Roteiro musical em NY :: On Broadway

Já que não me aguentei e fiz um textão sobre o Aladdin, reuni nesse segundo post da série os outros musicais que assisti por lá em outubro de 2014:

On The Town
Remontagem de um musical clássico dos anos 40, cuja história, ambientada em Nova York, é sobre três marinheiros que chegam na Big Apple em busca de aventuras. Eu gostei, mas não me apaixonei, talvez por ser bem tradicional (tinham números meio de balé clássico) e longo: três horas e meia de apresentação! Mas é bem feito, lindo, super produção bonita.

O que me deixou de queixo caído mesmo foi um número só, que está aí embaixo neste vídeo. A atriz/cantora Alysha Umphress interpreta a Hildy, uma moça meio desesperada pra arranjar um namorado e seduz de forma bem cômica um dos marinheiros. E dá um show cantando “I can cook too”: 

Motown
Conta a história da gravadora de soul dos anos 60 que lançou Stevie Wonder, Jackson’s Five, The Supremes, Marvin Gaye e muitos outros feras. O musical mostra os bastidores, as brigas e os momentos históricos da época, envolvendo personagens que geralmente fizeram suas músicas mais conhecidas que suas biografias.

Bom, a seleção musical é incrível, só clássicos do soul e a cantora que interpretou a Diana Ross, a Krystal Joy Brown, era absurdamente parecida com ela. Quando cantou “Ain’t No Mountain High Enough” foi de arrepiar.

Outros pontos altos são nas músicas em que o garotinho que interpreta o pequeno Stevie Wonder e o que faz o Michael Jackson na época do Jackson’s Five cantam. O teatro vem abaixo com tanta fofura e, claro, uma interpretação impecável dos dois. https://www.youtube.com/watch?v=RVnAi-LgmFQ

O show está em turnê pelo interior dos EUA e volta em cartaz em 2016.

Stomp
O menos convencional de todos, porém já bastante conhecido no Brasil. É uma apresentação que mistura dança e percussão com instrumentos inusitados como balde, vassoura e tampa de panela. Esse não me acabei de chorar que nem o Aladdin e Motown, mas gostei tanto quanto.

A pegada é outra: você quer sair de lá batucando em tudo. Eles fazem música com qualquer objeto, de qualquer forma, é impressionante e imperdível. Sem contar uma coisa que eu jamais iria imaginar que encontraria em um espetáculo desses: o humor. Quase esquecemos que para fazer graça, não é preciso de falas, apenas o som e a linguagem corporal dão conta.

O teatro não fica na região da Broadway, mas no East Village, cujo entorno é bem mais alternativo e menos turístico do que a muvuca ali de Midtwon. O próprio teatro é bem menor, o que dá ao show outra atmosfera, bem mais descolada. Aproveitem, pois vem pro Brasil de novo este ano.

Obs: Não achei vídeos que eu acho que retratem bem as cenas que vi. O primeiro tá bem curto, o segundo muito longo e é só um meddley e o terceiro não é o grupo do Stomp que vi, mas é só pra dar uma ideia

Roteiro musical em NY :: Aladdin

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A viagem a Nova York foi a trabalho e a pauta principal era a cena musical da Broadway – o que rendeu essa matéria aqui com um roteiro especial para fãs do gênero.

Aproveitei a ocasião para ficar mais alguns dias e, de quebra, fazer logo uma viagem bastante musical – em todos os sentidos: teve coral no Harlem, museu e até karaokê. Vou escrever sobre cada uma delas, começando pelo espetáculo que mais me marcou: Aladdin

* Este post é totalmente parcial e apaixonado *

É a montagem que aguardei a VIDA para assistir, pois era meu desenho favorito da Disney. Superou as expectativas e me juntei às crianças que choravam de emoção nas cenas fofas ou levaram sustos com os efeitos especiais do gênio. As danças, os cenários, o figurino, as coreografias, enfim, foi tudo perfeito.

Bom, e o gênio é uma atração à parte: o ator James Monroe Iglehart deu um toque mais suingado ao personagem e misturava nas danças e nas músicas um pouco de R&B. Interpretação sensacional que rendeu um prêmio Tony no ano passado. No vídeo abaixo tem o agradecimento dele e uma palhinha do musical:

Apesar de a abertura ser bastante impressionante, os números que realmente me impactaram foram das músicas “Friend Like Me” (quando surge o gênio), “Prince Ali” (que no desenho eu achava até meio chatinha, mas no teatro a apresentação é de embasbacar) e, claro, “A Whole New World”, a baladinha do casal, que é quando o melhor dos efeitos visuais acontece: ***spoiler alert*** eles passeiam no tapete voador. Ok, quem lembra do filme já sabia e acho não tem problema estragar a surpresa, eu juro que ao vivo o encanto continua sendo grande.

Na saída, ainda fiz a tiete e fui lá esperar os atores para tirar uma foto e pedir autógrafo. E valeu a pena, principalmente pelo segurança que fica ali na porta do camarim, o Steve. Ele já tinha trabalhado no Rei Leão, Mary Poppins e no Good Morning America.

Cada vez que a porta abria, os fãs apontavam a câmera e se amontoavam na grade. “Relax! Quando o gênio sair, vocês vão saber!”, dizia ele. “Já sabem o que vão pedir? Vocês só terão direito a um pedido para o gênio!”, brincava.

“Eu amo meu trabalho. E essa é a melhor parte, a hora mais divertida”. Ele acaba sendo responsável por entreter a galera na espera. Ali, ele era o gênio que tinha o poder de abrir uma porta e realizar os desejos dos fãs.

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Adam Jacobs, o Aladdin, posando com as crianças na saída do teatro