela na Europa, minha primeira vez como “adulta-responsável-por-um-menor”, foi também o maior tempo que já convivemos juntas – afinal, ela mora no Rio e eu em São Paulo.

  
Daí que pudemos nos conhecer de verdade. Sempre nos demos bem, mas descobri que a menininha-que-gosta-de-rosa já era coisa do passado. A Luana é safa em todos os sentidos: comunicativa, simpática e bem humorada, se virou super bem nas terras gringas. Ela falava com garçons, estudava o mapa dos metrôs comigo e topava tudo quanto era passeio.

E pra piorar minha reputação de irmã mais velha, meu lado do quarto era uma zona de sacolas e roupas empilhadas aleatoriamente, enquanto o dela era um primor: todo dia ela dobrava as roupinhas e organizava tudo na mala.


Além da amizade que se fortaleceu, para mim foi como voltar no tempo. Viajei mais leve, vi os lugares com o olhar de adolescente – que aliás, é o melhor jeito de ver as coisas né? Como se fosse a primeira vez,  com gostinho de descoberta. Viajar é sempre isso de descobrir, mas ter ao seu lado uma companhia com esse espírito livre muda a experiência!

Acompanhem os posts da nossa viagem! E lembrem-se: Luana jamais decepciona.

Que venham muitas outras aventuras pela frente! Obrigada Lu! ❤

Obs: Obrigada também ao meu pai que nos proporcionou essa empreitada 🙂

Sobre ser livre para viajar – ou viajar para ser livre

aviao

Tem uma coisa em comum em todas as viagens que fazemos, seja sozinho ou acompanhado, para a Chapada Diamatina ou para Londres, de carro ou de avião, ficando em hostel ou em hotel: a sensação de liberdade.

Parece clichê, mas pense bem: o que te leva a viajar? Não interessa se você foi para Miami fazer compras, para o Machu Picchu contemplar a natureza, para Roma ver arte e arquitetura ou para a Nova Zelândia pular de bungee jump. No final das contas, todas essas viagens podem proporcionar a liberdade para diferentes tipos de pessoas.

E é aí que está a graça da história toda. Por isso que acredito que não se deve julgar a forma de cada um viajar. Saímos por aí em busca de novidades, de um novo mundo e de se transformar com determinada experiência. Conhecer nossos limites – e extrapolá-los. Se arriscar – mesmo que com mala de rodinhas 😛

retrovisor

Se for para um hotel cinco estrelas, com direito a jacuzzi e champanhe, estarei me permitindo ir além do meu estilo de vida comum, bem como se for acampar no meio do mato, com direito a chuva e insetos. Nas duas formas eu saio da zona de conforto – uma com falta, outra com excesso, mas em ambas cruzarei limites.

Claro que em algumas viagens nos sentimos mais livres que outras – tudo depende do quão novo e intenso é aquilo que se vive. Todo dia mudamos um pouquinho, mas ao viajar parece que esse processo se acelera, pois além de viver coisas novas, com a distância também conseguimos ver nossa vida um pouco de fora. Em maior ou menor grau, sempre voltamos diferente de uma viagem.

Portanto, sem julgamentos e nada de criar barreiras para ninguém, muito menos a si mesmo, quando for viajar. Se jogar faz parte do modus operandi – da forma que for, para onde for. É essa a delícia de cair na estrada ❤

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Fotos: Débora Costa e Silva, via Instagram

Links na bagagem :: leituras da semana #5

Opa, já são 5 posts de uma série do Papetes, o Links na Bagagem! É pouco, mas pra mim que venho pensando e enrolando para fazer o blog há tempos, é demais ver o projeto andar finalmente. Como diria o Chico Pinheiro, é vida que segue! rs

Essa semana ociosa de férias li bastante coisa por aí – e como já venho fazendo na seção, a lista não contém só coisas atuais, tipo postadas nessa última semana. Tem descobertas de links antigos também, mas eu aviso quando for o caso 😉

Contra a gourmetização das viagens – Estadão

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Esse é daqueles textos que você fica querendo aplaudir ao final da leitura de tanto que se identifica! Para mim, tem a importância de um manifesto mesmo, contra todos aqueles que enchem a paciência por você não ser descolado o suficiente enquanto está viajando.

Sua mala é enorme? Errado, não é assim que viaja. Você foi a pontos turísticos populares cheios de gente? Errado, você não sabe de nada e merece queimar no mármore do inferno dos turistas. Mas o que que é isso? Regras e bullying justamente na hora em que é para se sentir mais livre na vida? A jornalista Mônica Nóbrega arrasou no texto!

22 alegrias únicas de viajar sozinho – Buzzfeed

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Gifs + viagem = amor. Os itens que mais me identifiquei foram “Ficar só observando as pessoas nas grandes cidades”, “Preparar listas de música”, e os melhores: “Conhecer-se de novas maneiras, e descobrir do que você é capaz exatamente” e “Experimentar algo que normalmente lhe deixaria aterrorizado em sua vida diária” 😛

Holding hands with a stranger – Huffington Post

É uma crônica que relata a “assustadora” experiência de dar a mão ao passageiro ao lado durante uma turbulência. Adoro crônicas que ressaltam as situações em um voo, mas achei a autora amarga demais pro meu gosto: tem pavor da ideia de conversar com um estranho durante uma viagem. Ok, é compreensível, eu também tenho lá meus dias de querer ser invisível para o mundo e não ter contato com ninguém, mas às vezes rolam conversas incríveis com desconhecidos, que se você se fecha nunca vai experimentar. Muito à contragosto, a autora do texto testou e adivinha? Se surpreendeu.

Museu era um Músico? De onde vem a palavra museu? – Turomaquia

Foto: Turomaquia, no Flickr

Foto: Turomaquia, no Flickr

O blog Turomaquia sempre me chamou a atenção pelo nome. Até que um dia desses fui ler a explicação e me apaixonei por toda a história da Patrícia de Camargo, autora do site. Quantas viagens e reviravoltas! E na onda da origem do nome, encontrei também esse post incrível sobre de onde vem a palavra “museu”. É uma viagem pela história da arte e tem a ver com música ❤

Tire uma foto dos seus pés e dê um par de sapatos a quem precisa – Follow the Colours

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Amei essa campanha! A marca de alpargatas TOMS já faz há oito anos uma ação para que as pessoas fiquem um dia sem sapatos para conscientizar a galera de que um par faz diferença na vida de alguém. Agora a ideia chegou nas redes sociais: é só tirar uma foto dos seus pés descalços (faz a Shakira), publicar no Instagram usando a hashtag #withoutshoes e isso já vai fazer com que um par seja doado para uma criança. Simples né? Vale postar até dia 21 de maio!

24 gambiarras imperdíveis para quem vai viajar – SOS Solteiros

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Mais uma lista dentro da lista! Mas pra você não sentir que está perdendo seu tempo com besteiras da internet, esse link é daqueles bem úteis. Tem truques para não enrolar os cabos, colocar jeans no congelador para tirar o mau cheiro, deixar o celular n e até umas bizarrices, tipo fazer um misto quente com ferro de passar roupa!!!